A Disney vai mudar a forma de se fazer conteúdo em vídeo

Por All Press Com

O streaming não é apenas uma ferramenta ou um serviço, mas uma das mais eficientes – e preferidas pelo consumidor – formas de distribuição de conteúdo. É um modelo que inspirou não só quem produz vídeo, mas também está obrigando as empresas mais tradicionais do mercado e explorar essa nova linguagem. E a Disney está obstinada a dominá-la.

Primeiro, vamos pensar numa das melhores coisas da líder de mercado, a Netflix. Por um preço pequeno, é possível ter acesso a um enorme e crescente catálogo de filmes e séries. Essa qualidade – fora o fato de estar quase no mundo todo e ter uma interface fácil e rápida – a levou a se tornar, por um tempo, a maior empresa de mídia do mundo. Só que a maioria do conteúdo não é feito pela própria plataforma. Cerca de 80% do que as pessoas assistem é licenciado.

E, claro, a Netflix não está sozinha no mercado. Outras opções de streaming estão surgindo com catálogos também cada vez maiores e mais refinados. E aí, incluem-se: Looke, Crackle, Hulu, Amazon Prime e as vindouras opções da Apple e do YouTube.

Só que a queda constante de consumidores de Home Media (DVD e Blu Ray) e TV por assinatura está obrigando quem produz muitos dos conteúdos exibidos por esses serviços a montarem as próprias plataformas de streaming. Por exemplo, a Warner Media.

Recentemente comprada pela gigante de telecomunicações AT&T com o objetivo de adicionar o streaming aos seus pacotes, a Warner está planejando um serviço que terá no catálogo conteúdo do próprio estúdio, da CNN, HBO, DC Comics e Cartoon Network. Vários desses conteúdos estão, atualmente, na Netflix e devem sair de lá no futuro.

É previsto que o novo serviço da Warner tenha um preço elevado em comparação a outros do mercado.

E, no próximo ano, será lançado mais um serviço de streaming e não será apenas outra  opção no mercado. Deve ser um rolo compressor de uma das maiores empresas de entretenimento e conteúdo do mundo. E que, digamos, já tem bastante experiência de dominar novos mercados.

Conteúdo em vídeo e o domínio da Disney

Vale um resgate histórico para entender como a empresa do Mickey entende do mercado de conteúdo em vídeo. Quando VHS e DVDs estavam no auge, foi lançado o The Disney Vault (algo como o “baú da Disney”), uma estratégia que consistia em “segurar filmes” por anos e torná-los disponíveis por um período curto e com tiragem limitada.

 

Estratégia ousada? Sim. E muito lucrativa. Um estudo de 2000 mostrou que 55% dos fãs da Disney trocaram suas fitas VHS por DVDs, comparado a apenas 14% de outros estúdios.

Outro exemplo, é quando a TV a cabo começou nos Estados Unidos. Naquela época, o conteúdo da Disney era exibido pela concorrente HBO. A empresa do Mickey viu que daria mais dinheiro abrir o próprio canal e foi lançado o Disney Channel. Hoje, é dona também dos canais ABC e ESPN. No último ano, 40% de todo o dinheiro faturado veio da TV.

E agora, a empresa está de olho no streaming. O que se sabe, por enquanto, é que a Disney+ (provável nome) vai contar com uma biblioteca de conteúdo potencialmente gigantesca, envolvendo de princesas a heróis da Marvel, passando por Star Wars e Indiana Jones, além de conteúdos recém-adquiridos com a compra da Fox.

A assinatura provavelmente vai custar menos que a da Netflix, mas isso não significa que a Disney não está investindo. Estão previstas séries dos personagens Loki e Feiticeira Escarlate com um orçamento aproximado de 100 milhões de dólares – muito elevado para séries e comparável a alguns blockbusters.

 

E o que isso tem a ver comigo?

Muita coisa. Primeiro, como consumidores, a grande vantagem de se fazer um único pagamento e ter acesso a conteúdo de vários canais deve acabar com o aumento no número de serviços. O preço vai aumentar e provavelmente será necessário escolher a qual conteúdo se quer ter acesso. Quase como se faz hoje com a TV por assinatura.

E, não importando o número de planos a ser assinado, o fato é que a quantidade de conteúdo produzido em vídeo na Internet só tende a aumentar. Deixando a multiplicação do streaming de lado, vale lembrar que o YouTube não para de crescer e o Instagram tem um player exclusivo para vídeos na vertical, o IGTV.

O que muda para quem produz conteúdo, em especial, é que o consumidor vai ficar cada vez mais exigente com o que chega a ele em vídeo. Optar por essa mídia deixará de ser um diferencial e ficará cada vez mais corriqueiro. De inovadora, apenas por essa escolha, uma estratégia não terá nada. Ou seja, com tantas opções, a atenção de um cliente em potencial para o audiovisual será cada vez mais disputada.

Por que alguém assistiria ao seu vídeo se, no lugar, pode ver algo da Disney+ ?

O conteúdo planejado em vídeo deverá ter uma qualidade estética cada vez mais acurada e condizente com a plataforma escolhida. Roteiro inteligente e montagem personalizada para melhor atingir o cliente em potencial são outras necessidades. Isso independente de ser destinado ao streaming, a redes sociais ou até mesmo para a televisão. Pensamento estratégico é essencial.

A Netflix, por exemplo, planeja qual arte de uma série ou filme chegará até o consumidor para convencê-lo a dar o play. Vários de seus artistas tornam-se influenciadores no Instagram e acabam fazendo “propaganda gratuita” para o serviço. E, como muito foi discutido, diversas séries, como House of Cards, foram idealizadas por conta de algoritmos.

Experimentar e aprender sobre novos formatos e linguagens é essencial para se produzir conteúdo em vídeo. Só assim para se poder competir com todas essas outras opções. Aqui na All Press Comunicação Integrada, já fizemos de tudo:

Todo esse conteúdo foi planejado de maneira estratégica e obteve os resultados esperados.

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