Os dados são o petróleo do futuro. Uma das mensagens da palestra da Andrea Janér, da Interbrand, cala fundo no peito de quem trabalha com comunicação e deixa acionado o “start stop” do carro – para economizar mililitros de gasolina no sinal em tempos de paralisação de caminhoneiros. Diferente das vias estreitas e esburacadas com as quais convivemos, e do atraso que é a dependência brasileira do transporte por caminhões, porém, o mundo dos dados ainda é terra de oportunidades e desafios, um campo de horizonte aberto e promissor para quem decidir desbravá-lo.

Os pioneiros já estão com suas perfuratrizes e refinarias a pleno valor, aproveitando reservas de prospecção mais simples e menos dispendiosas. Mas quem acompanhou a palestra do empresário Jaime de Paula no Marketing Mix 2018, ótimo evento promovido pela ADVB Santa Catarina, percebe que ainda há inúmeras oportunidades para quem trabalha com vendas, comunicação, relações públicas e gestão de reputação.

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Há um volume gigantesco de dados disponíveis para trabalhar – Jaime de Paula, CEO da Neoway.

Mas antes de pegar a pá e partir atrás de dados é preciso ter algo em mente. Dados são petróleo. Mas carros andam com gasolina ou diesel – derivados do “ouro negro”. Ou, como disse o CEO da Neoway, dados são commoditties. Eles precisam ser trabalhados para ter valor.

Aí entram discussões que acompanhei essa semana. Na primeira, em uma das disciplinas da especialização em digital oferecidas pela ABEMD, o professor alertou para a necessidade de planejar o uso de ferramentas tecnológicas antes de iniciar qualquer ação ou campanha.

Ou seja: antes de partir a campo, saiba o que falar, como falar e para quem falar. Na analogia do petróleo, tenha o equipamento e a mão de obra para a extração. O big data, fonte de conhecimento gigantesco sobre seus interlocutores, é o estudo geológico que vai possibilitar um trabalho mais certeiro.

Hoje é 15 de maio, Dia Mundial da Família. Seria um tópico excelente para um post falando da relação entre Comunicação e Família, como escolher a linguagem certa em uma campanha, quais estratégias usar quando se almeja atingir toda uma família… Mas talvez hoje o melhor seja mesmo apenas celebrar as famílias. Todas as formas de família – não existe fórmula. Então, assim que terminar a leitura, ligue ou mande um Whats para todos que você considera parte da sua só pra agradecê-los por isso. Não é uma ordem, mas um sincero conselho.

Antes disso, não esqueça de ler o post. Como sempre, só a nata das ações criativas de comunicação. Tem celular em campo de futebol, Deadpool de unicórnio, cientista em bar e uma reflexão sobre quanto valem os seus dados.

Tempo estimado de leitura: 8min 30segs

 

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De uniforme e luvas, Santos, do Atlético-PR, usa celular dentro do gramado

1. Uber: Muito se falou no final de semana sobre Santos, o goleiro do Atlético Paranaense, que foi flagrado usando o celular em meio a uma partida do seu time. Um monte de gente criticou, disse que era falta de atenção, um pessoal não se importou muito – é um bom goleiro, afinal – e teve outros que se questionaram como que ele conseguia digitar de luva ou se estaria conferindo o Cartola ou o Tinder. Na verdade, o ato imprudente do goleiro não passava de uma ação da Uber para conscientização no trânsito. O aplicativo – que patrocina o clube – queria dizer que se você fica indignado com um goleiro que usa celular no meio do jogo, também deveria ficar com quem usa no trânsito.

++ Até 2020, as cidades de Dallas e Los Angeles devem ganhar o serviço de táxi aéreo pela Uber.

 

2. MoviePass: É uma startup que pode vir para o Brasil no ano que vem e mistura cinema com assinatura. Basicamente, você paga um valor X por mês – ano passado era de 9,95 dólares, em torno de 35 reais – e tem acesso a vários filmes sem precisar gastar mais com ingressos. No papel, uma ideia ótima, na prática…  Apesar de ter diversas redes de cinemas filiadas e em torno de 2 milhões de assinantes, há um problema crucial: O troço não tá dando dinheiro. Pelo contrário, prejuízo. Porque quem paga o ingresso (integral) aos cinemas é a própria MoviePass. Atualmente, quanto mais gente assina, mais preju. Uma das soluções que estão sendo consideradas é a venda dos dados dos usuários. Vamos supor, coisas do tipo: Qual dia você vai mais o cinema, seus gêneros preferidos, se chega com antecedência ou não, se prefere estreias ou não, quanto gasta na bomboneria… São informações “soltas”, mas que podem ajudar a traçar o seu perfil como consumidor. Algo que pode valer muito a pena para várias empresas.

Exemplinho hipotético – não estou dizendo que vai funcionar assim: Você sempre via filmes de ação, sozinho(a), e pouco gastava com pipoca. De uma hora pra outra, começou a ver comédias românticas, com um ingresso a mais e um combo de pipoca. Para uma empresa de perfumes, quem sabe seja a hora de te mandar um e-mail dizendo: “Parabéns, @consumidor, você acabou de ganhar 10% de desconto nos nossos produtos até o dia dos namorados!” Então, fica a pergunta aqui: Você abriria mão de dados assim em troca de cinema barato?

 

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Deadpool veste rosa em campanha para conscientizar sobre a prevenção do Câncer de Mama

3. Deadpool 2: O filme foi mencionado no post da semana passada, mas merece mais um pouquinho de Ibope. O herói é conhecido por ser “zoeiro” e quem cuidou da divulgação usou essa característica para guiar toda a campanha. Disso, saíram ações pra lá de criativas. Vamos relembrar as principais (repare como a maioria é em vídeo):

++ O filme Jovens Titãs Em Ação Nos Cinemas continua a batalha contra o Deadpool e rebateram a Céline Dion convidando Michael Bolton.

++ Compre seus ingressos para Deadpool 2.

 

4. Redes e Apps:

 

5. Drinks: Algumas das ações mais criativas da última semana foram relacionadas a bebidas. Pra começar, uma boa ideia: a 51 trocou o rótulo para mostrar que está na torcida pelo Brasil. Quem também inovou em rótulo foi Pevê Azevedo, um designer que criou a linha de cervejas “Esse país me obriga a beber”. As artes fazem denúncias políticas, lembrando o “grande acordo” e o tríplex do Lula. Mas a ação mais criativa é da Schweppes. Chama-se “Dress for Respect”. Criaram um vestido todo sensorizado para saber quantas vezes uma mulher é assediada na balada pelo toque. O resultado foi uma média de 40 toques por hora. 😨

 

+++ Vídeo do Porta dos Fundos sobre o formato clichê de comerciais de TV.

+++ Pint of Science é um festival que traz cientistas brasileiros para uma conversa na mesa de bar. Até porque, no bar, doutor não é quem tem doutorado. Doutor é quem desce mais uma gelada.

+++ Bradesco Seguros promove Quinzena do Seguro. O intuito é se apropriar do Dia Nacional do Seguro e estimular setor como um todo a fazer o mesmo.

Digamos que o tema dessa série de posts fosse outro. Futebol, por exemplo, e a nossa missão fosse, semanalmente, trazer os assuntos mais importantes do mundo da bola. Alguns jogadores, times e temas iriam se repetir mais frequentemente, dada a sua importância ou conforme outro critério previamente selecionado. O nosso tema não é esse, é comunicação. E como a gente foca em criatividade e inovação (perceba no título), alguns players e temas também se repetem.

Coincidentemente, o post dessa semana traz tópicos frequentes desde o começo da série. Primeiro, falaremos de ações criativas ligadas a Copa do Mundo (o que já foi tema no nosso décimo post), Heróis (que volta e meia é tema), Redes e Apps (uma seção fixa) e Amazon (que já foi principal tópico). Mas, também tem muita coisa que é novidade, por exemplo, games – que, ao que tudo indica, logo, também será um tema clássico.

Tempo Estimado de Leitura: 9min30segs

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Seria o “Canarinho Pistola” o melhor mascote da Copa do Mundo?
  1. Copa do Mundo: Faltam 36 dias para a Copa do Mundo. E nesse período antes, no período durante e no período depois, vamos ver muitas ações referentes a ela. Pra começar o post, duas criativas: A Gol vai contratar um espião para monitorar possíveis adversários do Brasil. Sério. Inclusive, a vaga foi anunciada no LinkedIn – o que mostra que é possível ser criativo por lá. Já o Outback trouxe de volta a promoção da caneca, só que agora com três cores: azul, amarelo e verde.

++ Falando de futebol, mas sem ser Copa, a Heineken vai transmitir a final da Champions ao som da Orquestra Filarmônica. Um grand finale de fato.

++ Falando de bebida, mas sem ser alcóolica, a Coca-Cola fez uma homenagem ao Big Mac, que completa 50 anos.

++ E falando de bebida e de grandes empresas, Nestlé fechou um acordo de 7 bilhões de dólares para vender produtos de café da Starbucks. Café tá dando mais dinheiro que o imaginado, pessoal!

 

  1. Heroes: Já falei bastante de Guerra Infinita na semana passada, então, vou deixar os Vingadores de lado nessa semana. Mas… Existem mais heróis. Deadpool 2, como sempre, está dando um banho de criatividade na divulgação. Seja pelo nada convencional herói Peter, seja pelo clipe com Céline Dion arrasando – mas tendo que ouvir que deveria cantar pior (afinal, é Deadpool 2, não Titanic). Você também deveria ficar de olho na animação Os Jovens Titãs em Ação – Nos Cinemas!, que tem como slogan: “O Filme de Super-Herói para acabar com os Filmes de Super-Herói”. Inclusive, os dois longas estão numa “rivalidade” bem criativa. Primeiro, Deadpool disse que Cable, o seu oponente no vindouro filme, é tão sinistro que poderia ser do Universo DC. O twitter dos Jovens Titãs respondeu lembrando que antes de ser da Marvel, o protagonista Ryan Reynolds foi da DC – é uma referência ao fracasso do filme Lanterna Verde, que foi estrelado pelo ator. O vilão do filme dos Titãs é o Exterminador, personagem do qual Deadpool foi totalmente copiado. Esse fato, claro, não deixou de ser explorado no mais recente trailer. E… O Ryan Reynolds respondeu no Twitter dizendo que não via semelhança entre os personagens Slade Wilson (Exterminador) e Wade Wilson (Deadpool).

++ O primeiro filme do Homem-Formiga foi o que chamam de um “sucesso moderado” – se pagou, deu lucro, mas não impressionou ninguém. O segundo está chegando e deve ter a sua bilheteria inflada pelos acontecimentos do longa da Equipe-Que-Vinga-Mas-Eu-Não-Direi-Qual-Pra-Não-Ser-Repetitivo.

++ Falando em filmes, o filme do Edir Macedo se tornou a maior bilheteria do cinema brasileiro. Superou Tropa de Elite 2 e Dona Flor e Seus Dois Maridos. Fica aqui a pergunta: Você conhece alguém que foi ao cinema pra ver esse longa?

 

  1. Redes e Apps:

 

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Jogo da Rockstar acumula 90 milhões de unidades e lucro de 6 bilhões de dólares.
  1. Games: Falamos muito de conteúdo como um fator relevante para qualquer estratégia de comunicação. Aí a gente pensa em como explorar isso com posts, com integração em redes sociais, se ainda vale a pena investir em podcasts e que o vídeo é o futuro. Mas sabe o que tem dado dinheiro e é diferencial? Games. Pense no sucesso absurdo que foi o Pokemon GO. Pense nos joguinhos que você tem no seu celular. Pense em quantos conhecidos não têm TV a cabo, mas tem um console em casa. Outro exemplo: o GTA V foi lançado em 2013, ou seja, há cinco anos. Continua vendendo cópias até hoje – 15 milhões só no ano passado, por exemplo. Ele é o produto de entretenimento mais lucrativo de todos os tempos. Fez mais dinheiro do que Star Wars, Avatar…

 

++ Falando sobre os jogos, essa notícia é de outubro do ano passado, mas só pra dizer que: Fabricantes estão recorrendo à Inteligência Artificial para viciar jogadores.

 

++ Um pouco sobre o processo criativo da Nintendo – que sempre traz novidades: “As pessoas sempre nos perguntam se tomamos riscos de propósito. Mas, para nós, não tomamos riscos – nós só continuamos a tentar coisas novas. O pensamento que nos guia é: O que podemos fazer para surpreender os jogadores de forma positiva? Não é que estejamos conscientemente tentando inovar; só estamos procurando formas de fazer as pessoas felizes. O resultado é que bolamos coisas que outras pessoas não fizeram antes”, disse o gerente geral de desenvolvimento da Nintendo, Shinya Takahashi.

 

++ Só porque eu falei em Star Wars, uma lista da AdNews com as principais ações referentes ao May The Forth (4 de maio, dia do Star Wars). Aqui na All Press, também não deixamos passar em branco.

 

+++ O MET Gala virou notícia, tomou as redes… Mas que raios é esse baile?

 

+++ This is America – Childish Gambino. É o videoclipe mais importante do momento. Mais que uma música, um canto antirracista.

 

+++ Se você imagina o empreendedor de Startup como um jovem nos seus 20 e poucos pensando em criar o novo Facebook, está “redondinhamente” enganado. Os mais bem sucedidos fundadores começaram, em média, aos 45 anos de idade. Fica aqui a mensagem positiva de que nunca é tarde para sonhar!

Thanos já estava ameaçando vir desde 2012. E agora, veio. E como veio! O longa estreou semana passada e já quebrou vários recordes. Independente de você ter apreço ou não pelos Vingadores ou por super-heróis, é o assunto que vai dominar as conversas sobre cultura pop, comunicação e, facilmente, estamos falando do maior evento cinematográfico do ano – talvez, da década.

Porém, mais do que Vingadores, o post hoje é para falar sobre conteúdo e consumo. Isso porque, além do filme do Marvel, outro assunto que vai dominar boa parte do que segue abaixo é Netflix (e streaming, como um todo). O sucesso desta plataforma e desse filme claramente tem uma mensagem a ser transmitida. E, quanto antes a compreendermos, melhor.

Tempo estimado de leitura: 9 minutos.

 

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O famoso grupo de super-heróis da Marvel Comics.Vingadores: Guerra Infinita
  1. Se você não se importa nada, mas nada mesmo, com blockbusters ou quadrinhos, provavelmente, esse filme não vai ter relevância nenhuma para você. Se você se importa, já viu ou está planejando ver nos próximos dias. Independente de qual dos dois perfis seja o seu, temos que reconhecer: É O MAIOR BLOCKBUSTER DE TODOS OS TEMPOS. É o ápice de uma franquia que se iniciou há 10 anos e conta com 19 filmes. É a maior bilheteria de um sábado e maior bilheteria em um final de semana de estreia nos Estados Unidos, maior estreia mundial da história do cinema e já arrecadou 630 milhões de dólares na bilheteria (já fez mais dinheiro que Logan ou o último Transformers). No total, a franquia do Universo Marvel já arrecadou 15,3 bilhões de dólares na bilheteria mundial. Ou seja, há algo a ser analisado. A forma de consumir filmes (ou conteúdo, se preferir) parece ter mudado. O co-diretor do filme, Joe Russo, disse: “Acho que você pode olhar o Universo Marvel como um grande experimento narrativo. Nunca antes o cinema viu esse número de franquias interligadas ao longo de tantos anos dentro de um mosaico gigante. A cultura americana foi dominada por histórias de duas horas, bidimensionais e agora estamos consumindo conteúdo com tanta velocidade que precisamos de uma nova forma de contar essa história. Acredito que a Marvel está fazendo uma nova forma”.

 

++ Se você não sabe NADA dos filmes da Marvel, mas quer assistir Guerra Infinita, eis tudo o que você precisa saber antes de ir ao cinema.

++ Falando em quadrinhos, tem brasileiros indicados ao Prêmio Eisner – o Oscar do gênero.

++ Falando em filmes, o The Rock é o protagonista de Rampage, filme que estava no topo da bilheteria até Guerra Infinita. Será que ele ficou bravo de perder a liderança? Pelo contrário, fez um vídeo agradecendo aos fãs, parabenizando os Vingadores e ainda falou de uma parceria com Chris Pratt. É o cara mais carismático de Hollywood hoje.

++ Ingressos para Guerra Infinita. Corre! Quando for pra falar do filme de novo, não vou segurar os #Spoilers.

 

  1. Redes e Apps:

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Um programa de televisão infantil brasileiro produzido e exibido pela Rede Globo, entre 3 de julho de 2000 e 1 de agosto de 2015.
  1. Canais infantis

    Por anos, mais do que uma forma de entretenimento (ou alienação para os mais radicais), a televisão teve um grande propósito que justificava a sua presença em quase todos os lares brasileiros: Fazer crianças ficarem quietinhas. Quando a barulheira começava ou era dado início a uma bagunça, a TV Globinho vinha ajudar nisso. Nos períodos em que o programa não estava no ar, sobravam os canais pagos. Por isso, de maneira geral, os canais infantis costumam sempre figurar entre os mais vistos. No entanto, há uma concorrência para o cubo mágico e sua antena/cabo: Smartphones, Smart Tvs e, principalmente, o Streaming. Por um tempo, o desenvolvimento econômico brasileiro fez com que mais pessoas vissem TV a cabo. Mas, a crise e o Youtube deram início a uma queda na audiência da TV paga. Saindo um pouco daqui e pensando em EUA, a audiência de Cartoon Network, Disney Channel e Nickelodeon caiu mais de 30% de 2010 a 2017. Neste ano, em comparação ao passado, já houve uma queda de 20%. Comece a reparar: cada vez mais crianças estão vendo Youtube ou Netflix em celulares – próprios ou dos pais. É uma geração que, dificilmente, vai conhecer intervalos comerciais maiores do que poucos segundos.

 

  1. Jornalismo

    Sempre vai haver quem diga que não, mas os bastidores da notícia podem ser tão interessantes quanto a notícia em si. Até pode-se argumentar que seria um conteúdo maçante para um grande público, mas, isso também já foi dito sobre os bastidores do poder – e sabemos do sucesso de House of Cards ou, antes, The West Wing. A notícia é que o BuzzFeed e a Netflix (sim, ela, de novo) fecharam uma parceria e vão lançar uma série documental de 20 episódios sobre Jornalismo. o programa Follow This mostrará o cotidiano dos jornalistas do portal. O trailer do primeiro episódio já está aí.

 

++ O ReclameAqui lançou um app sensacional. O Detector de Corrupção usa reconhecimento facial para detectar os processos que cada político responde na justiça.

+++ Após 35 anos, o ABBA está de volta. Na última sexta, 27 de abril, o quarteto sueco se reuniu para gravar duas novas músicas.

+++ Os Simpsons se tornou a primeira série a alcançar 636 episódios na TV americana. Superaram o recorde do faroeste Gunsmoke, que ficou no ar por 20 anos.

+++ Última sobre os Vingadores. Em Hollywood existem vários serviços de ônibus que levam os turistas para conhecer a casa de celebridades. O apresentador de Talk-show James Corden decidiu inverter essa lógica e levou os protagonistas para um tour por Hollywood.

As amazonas estão aí pra te dizer o seguinte: A Amazon, de Jeff Bezos, já é gigante, mas quer ficar maior ainda. E, agora, encontrou um oponente tão grande quanto (se considerarmos que a concorrência em sua área é mínima): O POTUS. O President of The United States. Ainda não é uma guerra declarada, masssss… Pra quem entende de comunicação, já consegue ver as indiretinhas no ar. Mas o negócio não está só lá: Cada vez mais, Amazon is coming to Brazil.

Além da empresa, vamos falar também de Netflix, de redes, mas também aproveitar pra apelar um pouquinho pra #nostalgia. Seja voltando pro Jô em 2002, relembrando a infância com álbum de figurinhas ou mandando um FAX (sim, um fax!).

Tempo estimado de leitura: 8 min 30 seg

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  1. Amazon: A empresa já é tema recorrente de nossos posts. E dados os acontecimentos recentes, não vai sair daqui tão cedo. Começa com o Orange President. Donald Trump já deixou claro que não é o maior fã da Amazon, seja por achar que ela destrói o sonho americano ou por não gostar das críticas tecidas pelo Washington Post. Agora, uma oportunidade Jedi está pela sua frente para golpear Jeff Bezos. Nada a ver com Star Wars (mas a imagem foi colocada acima só pra não deixar a brincadeira passar), é que há um projeto de nuvem para unificar os dados do Pentágono chamado Joint Enterprise Defense Infrastructure (ou JEDI). A Amazon era considerada, até as críticas de Trump se tornarem públicas, a única favorita a ganhar a licitação. É um contrato multi-bilionário que duraria por 10 anos. Agora, já não é mais. E Bezos já está pensando em retaliação. Vão entrar com um processo contra uma licitação ganha pelo Google para prestar serviços para a Academia Militar. É um contrato de “apenas” 25 milhões. Ou seja, serve mais como uma forma de mostrar que não vai aguentar porradas quieta.

++ Enquanto isso, a empresa continua atacando em outras áreas. Pelo valor de 250 milhões de dólares, eles são donos do direitos sobre a obra de J.R.R.Tolkien – deixaram a Netflix pra trás. Vem por aí uma série de 5 temporadas sobre O Hobbit e O Senhor dos Anéis. Deve gastar mais de 1 bilhão de dólares nessa produção que pode começar em 2019.

++ O serviço de assinatura da empresa, Amazon Prime, chegou a 100 milhões de membros. É como se metade do Brasil assinasse o serviço.

++ Eles continuam aprimorando a Alexa. Agora, os usuários poderão personalizar perguntas e respostas.

++ Mas a novidade grande pra gente é a seguinte: A Amazon vai liberar a venda de 45 milhões de produtos em seu site para outros países e, entre eles, o Brasil. Será disponibilizado com o valor já possuindo a frete. Os vendedores também serão beneficiados com assistência. Ao contrário das compras pelo AliExpress, a empresa não quer que as coisas fiquem paradas em Curitiba.

++ Pra ficarmos de olho, a Reuters disse que a Amazon está negociando com a Azul uma parceria para a entrega de mercadorias aqui no Brasil. Pode ser uma solução para o problema de entregas por aqui. Pode ser uma grande mudança no mercado.

 

  1. Netflix: Aqui no Brasil, já conseguimos ver que a criatividade da Netflix ultrapassa as próprias séries e chega em suas campanhas também. Seja por trazer a Sandy, a Gretchen ou a Xuxa, são ações que geram a tão almejada “mídia espontânea”. Agora, eles planejam comprar uma empresa de Outdoors de Los Angeles. por 300 milhões de dólares (será a maior aquisição da história da empresa). O que eu quero propor aqui é uma reflexão pra gente: Outdoors são uma ferramenta eficiente de #marketing, mas parece uma ferramenta datada, antiga. Quantas agências não estão preferindo pensar muito mais no digital – e com todos os motivos do mundo, claro – e estão esquecendo de inovar com esse meio mais “tradicional”? Se a compra for concretizada, vamos ver se a Netflix consegue levar os diferenciais para o mundo “real” também.

 

++ Coisas criativas tipo essa, talvez: https://www.facebook.com/9gag/posts/10157572643616840

++ E a Netflix ampliou a receita em 40% e chegou a 125 milhões de usuários no 1º trimestre.

++ Você já não aguenta mais ouvir falar em Stories? Pena. A Netflix vai lançar esse “modo” para o app.

 

  1. Redes e Apps:
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Cheetos Tubo volta em campanha inspirada nos anos 90.
  1. Comidas e bebidas: É que algumas marcas desse segmento fizeram algumas das ações mais criativas da última semana. Vamos a elas:

 

  1. Álbum da Copa: Essa ação 100% BR é realmente digna de nota. Resumindo, a Bruna Marquezine recebeu da Ketchum, assessoria de comunicação da Panini (editora do álbum), 10 pacotes de figurinhas colecionáveis. Até aí, legal. Até normal. Mas todas as figurinhas eram do Neymar – namorado dela. A atriz decidiu embarcar na “brincadeira” e fez com o que atacante autografasse todas as figurinhas pra que ela pudesse trocar e completar o álbum ainda mais rápido.

+++ Esse vídeo do Barack Obama para te explicar o que são os deepfakes. Sério, não deixe de ver.

+++ Uma história de amor contada usando fotos de banco de imagens.

+++ Há 16 anos, o Jô Soares deixou um rapaz de 18 anos de sua plateia fazer uma apresentação em seu programa. Agora, os papéis se inverteram. É Fábio Porchat que recebe Jô.

O Banco da Família e o escritório Lamy & Faraco Lamy Advocacia e Compliance são os novos clientes da All Press Comunicação, de Florianópolis, especializada em comunicação corporativa.

O BANCO DA FAMÍLIA

Com sede em Lages e agências em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, o Banco da Família ocupa o quarto lugar entre as instituições de micro finanças da América do Latina e Caribe. Em 20 anos de história, efetuou mais de 260 mil operações.

LAMY & FARACO LAMY – ADVOCACIA E COMPLIANCE

No atendimento ao escritório de advocacia, Lamy & Faraco Lamy, a agência usa a expertise adquirida durante os anos de atuação na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/SC). Entre 2013 e 2017, foi responsável pela área de comunicação das gestões do ex-presidente Tullo Cavallazzi Filho e do atual, Paulo Marcondes Brincas, tendo a jornalista Déborah Almada à frente do atendimento da instituição.

A ALL PRESS COMUNICAÇÃO

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A All Press Comunicação é uma das principais agências de comunicação de Santa Catarina e tem histórico de longevidade no atendimento aos clientes. Atende as duas unidades da catarinense Mueller (Eletrodomésticos e Fogões) desde 2001. Há 11 anos, atende o Shopping Iguatemi Florianópolis e há quase 10 anos atende a Associação Comercial e Industrial de Florianópolis (ACIF).

Desde 2016, a agência é responsável também pela assessoria de comunicação da AGEMED, de Joinville, atualmente a maior operadora de planos de saúde de Santa Catarina e a operadora que mais cresce no País. No início de 2017, a All Press Comunicação passou a atender também o portfólio de cervejas da Brasil Kirin nos estados do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. Hoje a agência é responsável pelo atendimento das marcas da Heineken no Sul.

Com equipe de onze profissionais, a All Press atende também as três unidades da Estácio em Santa Catarina (Estácio São José, Estácio Florianópolis e, mais recentemente, a Estácio Jaraguá do Sul), a Arena Petry – maior empreendimento multiuso do Sul do País, com previsão de inauguração este ano, a Magma Cultura (responsável por dezenas de projetos incentivados que percorrem o País levando teatro e cinema num caminhão), a FIESC (Regional Sudeste) e o Movimento Catarinense pela Excelência – ExcelênciaSC.

“A chegada de novos clientes reflete a constatação, pelos empresários de diferentes setores, da importância de manter uma política constante de investimentos no trabalho de comunicação e fortalecimento de reputação”, diz o jornalista Rogério Kiefer, que está no comando da agência, ao lado da sócia Déborah Almada.

Nos últimos anos, a All Press Comunicação vem investindo na criação de um núcleo de inovação dentro da agência. Este núcleo, integrado por três profissionais, atua em diversas frentes, com o propósito de incrementar processos, melhorar serviços e oferecer novos produtos dentro do portfólio da agência. Um exemplo foi a contratação de profissional especialista em estratégia e planejamento digital, fortalecendo a atuação da empresa na produção de conteúdo e gerenciamento de redes sociais para clientes.

Evento vai reunir estrategistas políticos, dirigentes partidários, publicitários, jornalistas e interessados em marketing político para debater o cenário eleitoral de 2018.

A capital catarinense sedia pela primeira vez, no dia 25 de abril, o Seminário Catarinense de Marketing Político, que ocorrerá no auditório principal da FIESC. O evento é voltado para estrategistas políticos, dirigentes partidários e equipes de campanha, publicitários, jornalistas e demais interessados no tema. Promovido pelo Sinapro/SC, com apoio da FIESC, o seminário pretende mobilizar os principais atores do processo eleitoral em 2018 e fomentar o debate sobre as tendências e ferramentas do marketing tradicional e digital que irão permear o cenário político de campanha.  

Para essa primeira edição, o Sinapro/SC convidou palestrantes que são referência em estratégia eleitoral. Já estão confirmadas as presenças do ministro do TSE, Admar Gonzaga Neto, para falar sobre a legislação eleitoral, o especialista em marketing político digital Rodrigo Gadelha e o estrategista político Marcelo Vitorino. Além disso, haverá um painel com profissionais que atuam na cobertura jornalística diária de Santa Catarina. O público vai poder interagir com os participantes, criando um ambiente de troca de informações, conhecimentos e experiências.

O presidente do Sinapro/SC, Pedro Cherem, diz que o evento é uma oportunidade para que especialistas na área se atualizem sobre as principais abordagens de comunicação focadas em marketing político. “Em 2018, a disputa política por influência ganhará uma escala não vista nas campanhas de 2014. Neste ano, será possível ir além da divisão de ideologia ou demográfica e, por isso, entender como as atuais ferramentas de marketing político irão influenciar o eleitor é primordial para uma boa performance nas campanhas”, diz.   

As inscrições para o I Seminário Catarinense de Marketing Político já estão abertas, aqui. Outras informações: contato@sinaprosc.com.br

Palestrantes:

Admar Gonzaga

Foto: Flávio Tin

Ministro do Tribunal Superior Eleitoral – TSE, advogado, Membro Consultor da Comissão Especial de Direito Eleitoral do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Membro da Comissão de Juristas destinada à elaboração do Anteprojeto do Novo Código Eleitoral, Membro do Instituto Brasileiro de Direito Eleitoral. E ainda livros, manuais e artigos nas áreas do Direito Eleitoral e de Direito Constitucional.

Rodrigo Gadelha

Foto: Divulgação

Com mais de 16 anos de mercado e com mais de 20 cases de sucesso na América Latina, Rodrigo Gadelha atua nas áreas de Marketing Digital, Marketing Político Digital, SocialCRM e Data Science. Criou sua própria metodologia de planejamento estratégico digital usada várias campanhas políticas presidenciais. Passou pelos maiores grupos de Comunicação como Publicis Group, Accor Services e Grupo Eugenio, participou do desenvolvimento de Campanhas e Projetos para Presidencial Brasil, Natura, Chevrolet, Unimed, Volkswagen, Sanofi, Ipiranga, Bradesco, Bayer, CVC, Pfizer entre outros.

No Marketing Político desenvolveu sua própria metodologia de Planejamento Estratégico a RG Moebius que foi usada em várias campanhas no Brasil e no mundo. Através da palestra “Do Digital ao Voto”, o CEO da RG Organic pretende focar na construção de imagem para aproveitar ao máximo do mundo digital.  Doutorando em Psicologia Social com o tema “O Eleitor Conectado exige uma Neo política. Um Marketing político baseado em DataScience”, já realizou mais de 10 campanhas eleitorais no Brasil e no mundo.

Marcelo Vitorino

Foto: Nilson Hashizumi

Marcelo Vitorino é um dos pioneiros no uso de ferramentas digitais no Brasil. Atuando como estrategista de comunicação digital, auxiliou empresas e instituições como SEBRAE, Instituto Ethos, Casas André Luiz, SENAR, PMDB, Governo de Mato Grosso, FACESP, Hospital São Camilo e FIFA, a explorarem melhor o potencial da internet.

Reconhecido como o principal estrategista digital de campanhas eleitorais, foi responsável pelas campanhas digitais Kassab 2008 (SP), Confúcio Moura 2015 (RO) e Crivella 2016 (RJ). Em 2010 coordenou a campanha digital de Orestes Quércia para o Senado, bem como a do Rodrigo Garcia para deputado federal. É professor no Centro de Inovação e Criatividade da ESPM em São Paulo e na escola de marketing digital Presença Online.

Programação

MANHÃ

08:00 – Credenciamento

09:00 – Abertura evento manhã

09: 15 – Rodrigo Gadelha: “Do digital ao voto”

10:45 – Marcelo Vitorino:  “Estratégias de comunicação para Campanhas Eleitorais 2018”

12:15 – Intervalo almoço

TARDE

14:00 – Abertura evento tarde

14:15 – Painel com Jornalistas: “Cenário em Santa Catarina”

15:45 – Ministro Admar Gonzaga: “Legislação no Marketing Político”

17h15 – Coffee de encerramento

Hoje, o post não está pra brincadeira (tá, até tem umas duas, mas só porque ninguém é de ferro). Marcas queridas dos brasileiros, Uber e Netflix, estão enfrentando problemas sérios e as respectivas equipes de comunicação terão dias complicados pela frente. Outro tópico importante para você se manter bem informado é que automatização das tecnologias está avançando e, se nem o frescobol foi poupado, logo, o carro voador dos Jetsons poderá ser realidade – questão de 3 anos. Além disso, trazemos ações legais de marcas no Lollapalooza, novidades nas mídias sociais e outras ideias criativas.

Tempo estimado de leitura: 7m30s

Lollapalooza 2018

1. Lollapalooza: “Se o Lollapalooza alegava ter algum espírito independente, isso ficou no passado. Hoje é um evento em que o artístico está lado a lado do pensamento corporativo. Não é surpresa que todos os palcos tenham sido batizados com o nome dos patrocinadores. Mas ainda assim espanta a invasão das ações promocionais.” Thiago Ney, da Folha de São Paulo. Vamos, então, para as principais e mais legais ações do festival:

2. Uber: Você, que acompanha o blog, bem sabe que a equipe de comunicação da Uber tem enfrentado problemas difíceis. Na semana passada, a empresa se envolveu numa tragédia que piorou ainda mais a situação. Já é sabido que carros que andam sozinhos, ou seja, sem uma pessoa no volante, estão no meio de nós – nos Estados Unidos, ao menos. A Uber já estava fazendo corridas assim, porém, com um motorista a bordo, por dois motivos: Diminuir o receio de passageiros e, principalmente, possibilitar uma intervenção humana caso fosse necessário. É o terceiro nível de automação possível (são cinco), no qual o motorista deve estar pronto para pegar o volante de uma hora pra outra.

Os concorrentes, Ford e Waymo (Google), vão direto para o quarto nível, que depende menos de um humano presente. É provavelmente o futuro dos carros não só pela praticidade, mas, para muitos, pela segurança. Afinal, retira-se o elemento mais imprevisível da direção: A pessoa. Porém… No estado do Arizona, uma mulher foi atropelada por um carro autônomo da Uber e faleceu. É o primeiro caso conhecido de um acidente envolvendo um carro que se dirige sozinho. A polícia diz que a empresa pode não ter tido culpa no acidente, mas o carro estava acima da velocidade permitida. De imediato, a Uber suspendeu toda a pesquisa na área.

++ “Na Waymo, temos muita confiança de que nossa tecnologia seria capaz de lidar com uma situação como aquela”, disse John Krafcik, CEO da empresa.

++ Mesmo assim, os carros autônomos seguirão avançando.

3. Carros Voadores: Enquanto muitos estão pensando nos carros que dirigem sozinhos, outros estão com o pensamento nas alturas! No caso, o trocadilho ruim é pra dizer que Larry Page, um dos confundadores do Google, está trabalhando com a startup Kitty Hawk para desenvolver táxis aéreos, elétricos e, também, autônomos.  Espera-se que a tecnologia já esteja no mercado da Nova Zelândia – país em que os testes estão sendo feitos – em três anos.

4. Redes e Apps:

++ Youtube vai lançar um filme próprio. Se chamará Vulture Clube e será um thriller com Susan Sarandon. Ah, e alguns youtubers irão falar sobre Fake News para crianças.

++ Instagram liberou o recurso de comprar pelo app.

++ Facebook: A empresa do Zuck ainda está enfrentando problemas sérios desde a semana passada devido ao vazamento dos dados de 50 milhões de usuários. Muito trabalho para a equipe de comunicação. Estamos preparando um post especial sobre isso.

Selton Mello em O Mecanismo

5. Netflix: O serviço de streaming recebeu críticas por parte da esquerda brasileira brasileira devido ao lançamento da série O Mecanismo, estrelada por Selton Mello e dirigida por José Padilha. A trama é livremente baseada na Lava-Jato e estava em desenvolvimento desde 2016. Porém, alguns assinantes têm visto um viés ideológico de direita na série, lançada em ano de eleição, o que levou a um movimento de boicote.

Até Dilma Rousseff se manifestou: “Na série de TV, o cineasta ainda tem o desplante de usar as célebres palavras do senador Romero Jucá (PMDB-RR) sobre “estancar a sangria”, na época do impeachment fraudulento, num esforço para evitar que as investigações chegassem até aos golpistas. O estarrecedor é que o cineasta atribui tais declarações ao personagem que encarna o presidente Lula.”José Padilha se defendeu das críticas, dizendo que a série é uma crítica ao sistema como um todo e chamou o comentário de Dilma Rousseff de “boboca”.

++ Depois de passar anos pagando pelo uso da fonte Gotham, a Netflix decidiu lançar a sua própria.

 

+++ Sorvetes de sabor inusitado chamam a atenção para a poluição da água.

+++ Turbinaram o frescobol para, finalmente, saber quem é que ganha esse jogo.

+++ Nike se une a Happn para estimular um primeiro encontro diferente: uma corrida (uma ideia criativa, mas, se querem a minha opinião, sucesso mesmo vai ser quando unirem Tinder e Netflix).

Em algum lugar dos Estados Unidos, Mark Zuckerberg deve estar ouvindo de seus assessores: “Levanta essa moral, princeso, senão o número de usuários cai”. Logo abaixo, vai entender do que eu estou falando. Mas o fato é que a equipe de comunicação do Face enfrentou um final de semana muito complicado. Além de todo o rolo que o Zuck deve estar enfrentando, o Comunicação, Criatividade e Inovação dessa semana vai trazer notícias de cultura pop, os tradicionais updates das redes e Apps e outras coisas que você NÃO pode ficar sem saber!

Tempo estimado de leitura: 4min30s

1. DataFace: Textos do The Guardian e do New York Times que servem tanto para reforçar que o Facebook sabe muito sobre a gente quanto para mostrar que data já é essencial para estratégias de comunicação. Resumindo a ópera, a Cambridge Consultoria usou um app para descobrir detalhes dos perfis de 50 milhões de usuários do Facebook. Essa estratégia foi usada na campanha pró-Brexit e na eleição de Donald Trump. Não se trata de uma quebra de segurança no face, muito pelo contrário, tudo foi feito na “legalidade”. Você baixava o app, respondia a um quiz desses comuns da rede e, em troca, cedia informações sobre a sua conta e… A de seus amigos. Com dados de idade, curtidas, posts, localidade foi possível traçar perfis detalhados de possíveis eleitores de Trump e formular estratégias personalizadas para convencerem.

++ Se você acompanha os nossos posts, sabe que o Face está fazendo tudo para não parecer que influencia em eleições. Em específico, falei nesse post.

++ E, mais uma, do The Intercept: O facebook ocultou páginas onde promovia sua capacidade de influenciar eleições

2. Teams: É o software de mensagens da Microsoft que veio para substituir o Skype for Business. Por que a mudança? Por causa do Slack. Roubou clientes demais do Bill Gates. E não parecem estar muito preocupados não. Quando o Teams foi lançado, compraram uma página inteira do NYT pra dizer que estavam empolgados com o fato de terem concorrência.

3. Redes e Apps:

++ YouTube vai começar a publicar textos da Wikipedia junto a vídeos com teorias da conspiração.

++ Snapchat: Dá até pena falar deles de novo, mas… A empresa deu outra bola fora. Basicamente, havia uma campanha para promover o Snap chamada “Would You Rather” (Qual você prefere). A pergunta era se você preferia dar um soco em Chris Brown ou um tapa na cara da Rihanna. Se você não manja muito das fofocas, saiba que os dois eram namorados e Brown agrediu Rihanna. Isso chegou até a cantora, que reagiu negativamente e a campanha foi tirada do ar. Não antes das ações caírem quase 5%.

++ Fake News: MUITAS notícias falsas foram publicadas sobre a vereadora carioca Marielle Franco, executada na quarta-feira (14/03). O Aos Fatos desmentiu-as.

++ Lyft: A principal concorrente da Uber nos Estados Unidos, vai lançar um serviço de assinaturas. Por um valor fixo mensal, você tem direito a um determinado número de corridas que cheguem a um determinado preço.

++ Uber: Enquanto isso, uma parceria entre Embraer e a Uber promete carro voador (e sem piloto) para 2023

4. Jéssica do BBB: Se você acompanha o reality show ou só acompanha a Internet, deve ter ouvido incessantemente na última semana: “Levanta a cabeça princesa, senão a coroa cai”. A personal trainer de Florianópolis disse isso e até as marcas decidiram repetir.

5. Marcas: Só pra ficarmos por dentro de algumas ações de comunicação bem legais:

Habib’s vai dar, como brinde, copos do Chaves em forma de barril, Neymar na lata de Red Bull, Bauducco sugeriu lançar uma colomba com 200% de uva passa e Budweiser procura por voluntários para o emprego dos sonhos no Lollapalooza.

 

+++ Cleo Pires agora é cantora. Sim. E o Fifth Harmony – ex-grupo da Camila Cabello – vai dar uma pausa.

+++ Foi lançado o álbum da Copa do Mundo 2018! Só que as figurinhas estão beeem caras.

+++ As contribuições de Stephen Hawking para a cultura pop

Publicado há mais de um mês, o texto Comunicação e Crise – a árvore caiu, fala de problemas na reação à crise instaurada em uma empresa responsável pela poda das árvores em uma cidade após a queda de galho morto sobre um ciclista. O post encerra tratando da necessidade de prevenção e preparo prévio para momentos críticos e conclui: “Mas o que fazer enquanto as árvores ainda estão de pé é tema para outro post”.

Não é possível resumir em um post de blog a série de medidas necessárias para prevenir crises e, quando elas surgem, enfrentá-las da melhor forma: até porque cada crise tem causas, conseqüências, duração e impactos diversificados sobre a reputação da sua marca. Mas também é verdade que a maior parte das crises não surge de uma hora para outra, sem dar qualquer sinal prévio de sua aproximação. Em vez disso, elas são gestadas dentro da organização, geralmente aninhadas sob as asas protetoras da auto-confiança excessiva (a frase adolescente “comigo isso não acontece” não deveria fazer parte do repertório de executivos) e da aceitação de práticas não adequadas na execução de serviços e, principalmente, no atendimento aos clientes.

Infelizmente, é impossível garantir que uma organização jamais atravessará uma crise – pelo contrário: é muito provável que toda marca sofra alguns arranhões durante sua trajetória. Resta, então, buscar meios de prevenir e preparar-se para enfrentar as crises. Uma sugestão bastante simples: tenha um time de crise. Um grupo pequeno, com profissionais de confiança e que tenham acesso ao Presidente deve preocupar-se todos os dias com a prevenção de crises – identificando vulnerabilidades, atuando sobre elas e acompanhando as operações com olhar crítico. Importante acrescentar: a criação desse grupo depois do surgimento da crise nunca será tão eficaz quanto sua existência prévia. Depois do incêndio iniciado, eles atuarão como bombeiros sem o equipamento adequado. Se o time já existisse, o fogo poderia até surgir, mas extintores e mangueiras já estariam nas paredes.

A existência desse grupo provavelmente vai causar atritos internos na organização. Afinal de contas, eles terão a atribuição de identificar problemas e buscar soluções. Ocorre que muitas vezes os problemas são causados pela atuação de pessoas e as soluções exigem ajustes nessa forma de atuação – e nem todos os profissionais estão preparados para ter sua forma de agir questionada ou corrigida. Vale acrescentar ainda que sempre há problemas potencialmente causadores de dor de cabeça que serão identificados, mas não sanados. Cabe ao comando da empresa, nesse caso, garantir a atuação do grupo e evitar que se instaure um clima de caça às bruxas ou disputa entre profissionais dentro da organização, o que poderia pôr a perder o trabalho de combate a ineficiências da empresa, benéfico para a preservação da marca, ativo cada vez mais importante para as organizações. Como já foi dito, um post não é suficiente para esgotar o assunto – pelo contrário, falta muito a ser discutido. Voltamos a tratar de crise em breve.

Sobre o autor:

RogérioRogério Kiefer (@rogeriokiefer) é jornalista e sócio-diretor da All Press Comunicação.