CABOU A BRINCADEIRA – COMUNICAÇÃO, CRIATIVIDADE E INOVAÇÃO #025

Por All Press Com

É necessária muita coragem para pedir perdão e muitos acontecimentos para atrasar de tamanha forma a publicação desse post. Porém, preciso pedir desculpa pela semana de atraso na publicação de post #025. Mas, garanto, vale a pena.

Porque nesse post, a ca bô a brinks. Streaming não vai mais ser festinha e combater fake news tem consequências.

Tempo estimado de leitura: 9 minutos

1. Fake News: É um papo sobre Twitter e Facebook e luta contra as notícias falsas. E as repercussões dessa decisão. Vamos começar de microblog.

Há uns dois meses, em torno de 70 milhões de contas foram deletadas sob suspeita de serem falsas. Algo necessário para combater as fake news dentro da rede. Até aí, tudo bem. O problema é que isso foi responsável por uma queda enorme (17%) nas ações da rede. Porque, basicamente, contas deletadas também são menos usuários. E mais momentos tempestuosos podem vir pela frente. O CEO, Jack Dorsey, vai continuar o foco na “saúde” (qualidade) da rede. E, mesmo com essas dificuldades, foi o terceiro semestre seguido em que a rede teve lucro.

Agora, Face. Dois pontos marcaram os últimos dias, em especial, aqui no Brasil. Todos os anúncios relacionados às eleições deste ano serão identificadas como propaganda eleitoral. Uma ferramenta de transparência vai mostrar o CPF do candidato ou CNPJ do partido. Além disso, será checado o comprovante de residência do anunciante na hora do cadastro para evitar que ~forças de fora influenciem no resultado das urnas.

Mas não parou por aí. O Face também fez a sua limpa. Foram removidas 196 páginas e 87 perfis que violavam as políticas de autenticidade. O problema é: Muitas eram do MBL, que, digamos, não aceitou muito bem isso. No twitter (meio irônico isso), o grupo disse o seguinte: “O Facebook desativou páginas de alcance nacional as quais, somando meio milhão de seguidores, entre informar e divulgar ideias liberais e conservadoras – o que não é crime – também exerciam o importante papel de denunciar as ‘fake news’ da grande mídia. Já há muito o Facebook tem sido alvo de atenção por conta do viés ideológico da empresa, manifestado ao perseguir e inventar alegações esdrúxulas contra grupos e líderes de direita ao redor do mundo.” Também fizeram um protesto em frente à sede brasileira da rede. O Ministério Público Federal cobrou explicações, receando censura. Nelson de Sá, na Folha, disse o seguinte: “Talvez o maior problema, como se observa nas duas recentes intervenções no Brasil, é que a plataforma acaba atuando de forma mais indiscriminada do que é capaz de reconhecer –e, principalmente, corrigir. Sem editores, sem se aceitar como mídia, o Facebook não tem Erramos.”

++ Em setembro, líderes do Facebook, Google e Twitter voltarão a depor no congresso americano.

++ Para o New York Times, Wall Street não deveria estar punindo os esforços das redes de combater as Fake News. Porque, se eles não fizerem isso, é capaz de vir regulação pesada aí.

++ Bom relembrar o Greg News sobre notícias falsas. MBL estava no centro das discussões.

++ Levantamento  da FGV comprovou ação de robôs nas pré-campanhas. Ação correspondeu a 22,1% dos tuítes de perfis ligados ao campo do PT, 21,9% ao de Bolsonaro e 16,1% ao da centro-direita.

++ É interessante ver o exemplo do Infowars, dos Estados Unidos, para pensar sobre essa questão. Caso você não o conheça, é um veículo de extrema direita que volta e meia publica algumas notícias/teorias da conspiração/acusações sem nenhuma prova. Muitos querem que o Face exclua essa página. Mas, como não são posts comprovadamente falsos e não é (nem usa) bots, a página continua no ar. Já a Apple retirou podcasts do grupo no catálogo do iTunes por conta do discurso de ódio.

++ E sobre Fake News, TRE do Distrito Federal mandou o Alexandre Frota apagar post sobre um candidato ao Senado que teria pedido a prisão do Moro. Era Fake.

 

2. Streaming: Problemas no (que se pensava ser um) paraíso. Vamos por partes. Lembra de quando eu falei que a Netflix não enfrentava grande rejeição (como algumas redes) por não ser alvo de nenhuma controvérsia? Pois é, as coisas mudaram por conta da série Insatiable, que mostra uma adolescente que emagrece e busca vingança contra os colegas que praticavam bullying. A série está sendo acusada de fat-shaming (vergonha por estar acima do peso). Mas esse está longe de ser o principal problema para a empresa. Um deles, é a concorrência crescente. Em especial, a HBO. Já há muitos anos, antes de sequer se pensar em streaming, as séries do canal ganhavam muuuitos prêmios e eram sinônimo de qualidade. Afinal, antes de GOT, já tínhamos Os Sopranos. A era do On Demand chegou e não ficaram de fora, lançaram o HBO Go, que difere bastante da Netflix. De maneira geral, são produzidas bem menos séries, mas com um orçamento bem maior, que têm episódos novos lançados toda semana – afinal, depende do canal de TV. O negócio é que, com a recente compra da Time Warner (dona da HBO) pela AT&T, a forma do canal de produzir conteúdo original deve mudar. Eles vão Netflixar (tô criando uma palavra aqui) a programação e começar a focar em mais séries, mais baratas e mais maratonáveis.

++ Do New York Times: Os planos de Shonda Rimes para a Netflix.

++ Nightflyers, do George R. R. Martin, ganhou trailer.

++ Por aqui no Brasil, Wagner Moura viverá famoso diplomata brasileiro em filme da Netflix.

++ Sabe o problema de se produzir conteúdo por streaming? Pode sair mais caro do que os assinantes pagam.

++ Sabe o problema de se consumir muito conteúdo por streaming? Você pode estar pagando bem mais do que imagina.

++ Mas, mesmo assim, é a tendência. Até a Microsoft tá entrando nessa e planeja streaming de games como foco para o Xbox.

 

3. Redes e Apps:

– Xbox: A divisão da Microsoft arrecadou 10 bilhões de dólares no ano passado.

– Moviepass: Assinantes tiveram dificuldade recentemente em conseguir os ingressos a que têm direito. O problema? Acabou o dinheiro da empresa. Mas já conseguiram um investimento para resolver. Só não deu pra resolver a queda de 50% das ações. Pra isso, então, houve um aumento de mensalidade. O mercado se acalmou novamente.

– Uber: o Uber Pool, serviço de carona compartilhada, aumenta o trânsito. E a empresa parou com o plano de caminhões que se dirigem sozinhos.

– Spotify: Revisa playlists e pode mudar relação de artista com fãs.

– Facebook: Abriu um escritório na China, mas a rede continua bloqueada no país. Ou seja, a crise não está afetando taaanto assim a empresa. Será? Por que perderam 120 bilhões de dólares em valor de mercado num único dia.

– Google Chrome: Vai considerar inseguro qualquer site que não for HTTPS.

– Apple: Atingiu 1 trilhão de dólares de valor de mercado. Primeira vez na história para uma empresa privada.

– Instagram: O humorista alagoano Carlinhos Maia teve 2º maior nº de views no Stories no mundo em junho.

Inspirobot: Pra você que ama imagens randômicas com textos filosóficos sem sentido.

++ Do mesmo influencer que disse que “A Internet é uma orgia grande e estranha”: John Ostrovsky, com mais de 10 milhões de seguidores, disse que o fim está próximo para os influenciadores.

 

 

+++ Ressaca digital: O caso Neymar Pós-Copa 2018.

+++ Tic Tac virou instrumento musical num clipe de Funk. Ação muito criativa.

+++ Coca-Cola lançou um refrigerante sabor café expresso.

+++ Reino Unido anuncia investimento milionário para combater bullying e cura gay.