Como o fim do Google Plus afeta sua estratégia de comunicação

Por All Press Com

A gente sabe que o Google Plus nunca esteve vivo de verdade. Só que, agora, a “rede social dos funcionários do Google” está oficialmente morta. E por mais que ela provavelmente nunca tenha sido alvo de alguma ação memorável ou tenha tido destaque no planejamento de comunicação da sua marca, esse acontecimento simboliza um momento muito importante para as redes sociais.

 

Nunca foi escondido que a pretensão dessa rede era ser o novo Facebook. De certa forma, foi o que ocorreu – mas longe de alcançar a posição almejada. Lembra do vazamento de dados do Facebook com a Cambridge Analytica? Pois então. Depois de um furo do The Wall Street Journal, foi revelado que dados de 500 mil usuários do Google Plus foram expostos entre 2015 e 2018 por conta de uma falha de segurança.

 

(Vou abrir um parênteses aqui pra dizer que é o mesmo WSJ que revelou que autoridades americanas estão preocupadas com o Google permitir que empresas acessem alguns dados do Gmail de usuários.)

 

Com a notícia, a Alphabet (holding da Google) anunciou que, pelos próximos 10 meses, estará desativando a rede social – durante o processo, os usuários receberão mais informações, como, por exemplo, os procedimentos para baixar o que foi postado.

 

 

Morte do Google Plus e o uso das Redes Sociais em Planos de Comunicação

 

É bem óbvio, mas não custa reforçar, que as redes sociais são ferramentas muito eficientes para qualquer estratégia de comunicação de qualquer tipo de empresa. Em 2018, por conta de vazamento de dados, o Facebook perdeu muitos usuários e tornou-se alvo de processos políticos. Agora, pelo mesmo motivo e até por medo, o Google Plus vai acabar.

 

Escolher em quais redes serão executadas determinadas ações ou em quais a marca estará presente deve ser um trabalho feito com muito cuidado. O Facebook, por exemplo, é uma rede que, por mais que esteja trabalhando para provar o contrário, terá sempre a estigma de um ambiente de fragilidade dos dados e de fácil compartilhamento de Fake News.

 

O Instagram e o Twitter, em comparação, parece que foram as redes para as quais muitos dos “desertores do Facebook” acabaram migrando. Em especial, os usuários mais jovens. O WhatsApp quase todo mundo tem e usa. Mas, por conta das eleições deste ano, houve uma saturação – ao menos, temporária – do compartilhamento de conteúdo por lá.

 

O fato é que, se há uma aposta quase que exclusiva numa única rede, sem pensar em planos de contingência ou a capacidade de gerenciamento de crise eficiente, qualquer planejamento de comunicação torna-se extremamente frágil. Claro, o Google Plus nunca foi popular. Mas, e se fosse? Qualquer ação planejada por lá seria tempo perdido – como muitas foram por conta de mudanças de algoritmo no Facebook, por exemplo.

 

Mais um lembrete claro de que estar nas redes sociais não é suficiente. De um dia para o outro, todo planejamento pode mudar e as marcas não podem ser afetadas por isso.

 

Google Plus como exemplo de erro na comunicação

 

A verdade é que a Alphabet, em março deste ano, quando surgiram as informações sobre vazamento de dados na rede, preferiu se proteger a proteger os usuários. Optou por se defender de processos e desconfiança ao “abrir o jogo” e buscar pela defesa de quem confiou neles. Praticamente, um desastre que resultou no fim de um projeto. Na verdade, poderia ter sido uma chance ímpar de aperfeiçoá-lo.

 

O recado que podemos tirar disso, é que, mais do que nunca, é necessário planejar a comunicação de uma empresa, seja em um momento de crise ou não, de maneira estratégica. A All Press Comunicação usa a experiência e versatilidade de sua equipe para alavancar os resultados de seus parceiros. Conheça os nossos serviços de Redes Sociais e Gerenciamento de Crise e vamos marcar uma conversa para saber mais sobre o cenário atual da sua empresa.