O streaming não é apenas uma ferramenta ou um serviço, mas uma das mais eficientes – e preferidas pelo consumidor – formas de distribuição de conteúdo. É um modelo que inspirou não só quem produz vídeo, mas também está obrigando as empresas mais tradicionais do mercado e explorar essa nova linguagem. E a Disney está obstinada a dominá-la.

Primeiro, vamos pensar numa das melhores coisas da líder de mercado, a Netflix. Por um preço pequeno, é possível ter acesso a um enorme e crescente catálogo de filmes e séries. Essa qualidade – fora o fato de estar quase no mundo todo e ter uma interface fácil e rápida – a levou a se tornar, por um tempo, a maior empresa de mídia do mundo. Só que a maioria do conteúdo não é feito pela própria plataforma. Cerca de 80% do que as pessoas assistem é licenciado.

E, claro, a Netflix não está sozinha no mercado. Outras opções de streaming estão surgindo com catálogos também cada vez maiores e mais refinados. E aí, incluem-se: Looke, Crackle, Hulu, Amazon Prime e as vindouras opções da Apple e do YouTube.

Só que a queda constante de consumidores de Home Media (DVD e Blu Ray) e TV por assinatura está obrigando quem produz muitos dos conteúdos exibidos por esses serviços a montarem as próprias plataformas de streaming. Por exemplo, a Warner Media.

Recentemente comprada pela gigante de telecomunicações AT&T com o objetivo de adicionar o streaming aos seus pacotes, a Warner está planejando um serviço que terá no catálogo conteúdo do próprio estúdio, da CNN, HBO, DC Comics e Cartoon Network. Vários desses conteúdos estão, atualmente, na Netflix e devem sair de lá no futuro.

É previsto que o novo serviço da Warner tenha um preço elevado em comparação a outros do mercado.

E, no próximo ano, será lançado mais um serviço de streaming e não será apenas outra  opção no mercado. Deve ser um rolo compressor de uma das maiores empresas de entretenimento e conteúdo do mundo. E que, digamos, já tem bastante experiência de dominar novos mercados.

Conteúdo em vídeo e o domínio da Disney

Vale um resgate histórico para entender como a empresa do Mickey entende do mercado de conteúdo em vídeo. Quando VHS e DVDs estavam no auge, foi lançado o The Disney Vault (algo como o “baú da Disney”), uma estratégia que consistia em “segurar filmes” por anos e torná-los disponíveis por um período curto e com tiragem limitada.

 

Estratégia ousada? Sim. E muito lucrativa. Um estudo de 2000 mostrou que 55% dos fãs da Disney trocaram suas fitas VHS por DVDs, comparado a apenas 14% de outros estúdios.

Outro exemplo, é quando a TV a cabo começou nos Estados Unidos. Naquela época, o conteúdo da Disney era exibido pela concorrente HBO. A empresa do Mickey viu que daria mais dinheiro abrir o próprio canal e foi lançado o Disney Channel. Hoje, é dona também dos canais ABC e ESPN. No último ano, 40% de todo o dinheiro faturado veio da TV.

E agora, a empresa está de olho no streaming. O que se sabe, por enquanto, é que a Disney+ (provável nome) vai contar com uma biblioteca de conteúdo potencialmente gigantesca, envolvendo de princesas a heróis da Marvel, passando por Star Wars e Indiana Jones, além de conteúdos recém-adquiridos com a compra da Fox.

A assinatura provavelmente vai custar menos que a da Netflix, mas isso não significa que a Disney não está investindo. Estão previstas séries dos personagens Loki e Feiticeira Escarlate com um orçamento aproximado de 100 milhões de dólares – muito elevado para séries e comparável a alguns blockbusters.

 

E o que isso tem a ver comigo?

Muita coisa. Primeiro, como consumidores, a grande vantagem de se fazer um único pagamento e ter acesso a conteúdo de vários canais deve acabar com o aumento no número de serviços. O preço vai aumentar e provavelmente será necessário escolher a qual conteúdo se quer ter acesso. Quase como se faz hoje com a TV por assinatura.

E, não importando o número de planos a ser assinado, o fato é que a quantidade de conteúdo produzido em vídeo na Internet só tende a aumentar. Deixando a multiplicação do streaming de lado, vale lembrar que o YouTube não para de crescer e o Instagram tem um player exclusivo para vídeos na vertical, o IGTV.

O que muda para quem produz conteúdo, em especial, é que o consumidor vai ficar cada vez mais exigente com o que chega a ele em vídeo. Optar por essa mídia deixará de ser um diferencial e ficará cada vez mais corriqueiro. De inovadora, apenas por essa escolha, uma estratégia não terá nada. Ou seja, com tantas opções, a atenção de um cliente em potencial para o audiovisual será cada vez mais disputada.

Por que alguém assistiria ao seu vídeo se, no lugar, pode ver algo da Disney+ ?

O conteúdo planejado em vídeo deverá ter uma qualidade estética cada vez mais acurada e condizente com a plataforma escolhida. Roteiro inteligente e montagem personalizada para melhor atingir o cliente em potencial são outras necessidades. Isso independente de ser destinado ao streaming, a redes sociais ou até mesmo para a televisão. Pensamento estratégico é essencial.

A Netflix, por exemplo, planeja qual arte de uma série ou filme chegará até o consumidor para convencê-lo a dar o play. Vários de seus artistas tornam-se influenciadores no Instagram e acabam fazendo “propaganda gratuita” para o serviço. E, como muito foi discutido, diversas séries, como House of Cards, foram idealizadas por conta de algoritmos.

Experimentar e aprender sobre novos formatos e linguagens é essencial para se produzir conteúdo em vídeo. Só assim para se poder competir com todas essas outras opções. Aqui na All Press Comunicação Integrada, já fizemos de tudo:

Todo esse conteúdo foi planejado de maneira estratégica e obteve os resultados esperados.

Para ver mais o que produzimos, siga as nossas redes. E, se ficou curioso sobre alguns dos nossos métodos, visite a nossa página de Video Release, uma ferramenta ainda pouco utilizada pela maioria das agências de comunicação, mas muito eficiente.

Um dos singelos objetivos destes posts semanais é dar munição para que você se prepare para mudanças que estão por vir no mercado da comunicação. Independente, claro, de você trabalhar no setor ou não, porque, afinal de contas, é um consumidor de mídia e de conteúdo.

 

Essa semana, além de ações criativas em diversos setores, dois tópicos são bem importantes. A Globo está indo com tudo para unificar o seu conteúdo e se precaver contra um mercado em que empresas tradicionais estão caindo. Já o Jornalismo, ainda com dificuldade em fazer dinheiro no séc. XXI, pode ter no grande mercado da Apple uma saída. E, sempre dizemos, apostar em conteúdo dá dinheiro, mas a MoviePass tá numa maré de azar que nem isso tem dado certo…

 

Tempo Estimado de Leitura: 7 minutos

 

 

1. Ações Criativas:

 

 

2. Uma Só: Grupo Globo lançou o ousado projeto “Uma Só Globo” que representa a união de TV Globo, Globosat, Globo.com, DGCORP (Diretoria de Gestão Corporativa) e Som Livre em uma única empresa. Para ajudar nesse processo, foi contratada a Accenture, líder mundial em consultoria de tecnologia e transformação empresarial. Interessante esse ímpeto da empresa dos Marinho. Unir várias frentes numa só pode significar várias coisas – esperemos que não um enxugamento de redação. Vou dar uma especulada como exercício de imaginação. Talvez você possa assinar a “Uma Só Globo” e ter acesso a todos os conteúdos dos canais da Globo (da transmissão de um jogo de futebol pelo SporTV a um reality do Multishow), do on-line (como o GShow) numa grande plataforma de streaming que já englobe também o conteúdo presente na GloboPlay. E, de quebra, ainda ter acesso a um streaming de músicas próprio deles. Tipo um “Spotify da Som Livre”, que contaria com gravações dos especiais do Roberto Carlos até aos shows do The Voice. Bom, independente de eu ter acertado alguma coisa ou errado todas, uma coisa é fato: A Globo percebeu a mudança no mercado e no consumo de mídia e conteúdo. E tá querendo se salvar antes que seja tarde.

 

++ Multishow e VIU Hub (unidade de negócios digitais da Globosat) lançaram o Noite Selvagem, projeto multimídia com a Catuaba Selvagem.

 

++ E o PlayPlus, plataforma de streaming da Record Plus, anunciou parceria com a Disney. Vai disponibilizar para seus assinantes os canais Disney Channel, Disney Junior e Disney XD.

 

++ Do AdNews, a importância do live streaming para a sua marca.

 

++ “O sistema de futebol no Brasil dificulta avanços no streaming” disse Diogo Kotscho, VP de comunicação do Orlando City.

 

3. Redes, Apps e Tech:

 

 

4. Momento crítico: Triste, porém, mais uma vez, venho falar uma coisa ruim sobre a MoviePass. Basicamente, a empresa é responsável pelo filme “Gotti”, um longa sobre a vida do mafioso John Gotti estrelado por John Travolta. Esse filme conseguiu ter uma review de 0% no Rotten Tomatoes e, além de odiado pela crítica, foi um fracasso de bilheteria. Revolts por essa situação, o marketing do filme fez um anúncio em que chamava os críticos de “trolls atrás de um teclado”. Não parou por aí. Também começaram a aparecer avaliações positivas do filme por parte de contas recém criadas e que não avaliaram mais nada – ou seja, falsas. A situação rendeu até um Honest Trailer.

 

++ Teaser de Rocketman, biografia do Elton John.

 

5. Jornalismo: Não é sobre a área em si, mas sobre a Apple News e como ela pode mudar o setor. Durante muito tempo, sabemos, a aposta principal de vários veículos para distribuição de conteúdo era – e ainda é – por meio de redes sociais. Em especial, com destaque, o Facebook. Porém, com a mudança de algoritmos constante na rede do Zuckerberg e, claro, todo o rolo das fake news em 2012 e o vazamento de dados dos usuários, já não é mais uma aposta confiável por parte dos editores – a desconfiança dos leitores é grande. Mas, ao que parece, pode haver uma nova ferramenta para ficar de olho: o Apple News, um agregador de notícias e reportagens que vem nos iPhones. Diferentemente da rede social, em que notícias acabam, muitas vezes, tendo o mesmo destaque e relevância para o usuários independente de serem sobre presidentes ou ex-BBBs, a curadoria do Apple News é feita por editores e jornalistas. Solução tradicional, sim, porém eficiente para impedir a divulgação de notícias falsas e romper a bolha em que o Facebook é apontado como responsável por prender seus usuários. Por sinal, alguns veículos já têm registrado aumento de visualizações por conta do Apple News. Um problema, porém: Isso não tem gerado dinheiro para os veículos. A ferramenta impõe certos limites para a exibição de anúncios e, digamos, sem anunciantes, é difícil manter um veículo jornalístico hoje em dia. Gostaria de trazer alguma informação otimista, mas, por hoje, é só isso mesmo.

 

++ Abril foi sentenciada a recontratar funcionários demitidos e já avisou que vai recorrer.

++ 1.600 homens assinaram anúncio no New York Times apoiando Christine Blaise Ford.

 

+++ A mega produção que é o novo clipe do Criolo.

+++ A rivalidade entre Sephora e Ulta, uma bilionária batalha entre marcas de maquiagem. Vídeo em inglês.

+++ Pra você passar vontade: As novas sobremesas do McDonald’s. Pena que só tem na Malásia.

Depois de algumas semaninhas ausente, esse post volta a abrilhantar o seu feed e o blog da All Press. Do Pop ao Cult, do impresso ao online e do mais inovador até o ainda mais inovador… As notícias que você não pode ficar sem saber estão aqui!

 

Tempo estimado de leitura: 6 minutos

 

1. Conteúdo: Do pop ao cult, o que pode servir para inspirar o seu trabalho – ou só espairecer mesmo.

 

2. Games: A Telltale Games, responsável por jogos como The Walking Dead e The Wolf Among Us, demitiu quase toda a equipe e está próxima de pedir falência. É uma pena. A empresa foi responsável por mudar o storytelling dentro da indústria.

 

++ Ah, a nostalgia. A Sony anunciou o lançamento do PlayStation Classic, que é uma versão comemorativa dos 25 anos do PS1.  Ele vai sair em versão mini e com 20 jogos na memória. Importante dizer que a Nintendo já havia relançado o Super Nintendo.

 

++ Angry Birds ganha versão em realidade aumentada.

 

3. Redes, Apps e Techs:

 

 

 

4. Time: Uma das mais tradicionais revistas do mundo, a Time foi vendida por 190 milhões de dólares para Marc Benioff, presidente e um dos fundadores da empresa de tecnologia Salesforce. Outras revistas, como a Fortune, Money e a Sports Illustrated podem ser as próximas a serem vendidas pelo grupo de mídia Meredith, que passará a focar em produtos voltados ao público feminino. Esse preço de venda é um claro sinal da crise financeira do Jornalismo –  e que ninguém mais lê impresso. Isso porque, há oito meses, a Time Inc. havia sido comprada por 2,8 bilhões de dólares.

 

++ The Village Voice, principal jornal alternativo de Nova York, fechou as portas. Resta apenas uma equipe para digitalizar o arquivo.

 

 

+++ Nove eletrônicos e serviços de sucesso que foram substituídos com o tempo.

+++ Universal Music Brasil promoveu encontro que uniu música, marketing e tecnologia.

+++ Arte ajuda jovem a lidar com doença vinda do uso excessivo de computador.

Semanalmente, as mais importantes notícias do ramo da Comunicação, Criatividade e Inovação são reunidas neste humilde post. Estar bem informado não ajuda apenas a não ficar sem papo no bar ou no intervalo do trabalho, mas também a inspirar na produção de ideias criativas e inovadoras – no âmbito da comunicação ou não.

Por exemplo, será que há alguma lição por trás do absurdo sucesso de The Big Bang Theory para a sua produção de conteúdo? Ou, quem sabe, a sua ideia brilhante para startup já esteja sendo feita – e nem seja tão brilhante assim. Ou, o momento para abrir aquela lojinha online seja agora. E as eleições deste ano estão desafiando agências no Brasil inteiro. E leis estão sendo infringidas.

Tempo estimado de leitura: 7 minutos

1. Grande Bam: O fim está chegando para a série The Big Bang Theory, uma das sitcoms mais populares de todos os tempos. Tudo bem que não está chegando chegaaaando, vai ser só em maio de 2019, mas já dá pra começar a comentar sobre o sucesso dela. É uma das maiores audiências da história da Warner Bros – uma média de 14,2 milhões de telespectadores ao vivo, 5,4 milhões deles entre 25 e 54 anos – e responsável por um quarto da audiência do canal TBS. Os custos de produção, no entanto, eram muito grandes. Por temporada, era gasto em torno de 125 milhões de dólares com o salários dos protagonistas. No entanto, o dinheiro não era difícil de ser reavido. Estima-se que os anunciantes tenham pago em torno de 1 bilhão de dólares durante o tempo que a série já foi transmitida. Por sinal, só pra avisar: A série não está na Netflix.

++ Rappers brasileiros encarnam heróis das HQs.

++ Uma estagiária do C | Net nunca viu Star Wars, mas pediram pra ela gravar um vídeo falando sobre. E mesmo assim, ela sabia muita coisa.

++ Neil Simon, mestre da comédia da Broadway, faleceu, aos 91 anos. Foi muito bem-sucedido, rico, mas sempre subestimado.

++ Não é do curso da USP sobre Harry Potter, é só de um internauta, mas J.K.Rowling disse gostar de uma teoria que diz que Dumbledore é uma representação da morte.

 

2.Redes, Apps e Startups:

 

3. Política: Não basta só ser ano de eleições, esse tema também está recorrente quando se pensa em redes sociais. Depois da Direita ter sido foco da caça aos fakes, chegou a vez da Esquerda ser exposta. No sabadonis, uma jornalista e influencer, Paula Holanda, disse que estava sendo paga para publicar tweets com temas ligados à esquerda. A ideia era que fossem apartidários, mas acabaram sendo para promover nomes do PT – como Gleici, Luiz Marinho (candidato a governador de SP) e Wellington Dias (candidato a governador do Piauí). Trata-se de propaganda irregular. Os prováveis autores dessa estratégia são a  agência Lajoy, responsável pela seleção dos influenciadores – que ganhavam entre 1500 a 2 mil reais por mês -, a Beconnected, que teria sido contratada pelo PT não para fazer campanha eleitoral, mas para monitoramento de redes sociais e a plataforma Follow, que é de um deputado federal do PT.

++ Falando em Fake, o PSDB usou uma foto da Selena Gomez num anúncio como se ela fosse moradora do Sergipe.

++ NatGeo vai lançar microfone detector de mentiras.

++ Ainda não sabe em quem votar para presidente? A calculadora eleitoral pode te mostrar quem é o candidato que tem ideias mais parecidas com as suas. E em São Paulo, um match eleitoral te ajuda a escolher o deputado federal.

 

4. Compras: Mulheres são 79% mais propensas a gastar com jogos de celular. Sabe o que isso pode (e, provavelmente, vai) significar? Mudança de foco do mercado. Por sinal, falando em celular e gastos, pela primeira vez, mais de um quarto das compras de varejo online serão feitas por smartphones esse ano.

++ Vovó de 89 anos criou um site para vender as bolsas que ela cria. As vendas bombaram!

++ E duas coisas que eu tô com muita vontade comprar: o Kit Kat cor-de-rosa e o sorvete que não derrete.

 

+++ Reportagem imperdível: A bailarina Baderna e a história de resistência por trás dessa palavra.

+++ Sky anuncia sua aposta nos eSports.

+++ 4 previsões para o futuro da publicidade mobile em vídeo.

O post dessa semana está um pouco mais curto do que o habitual. Depois de algumas edições falando muito de assuntos um pouco chatos porém necessários – tipo, combate a Fake News, segurança nas redes e futuro do Streaming -, vamos pegar um pouco mais leve nessa.

Esse post tem, de volta, as novis de ações criativas – estava com saudades? Também tem um apanhado das redes, pesquisa sobre conteúdo e, inevitavelmente, um pouco de assuntos não muito legais.

(Só para aproveitar, a melhor música desse álbum da Christina Aguilera)

 

Tempo estimado de leitura: 4 minutos

 

 

1. Ações Criativas:

++ Justiça confirma multa do Procon ao Habib’s por publicidade abusiva.

 

2. Redes e Apps:

 

3. Revistas: Abril já tinha fechado revistas e demitido muitos funcionários, mas se isso ainda não era sinal de crise suficiente, pediram recuperação judicial e estão sem pagar os ex-funcionários. Se serve algum tipo de consolo para a família Civita, a Editora Escala também encerrou revistas.

++ Não é mídia impressa, mas algo para mostrar que os veículos tradicionais não estão se acabando (necessariamente). O SBT lançou a campanha #tbtSBT para que resgatar programas, apresentadores e personagens que marcaram sua história.

 

 

4. Assuntos um pouco chatos, porém necessários, não poderiam ficar de fora: Trump também acha que as vozes conservadoras estão sendo caladas pelas redes sociais. Inclusive, fez o habitual, e disse isso no Twitter. Jack Dorsey, CEO da rede, concordou que existe, por parte da maioria dos funcionários, uma certa inclinação para a esquerda, mas que isso não influencia nas atitudes tomadas. Aqui pelo Brasil, foi aprovada a lei de proteção de dados pessoais, inspirada na GDPR.

 

5. Conteúdo: A gente sempre fala que as fórmulas estão acabando e que temos que ser criativos. Cambridge, no entanto, fez um estudo e chegou a conclusão de que existe fórmula a perfeita de roteiro para filmes. É a “homem no buraco”, que consiste em uma queda seguida por uma ascensão. Os pesquisadores incluem “O Poderoso Chefão” nessa categoria. Outra universidade que está com uma pesquisa interessante é a USP, que abriu um curso sobre Harry Potter. O objetivo das aulas é “propiciar o contato entre leitores de Harry Potter, tanto na academia quanto fora dela, para discussão da obra”.

 

+++ Artistas tentam retratar a angústia da depressão.

+++ Brasil é o segundo maior país em buscas sobre beleza.

+++ Melhor vídeo que você vai ver hoje: Homenagem de Drag Queens no Theatro Municipal para os 60 anos da Madonna.

Conteúdo é um assunto recorrente no blog. Por muito tempo, foi visto como estratégia para se conseguir clientes, mas o que as grandes empresas têm mostrado é que conteúdo também pode render bastante dinheiro. E se você tem a intenção de ganhar uns trocados com isso, não pode ignorar o mercado de cultura pop.

Por isso, o post dessa semana traz o resumo da grande apoteose nerd, a San Diego Comic Con. Além disso, outras novidades quanto a conteúdo e consumo dele, fora os últimos lançamentos das redes e apps e um #TBT da Copa – ou quase isso.

 

Tempo estimado de leitura: 12 minutos

 

1. Comic Con: O mais importante evento de cultura pop do mundo aconteceu nesse final de semana em San Diego. É um momento em que todas as tribos e culturas Nerds se unem. Seja você um leitor(a) de quadrinhos antigos, um(a) recente fã dos filmes, um(a) cosplayer dedicado, colecionador, otaku, gamer… Haverá um espaço para você lá. E é um momento em que os estúdios aproveitam para anunciar e promover os próximos filmes. Entre os principais anúncios:

++ A Marvel Studios não esteve no evento com painel, mas montou um espaço para os fãs lidarem com o luto pós-Guerra Infinita.

++ Alita: Anjo de Combate ganha novo trailer e é adiado para janeiro de 2019.

++ Primeira demo de David Bowie é encontrada em cesta de pães.

 

2. DC Comics: Depois de ver 3 dos seus últimos 4 filmes terem bilheterias abaixo do esperado, a editora parece que encontrou um novo caminho para trilhar no cinema. Serão lançados filmes que integram o universo expandido/compartilhado com tom animado, cores vibrantes e otimismo (como os vistos na Comic Con). Mas será lançada também uma nova linha, sem ligação com o compartilhado, que focará em filmes de arte, tom mais sombrio e liberdade criativa para os envolvidos na produção. O primeiro longa da “DC Black” (como está sendo chamado esse novo selo) será Coringa, que mostrará a origem do vilão, baseada na HQ A Piada Mortal. Na história, ele é um comediante de stand-up falido que fica louco após a morte da esposa grávida. Entre as atrocidades que comete na história, está a tortura física e mental do Comissário Gordon e o aleijamento e estupro da Batgirl. O protagonista será Joaquin Phoenix e a direção está por conta de Todd Phillips (de Se Beber Não Case e Cães de Guerra). Martin Scorsese será um dos produtores e Robert De Niro pode aparecer no longa também. Lançamento previsto para outubro do ano que vem. Não coincidentemente, é a época de lançamento de vários indicados ao Oscar. Pode representar um novo caminho para o gênero.

++ O primeiro grande lançamento do DC Universe, serviço de streaming da DC Comics, será Titãs. Saiu o primeiro trailer. Levantou várias polêmicas: tom sombrio demais para personagens leves, visual de fan film e troca de etnia de personagens.

 

3. James Gunn: Não é só no Brasil que estão desenterrando tweets antigos de famosos. Na semana passada, piadas sobre estupro e pedofilia publicadas entre 2008 e 2011 pelo diretor James Gunn foram recuperadas. Ele se defendeu, dizendo que “Minhas palavras de mais de uma década atrás foram, na época, esforços fracassados e infelizes de ser provocativo. Eu me arrependo delas há algum tempo, não apenas porque foram estúpidas, nem um pouco engraçadas, totalmente insensíveis e certamente não provocativas como eu queria, mas também porque elas não refletem a pessoa que sou hoje ou tenho sido há algum tempo.” No entanto, a Disney não foi piedosa e Gunn foi demitido do filme Guardiões da Galáxia Vol. 3. Importante dizer que a franquia do Guardiões e a relevância atual dos personagens só existem por causa dele. Foi o diretor que chegou para a Marvel com uma ousada proposta de ópera espacial com personagens que mal eram parte do 3º escalão de heróis da editora – mas pelos quais Gunn era completamente apaixonado. E os personagens também impactaram o diretor, segundo o seu próprio irmão: “Desde que ele dedicou sua vida aos filmes de Guardiões e ao MCU, há seis anos, eu vi ele conseguir colocar sua voz nos filmes e ser transformado daquele cara que inventava coisas para chocar as pessoas. Eu ouvi meu irmão dizer diversas vezes que quando Quill reúne o time com ‘esta é a nossa chance de se importar’, este era o discurso que ele mesmo precisava ouvir’. Eles são, afinal, filmes sobre descobrir a melhor versão de si. Trabalhar nestes filmes fez do meu irmão uma pessoa melhor”. Vários membros do elenco se manifestaram a favor de Gunn e a petição para a volta do diretor ao comando do filme já chegou a 70 mil assinaturas.

 

4. Redes e Apps:

 

 

5. Copa: Pensei que já teria parado de falar dela, mas a saudade está batendo. Inclusive, economistas britânicos provaram que futebol acaba com a felicidade – isso que os ingleses nunca tomaram um 7 a 1. Aliás, falando em goleada, a imagem pública do Neymar já caiu tanto quanto ele na Copa. Não bastou ter ficado de fora da lista de 10 melhores da FIFA, o pai dele ainda soltou uma dessa: “A festa que eu fiz foi com a sua mãe”, quando perguntado sobre festas que teriam sido feitas durante a Copa.

 

6. Netflix: O número de assinantes cresceu menos que o esperado no último trimestre (foram 5,2 milhões de usuários novos, eram esperados 1 milhão a mais) e as ações da empresa caíram 14%. E há algumas possíveis razões para isso. Sede demais de crescimento, por exemplo. Concorrência é outra e obriga a empresa a reduzir preços ou a produzir conteúdo de cada vez mais qualidade.

++ Como medir a velocidade da sua internet com a ferramenta da Netflix.

++ Netflix adiciona barra lateral para facilitar navegação de seu catálogo.

++ 5 lições de marketing da Netflix.

 

7. Pacabá: Algumas matérias sobre conteúdo que são legais:

 

+++ Startup transforma poluição em tinta para canetas.

+++ Poder360 e Piauí realizarão debate no YouTube.

+++ Inventaram um sorvete de maionese. E, com essa, me despeço.

Hoje é 15 de maio, Dia Mundial da Família. Seria um tópico excelente para um post falando da relação entre Comunicação e Família, como escolher a linguagem certa em uma campanha, quais estratégias usar quando se almeja atingir toda uma família… Mas talvez hoje o melhor seja mesmo apenas celebrar as famílias. Todas as formas de família – não existe fórmula. Então, assim que terminar a leitura, ligue ou mande um Whats para todos que você considera parte da sua só pra agradecê-los por isso. Não é uma ordem, mas um sincero conselho.

Antes disso, não esqueça de ler o post. Como sempre, só a nata das ações criativas de comunicação. Tem celular em campo de futebol, Deadpool de unicórnio, cientista em bar e uma reflexão sobre quanto valem os seus dados.

Tempo estimado de leitura: 8min 30segs

 

Goleiro-Santos-Atletico-Paranaense-usa-celular-durante-partida
De uniforme e luvas, Santos, do Atlético-PR, usa celular dentro do gramado

1. Uber: Muito se falou no final de semana sobre Santos, o goleiro do Atlético Paranaense, que foi flagrado usando o celular em meio a uma partida do seu time. Um monte de gente criticou, disse que era falta de atenção, um pessoal não se importou muito – é um bom goleiro, afinal – e teve outros que se questionaram como que ele conseguia digitar de luva ou se estaria conferindo o Cartola ou o Tinder. Na verdade, o ato imprudente do goleiro não passava de uma ação da Uber para conscientização no trânsito. O aplicativo – que patrocina o clube – queria dizer que se você fica indignado com um goleiro que usa celular no meio do jogo, também deveria ficar com quem usa no trânsito.

++ Até 2020, as cidades de Dallas e Los Angeles devem ganhar o serviço de táxi aéreo pela Uber.

 

2. MoviePass: É uma startup que pode vir para o Brasil no ano que vem e mistura cinema com assinatura. Basicamente, você paga um valor X por mês – ano passado era de 9,95 dólares, em torno de 35 reais – e tem acesso a vários filmes sem precisar gastar mais com ingressos. No papel, uma ideia ótima, na prática…  Apesar de ter diversas redes de cinemas filiadas e em torno de 2 milhões de assinantes, há um problema crucial: O troço não tá dando dinheiro. Pelo contrário, prejuízo. Porque quem paga o ingresso (integral) aos cinemas é a própria MoviePass. Atualmente, quanto mais gente assina, mais preju. Uma das soluções que estão sendo consideradas é a venda dos dados dos usuários. Vamos supor, coisas do tipo: Qual dia você vai mais o cinema, seus gêneros preferidos, se chega com antecedência ou não, se prefere estreias ou não, quanto gasta na bomboneria… São informações “soltas”, mas que podem ajudar a traçar o seu perfil como consumidor. Algo que pode valer muito a pena para várias empresas.

Exemplinho hipotético – não estou dizendo que vai funcionar assim: Você sempre via filmes de ação, sozinho(a), e pouco gastava com pipoca. De uma hora pra outra, começou a ver comédias românticas, com um ingresso a mais e um combo de pipoca. Para uma empresa de perfumes, quem sabe seja a hora de te mandar um e-mail dizendo: “Parabéns, @consumidor, você acabou de ganhar 10% de desconto nos nossos produtos até o dia dos namorados!” Então, fica a pergunta aqui: Você abriria mão de dados assim em troca de cinema barato?

 

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Deadpool veste rosa em campanha para conscientizar sobre a prevenção do Câncer de Mama

3. Deadpool 2: O filme foi mencionado no post da semana passada, mas merece mais um pouquinho de Ibope. O herói é conhecido por ser “zoeiro” e quem cuidou da divulgação usou essa característica para guiar toda a campanha. Disso, saíram ações pra lá de criativas. Vamos relembrar as principais (repare como a maioria é em vídeo):

++ O filme Jovens Titãs Em Ação Nos Cinemas continua a batalha contra o Deadpool e rebateram a Céline Dion convidando Michael Bolton.

++ Compre seus ingressos para Deadpool 2.

 

4. Redes e Apps:

 

5. Drinks: Algumas das ações mais criativas da última semana foram relacionadas a bebidas. Pra começar, uma boa ideia: a 51 trocou o rótulo para mostrar que está na torcida pelo Brasil. Quem também inovou em rótulo foi Pevê Azevedo, um designer que criou a linha de cervejas “Esse país me obriga a beber”. As artes fazem denúncias políticas, lembrando o “grande acordo” e o tríplex do Lula. Mas a ação mais criativa é da Schweppes. Chama-se “Dress for Respect”. Criaram um vestido todo sensorizado para saber quantas vezes uma mulher é assediada na balada pelo toque. O resultado foi uma média de 40 toques por hora. 😨

 

+++ Vídeo do Porta dos Fundos sobre o formato clichê de comerciais de TV.

+++ Pint of Science é um festival que traz cientistas brasileiros para uma conversa na mesa de bar. Até porque, no bar, doutor não é quem tem doutorado. Doutor é quem desce mais uma gelada.

+++ Bradesco Seguros promove Quinzena do Seguro. O intuito é se apropriar do Dia Nacional do Seguro e estimular setor como um todo a fazer o mesmo.

Digamos que o tema dessa série de posts fosse outro. Futebol, por exemplo, e a nossa missão fosse, semanalmente, trazer os assuntos mais importantes do mundo da bola. Alguns jogadores, times e temas iriam se repetir mais frequentemente, dada a sua importância ou conforme outro critério previamente selecionado. O nosso tema não é esse, é comunicação. E como a gente foca em criatividade e inovação (perceba no título), alguns players e temas também se repetem.

Coincidentemente, o post dessa semana traz tópicos frequentes desde o começo da série. Primeiro, falaremos de ações criativas ligadas a Copa do Mundo (o que já foi tema no nosso décimo post), Heróis (que volta e meia é tema), Redes e Apps (uma seção fixa) e Amazon (que já foi principal tópico). Mas, também tem muita coisa que é novidade, por exemplo, games – que, ao que tudo indica, logo, também será um tema clássico.

Tempo Estimado de Leitura: 9min30segs

Canarinho-Copa-do-Mundo-recepcionando-jogadores
Seria o “Canarinho Pistola” o melhor mascote da Copa do Mundo?
  1. Copa do Mundo: Faltam 36 dias para a Copa do Mundo. E nesse período antes, no período durante e no período depois, vamos ver muitas ações referentes a ela. Pra começar o post, duas criativas: A Gol vai contratar um espião para monitorar possíveis adversários do Brasil. Sério. Inclusive, a vaga foi anunciada no LinkedIn – o que mostra que é possível ser criativo por lá. Já o Outback trouxe de volta a promoção da caneca, só que agora com três cores: azul, amarelo e verde.

++ Falando de futebol, mas sem ser Copa, a Heineken vai transmitir a final da Champions ao som da Orquestra Filarmônica. Um grand finale de fato.

++ Falando de bebida, mas sem ser alcóolica, a Coca-Cola fez uma homenagem ao Big Mac, que completa 50 anos.

++ E falando de bebida e de grandes empresas, Nestlé fechou um acordo de 7 bilhões de dólares para vender produtos de café da Starbucks. Café tá dando mais dinheiro que o imaginado, pessoal!

 

  1. Heroes: Já falei bastante de Guerra Infinita na semana passada, então, vou deixar os Vingadores de lado nessa semana. Mas… Existem mais heróis. Deadpool 2, como sempre, está dando um banho de criatividade na divulgação. Seja pelo nada convencional herói Peter, seja pelo clipe com Céline Dion arrasando – mas tendo que ouvir que deveria cantar pior (afinal, é Deadpool 2, não Titanic). Você também deveria ficar de olho na animação Os Jovens Titãs em Ação – Nos Cinemas!, que tem como slogan: “O Filme de Super-Herói para acabar com os Filmes de Super-Herói”. Inclusive, os dois longas estão numa “rivalidade” bem criativa. Primeiro, Deadpool disse que Cable, o seu oponente no vindouro filme, é tão sinistro que poderia ser do Universo DC. O twitter dos Jovens Titãs respondeu lembrando que antes de ser da Marvel, o protagonista Ryan Reynolds foi da DC – é uma referência ao fracasso do filme Lanterna Verde, que foi estrelado pelo ator. O vilão do filme dos Titãs é o Exterminador, personagem do qual Deadpool foi totalmente copiado. Esse fato, claro, não deixou de ser explorado no mais recente trailer. E… O Ryan Reynolds respondeu no Twitter dizendo que não via semelhança entre os personagens Slade Wilson (Exterminador) e Wade Wilson (Deadpool).

++ O primeiro filme do Homem-Formiga foi o que chamam de um “sucesso moderado” – se pagou, deu lucro, mas não impressionou ninguém. O segundo está chegando e deve ter a sua bilheteria inflada pelos acontecimentos do longa da Equipe-Que-Vinga-Mas-Eu-Não-Direi-Qual-Pra-Não-Ser-Repetitivo.

++ Falando em filmes, o filme do Edir Macedo se tornou a maior bilheteria do cinema brasileiro. Superou Tropa de Elite 2 e Dona Flor e Seus Dois Maridos. Fica aqui a pergunta: Você conhece alguém que foi ao cinema pra ver esse longa?

 

  1. Redes e Apps:

 

Capa-GTA-V
Jogo da Rockstar acumula 90 milhões de unidades e lucro de 6 bilhões de dólares.
  1. Games: Falamos muito de conteúdo como um fator relevante para qualquer estratégia de comunicação. Aí a gente pensa em como explorar isso com posts, com integração em redes sociais, se ainda vale a pena investir em podcasts e que o vídeo é o futuro. Mas sabe o que tem dado dinheiro e é diferencial? Games. Pense no sucesso absurdo que foi o Pokemon GO. Pense nos joguinhos que você tem no seu celular. Pense em quantos conhecidos não têm TV a cabo, mas tem um console em casa. Outro exemplo: o GTA V foi lançado em 2013, ou seja, há cinco anos. Continua vendendo cópias até hoje – 15 milhões só no ano passado, por exemplo. Ele é o produto de entretenimento mais lucrativo de todos os tempos. Fez mais dinheiro do que Star Wars, Avatar…

 

++ Falando sobre os jogos, essa notícia é de outubro do ano passado, mas só pra dizer que: Fabricantes estão recorrendo à Inteligência Artificial para viciar jogadores.

 

++ Um pouco sobre o processo criativo da Nintendo – que sempre traz novidades: “As pessoas sempre nos perguntam se tomamos riscos de propósito. Mas, para nós, não tomamos riscos – nós só continuamos a tentar coisas novas. O pensamento que nos guia é: O que podemos fazer para surpreender os jogadores de forma positiva? Não é que estejamos conscientemente tentando inovar; só estamos procurando formas de fazer as pessoas felizes. O resultado é que bolamos coisas que outras pessoas não fizeram antes”, disse o gerente geral de desenvolvimento da Nintendo, Shinya Takahashi.

 

++ Só porque eu falei em Star Wars, uma lista da AdNews com as principais ações referentes ao May The Forth (4 de maio, dia do Star Wars). Aqui na All Press, também não deixamos passar em branco.

 

+++ O MET Gala virou notícia, tomou as redes… Mas que raios é esse baile?

 

+++ This is America – Childish Gambino. É o videoclipe mais importante do momento. Mais que uma música, um canto antirracista.

 

+++ Se você imagina o empreendedor de Startup como um jovem nos seus 20 e poucos pensando em criar o novo Facebook, está “redondinhamente” enganado. Os mais bem sucedidos fundadores começaram, em média, aos 45 anos de idade. Fica aqui a mensagem positiva de que nunca é tarde para sonhar!

As amazonas estão aí pra te dizer o seguinte: A Amazon, de Jeff Bezos, já é gigante, mas quer ficar maior ainda. E, agora, encontrou um oponente tão grande quanto (se considerarmos que a concorrência em sua área é mínima): O POTUS. O President of The United States. Ainda não é uma guerra declarada, masssss… Pra quem entende de comunicação, já consegue ver as indiretinhas no ar. Mas o negócio não está só lá: Cada vez mais, Amazon is coming to Brazil.

Além da empresa, vamos falar também de Netflix, de redes, mas também aproveitar pra apelar um pouquinho pra #nostalgia. Seja voltando pro Jô em 2002, relembrando a infância com álbum de figurinhas ou mandando um FAX (sim, um fax!).

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Jedis-Star-Wars

  1. Amazon: A empresa já é tema recorrente de nossos posts. E dados os acontecimentos recentes, não vai sair daqui tão cedo. Começa com o Orange President. Donald Trump já deixou claro que não é o maior fã da Amazon, seja por achar que ela destrói o sonho americano ou por não gostar das críticas tecidas pelo Washington Post. Agora, uma oportunidade Jedi está pela sua frente para golpear Jeff Bezos. Nada a ver com Star Wars (mas a imagem foi colocada acima só pra não deixar a brincadeira passar), é que há um projeto de nuvem para unificar os dados do Pentágono chamado Joint Enterprise Defense Infrastructure (ou JEDI). A Amazon era considerada, até as críticas de Trump se tornarem públicas, a única favorita a ganhar a licitação. É um contrato multi-bilionário que duraria por 10 anos. Agora, já não é mais. E Bezos já está pensando em retaliação. Vão entrar com um processo contra uma licitação ganha pelo Google para prestar serviços para a Academia Militar. É um contrato de “apenas” 25 milhões. Ou seja, serve mais como uma forma de mostrar que não vai aguentar porradas quieta.

++ Enquanto isso, a empresa continua atacando em outras áreas. Pelo valor de 250 milhões de dólares, eles são donos do direitos sobre a obra de J.R.R.Tolkien – deixaram a Netflix pra trás. Vem por aí uma série de 5 temporadas sobre O Hobbit e O Senhor dos Anéis. Deve gastar mais de 1 bilhão de dólares nessa produção que pode começar em 2019.

++ O serviço de assinatura da empresa, Amazon Prime, chegou a 100 milhões de membros. É como se metade do Brasil assinasse o serviço.

++ Eles continuam aprimorando a Alexa. Agora, os usuários poderão personalizar perguntas e respostas.

++ Mas a novidade grande pra gente é a seguinte: A Amazon vai liberar a venda de 45 milhões de produtos em seu site para outros países e, entre eles, o Brasil. Será disponibilizado com o valor já possuindo a frete. Os vendedores também serão beneficiados com assistência. Ao contrário das compras pelo AliExpress, a empresa não quer que as coisas fiquem paradas em Curitiba.

++ Pra ficarmos de olho, a Reuters disse que a Amazon está negociando com a Azul uma parceria para a entrega de mercadorias aqui no Brasil. Pode ser uma solução para o problema de entregas por aqui. Pode ser uma grande mudança no mercado.

 

  1. Netflix: Aqui no Brasil, já conseguimos ver que a criatividade da Netflix ultrapassa as próprias séries e chega em suas campanhas também. Seja por trazer a Sandy, a Gretchen ou a Xuxa, são ações que geram a tão almejada “mídia espontânea”. Agora, eles planejam comprar uma empresa de Outdoors de Los Angeles. por 300 milhões de dólares (será a maior aquisição da história da empresa). O que eu quero propor aqui é uma reflexão pra gente: Outdoors são uma ferramenta eficiente de #marketing, mas parece uma ferramenta datada, antiga. Quantas agências não estão preferindo pensar muito mais no digital – e com todos os motivos do mundo, claro – e estão esquecendo de inovar com esse meio mais “tradicional”? Se a compra for concretizada, vamos ver se a Netflix consegue levar os diferenciais para o mundo “real” também.

 

++ Coisas criativas tipo essa, talvez: https://www.facebook.com/9gag/posts/10157572643616840

++ E a Netflix ampliou a receita em 40% e chegou a 125 milhões de usuários no 1º trimestre.

++ Você já não aguenta mais ouvir falar em Stories? Pena. A Netflix vai lançar esse “modo” para o app.

 

  1. Redes e Apps:
Campanha-Cheetos-Tubo-2018
Cheetos Tubo volta em campanha inspirada nos anos 90.
  1. Comidas e bebidas: É que algumas marcas desse segmento fizeram algumas das ações mais criativas da última semana. Vamos a elas:

 

  1. Álbum da Copa: Essa ação 100% BR é realmente digna de nota. Resumindo, a Bruna Marquezine recebeu da Ketchum, assessoria de comunicação da Panini (editora do álbum), 10 pacotes de figurinhas colecionáveis. Até aí, legal. Até normal. Mas todas as figurinhas eram do Neymar – namorado dela. A atriz decidiu embarcar na “brincadeira” e fez com o que atacante autografasse todas as figurinhas pra que ela pudesse trocar e completar o álbum ainda mais rápido.

+++ Esse vídeo do Barack Obama para te explicar o que são os deepfakes. Sério, não deixe de ver.

+++ Uma história de amor contada usando fotos de banco de imagens.

+++ Há 16 anos, o Jô Soares deixou um rapaz de 18 anos de sua plateia fazer uma apresentação em seu programa. Agora, os papéis se inverteram. É Fábio Porchat que recebe Jô.