Se caiu na rede, é… – COMUNICAÇÃO, CRIATIVIDADE E INOVAÇÃO #026

Por All Press Com

Se você trabalha com comunicação, redes sociais é um assunto importantíssimo. Se você quer que a comunicação da sua empresa tenha destaque, redes sociais é um assunto importantíssimo. Se você tem qualquer rede social, redes sociais é um assunto importantíssimo. Se você está lendo isso agora, redes sociais é um assunto importantíssimo.

O post dessa semana é quase que exclusivamente voltado para este tópico. A batalha contra os bots e as fake news continua e as redes resolveram uma questão que se arrastava por semanas: Infowars. Já o Tinder, que não enfrenta esse problema, está com lucros enormes e uma dor de cabeça diferente. Nenhuma, no entanto, se compara a da TV a cabo, que está morrendo a cada dia por conta de uma doença (ou remédio, dependendo) chamada streaming.

 

Tempo estimado de leitura: 6 minutos.

 

 

1. Infowars: No eterno esforço de Mãe Dináh, na semana passada, já tínhamos falado do Infowars, um veículo de extrema direita que volta e meia publica algumas notícias/teorias da conspiração/acusações sem nenhuma prova. Entre o que é dito, está que o massacre da Sandy Hook Elementary School, em que 20 crianças e seis adultos foram assassinados por um estudante portando 4 pistolas, seria falso, encenado por atores mirins. O dono do veículo, Alex Jones, comanda, além do site, redes que chegam a dezenas de milhões de acessos todo mês. Em meio a algumas delas fazendo limpezas de contas fantasma e combate a fake news, havia uma pressão muito grande para que acabassem com o Infowars também. Reparem no “havia”. Isso porque Facebook, Apple, Twitter, MailChimp, YouTube e Spotify praticamente expulsaram Alex Jones ao bloquear ações e deletar podcasts, páginas e canais que pertenciam a ele. Em resposta, ele acusou o vale do Silício de censurar vozes conservadoras.

 

++ Aqui no Brasil, o Twitter também agiu e fez um bloqueio parcial a algumas contas de direita por conta de distribuição realizada por bots. A reação veio com a hashtag #DireitaAmordaçada. Até o Bolsonaro postou.

++ Falando em Twitter, um novo usuário: @FHC.

++ Sobre o debate de semana passada da Band, Aos Fatos e a Lupa fizeram a checagem. E o Google Trends trouxe os dados de pesquisa. O mais procurado foi Bolsonaro.

++ Não podendo participar do debate, o PT fez o próprio numa live do Facebook.

++ O segundo debate dos candidatos à presidência vai ao ar na RedeTV e será multiplataforma.

++ Blogueiros do UOL lançam curso online gratuito contra notícias falsas.

 

2. Redes e Apps:

 

 

3. Streaming: Mais pauladas na TV a cabo. Pesquisa da eMarketer mostrou que 33 milhões de estadunidenses vão cortar em definitivo esse serviço nesse ano. Em outra, da Nielsen, dados apontam que crianças entre 2 e 11 anos de idade estão assistindo menos TV linear (ou pré-programada). O tempo que o grupo etário dedica caiu cerca de 22% entre 2014 e 2017. E os teens assistem ainda menos: o número de horas caiu cerca de 38% nesse período. É uma geração que não tem a obrigação de acordar cedo pra ver Sábado Animado ou voltar correndo da aula pra conseguir ver o Goku lutando contra o Majin Boo. Eles podem ver o desenho que quiserem na hora que preferirem. Isso, claro, reacende o debate sobre a regulação sobre a propaganda, conteúdo e restrição etária. Mas calma, isso é só o começo. Não vamos nos esquecer que a Disney está preparando o próprio serviço de streaming.

 

++ Falando em Disney, é bem provável que usem o roteiro de James Gunn para o próximo filme do Guardiões. Mas ele realmente está fora da direção.

++ Ruby Rose será a Batwoman da vindoura série de TV. Mas teve que abandonar o Twitter. Uma chuva de comentários negativos, que variava de “ela não é lésbica de verdade” a “ela é gay demais”, foi o motivo.

++ Disney terá o seu primeiro personagem abertamente gay, Jack Whitehall (de Jungle Cruise). As redes também criticaram essa escolha. Foi um escolhido um ator hétero que fará um personagem excessivamente afeminado.

 

4. Tinder: Deve render US$ 800 milhões este ano, o dobro do valor que obteve em 2017. Os grandes responsáveis por esse aumento são os recursos pagos do aplicativo (Tinder Plus e Tinder Gold). Ou seja, um sinal de que as pessoas não se preocupariam de pagar por uma rede social se o serviço corresponder. Esse valor significa que será tão grande quanto o Snapchat foi no ano passado, quando o Snap ainda sofria o começo das consequências da cópia de ideia do Facebook – aliás, só bom relembrar que o Face também está querendo copiar justamente o Tinder. A preocupação da proprietária da rede agora é que os mais velhos não migrem para o Tinder também: “Não podemos ter o que aconteceu com outras marcas na nossa marca, que é como ‘Ew, meu irmão mais velho usa isso. Meu pai usa isso. Minha mãe usa isso’” disse Mandy Ginsberg. O receio é relevante. Esse é um dos principais motivos da Geração Z ter abandonado o Facebook.

 

++ Bumble, fundado por uma ex-funcionária do Tinder, é um app de relacionamentos que visa dar mais poder para as mulheres. Só elas que podem iniciar a conversar e o rapaz tem um limite de tempo para responder. Agora, a empresa lançou um fundo de investimento para outras startups fundadas por mulheres.

 

 

+++ Quando a gente fala de como usar conteúdo multimídia, é disso que a gente tá falando. Excelente reportagem do Washington Post sobre a arte do improviso.

+++ Agências, parem de usar fotos de banco de imagens. A Samsung fez isso. E foi descoberta.

+++ Professores da Furb criaram site que compara preços de supermercados de Blumenau.