O mercado de assessoria de imprensa está se profissionalizando a cada dia. Formado em sua maioria por pequenas empresas, ele reproduz, em certo sentido, uma redação. Atualmente, responde por mais de 50% das vagas para jornalistas no mercado de trabalho.  São repórteres, coordenadores, designers, estagiários e funcionários de apoio, cuja rotina é planejar coberturas, apurar, redigir, editar e distribuir informações em diversas mídias.

Não é só isso. Também têm que fazer reuniões com clientes e jornalistas, produzir conteúdo, montar relatórios e acompanhar eventos. Numa assessoria, o dia começa cedo, freqüentemente avançando noite adentro, quando a equipe precisa prestar apoio à imprensa na cobertura de eventos.

Estes profissionais, mais que cuidar da imagem dos clientes, cuidam de suas reputações. Para tanto, cada vez mais vêm buscando conhecimentos que extrapolam o que é ensinado nas faculdades de jornalismo. São pós-graduações em marketing, comunicação empresarial e estratégica, gestão de crises etc

Feito esse preâmbulo, passo a responder a pergunta “Quanto vale uma assessoria de imprensa?”.  E o faço com uma outra pergunta: quanto você está disposto a pagar para que cuidem da reputação de sua organização? Imagine a seguinte situação: uma empreiteira vence concorrência para duplicar um determinado trecho de uma rodovia. Vencida a disputa graças ao preço baixo, na hora de executar o trabalho não dá conta do recado. E a obra para. Isso acontece todos os dias (e em Santa Catarina paralisou um trecho importante de uma rodovia federal).

Na assessoria de imprensa é a mesma coisa. Você até pode pagar mais barato pelo serviço, acreditando que o trabalho é despesa, não investimento. Mas não se iluda. Cuidar da reputação de uma empresa ou entidade exige dedicação, estudo, análise de cenário, criatividade, jogo de cintura,  tempo e recursos  humanos.

O valor cobrado levará em conta variáveis como abrangência do trabalho, serviços que deverão ser executados, número de pessoas da equipe de apoio, necessidade de viagens e contratação de terceiros (clipagem, cobertura fotográfica), prazo etc Apesar de o mercado não ter tabelas de referência, as empresas que atuam profissionalmente têm alguns parâmetros que balizam as propostas comerciais e acabam naturalmente regulando os valores cobrados pelo serviço.

Tem alguma duvida ou quer sugerir um post? Mande email para almada@allpresscom.com.br.bh-65.webhostbox.net  

 

Sobre o autor:

DéborahDéborah Almada (@deborahalmada) é jornalista e sócia-diretora da All Press Comunicação.  

 

Para quem criou uma marca de sucesso, abrir o jornal do dia e dar de cara com uma reportagem bacana sobre ela, é um orgulho, né? Às vezes, esse reconhecimento se dá espontaneamente, porque o produto ou serviço é tão, mas tão bom, que as boas novas se espalham naturalmente – por meio do velho boca a boca – até pararem na imprensa.

Ocorre que existem milhares de iniciativas legais e, na maioria das vezes, você vai precisar contar com o apoio da sua assessoria de imprensa para fazer essa boa nova chegar aos ouvidos dos jornalistas, que poderão ou não se interessar pelo assunto.

Nesse momento crucial para a divulgação de um evento, serviço ou produto, é bom prestar atenção em algumas dicas importantes:

1)    Um jornal, qualquer que seja a mídia (tv, jornal, rádio ou internet), é feito de notícias. A primeira pergunta a ser feita, então, é: este assunto tem algum interesse para o dia a dia das pessoas? Se não tiver, por mais sensacional que seja a sua história, ela não é notícia.

2)    Antes de mais nada, reúna a sua assessoria de imprensa e discuta a forma como o assunto será abordado, defina as mensagens-chave que deverão ser utilizadas e os veículos mais adequados para receber a informação.

3)    Se na sua empresa o contato com a assessoria no dia a dia é feito pelo departamento de marketing, instrua a equipe para quem a assessoria de imprensa seja informada com bastante antecedência de projetos e eventos. O papel da assessoria de imprensa não é só de divulgar o que você quer, mas principalmente avaliar e opinar ainda na concepção. Um horário equivocado, uma data infeliz, enfim, vários problemas podem ser evitados quando esta comunicação empresa-assessoria flui bem.

4)    O plano de comunicação é um instrumento fundamental para organizar o trabalho. Peça à assessoria de imprensa que crie uma planilha, onde seja fácil visualizar o que se pretende obter com a divulgação, os espaços que serão trabalhados e o status de cada uma das ações.

5)    Nunca é demais lembrar que assessoria de imprensa não é propaganda paga. Por isso, cada contato feito com um jornalista pode ou não resultar em espaço editorial. Vários fatores influenciam a veiculação de uma notícia. Enquanto estava escrevendo este post, um cliente era entrevistado ao vivo numa emissora de televisão e precisou ser interrompido abruptamente porque um acidente de avião matou um candidato a presidente da República. No jornalismo é assim – o que era para ser a notícia mais importante do dia pode de repente se tornar irrelevante por causa de uma informação mais urgente.

6)    Lembre-se que imprensa não é a única forma de divulgação de uma informação. Se no seu caso, a informação não for de interesse geral, não insista na publicação. Dê preferência a outros canais, como blogs, redes sociais, comunicados e até mesmo outros tipos de mídia como faixas, cartazes, email mkt, sms etc.

 

Sobre o autor:

DéborahDéborah Almada ( @deborahalmada ) é jornalista e sócia-diretora da All Press Comunicação .

 

É comum que empresários, executivos e gestores de organizações públicas ou privadas,  ao receberem uma solicitação de entrevista, peçam que as perguntas sejam enviadas por email. Será que essa é realmente uma boa forma de conduzir sua relação com a imprensa?

Algumas questões levam um porta-voz a preferir responder um questionário a ter que enfrentar um repórter e lidar com perguntas fora de sua zona de conforto.  A primeira delas é que ao responder uma pergunta por email, você diz o que bem entender com a garantia que não será questionado.

Então, perguntas que abordam situações problemáticas, podem ser respondidas com evasivas. Como se trata de um questionário fica mais fácil também ignorar perguntas incômodas. Outro fator que leva porta-vozes a evitar entrevistas é que muitos jornalistas têm preferido falar ao telefone, uma situação que gera insegurança no entrevistado. Por telefone, não é possível observar as reações do entrevistador.

Por outro lado, a rotina atribulada de jornalistas acaba gerando uma série de desdobramentos que se reflete na insegurança do entrevistado em relação ao aproveitamento de sua mensagem. Com pouco tempo para estudar um assunto antes de partir para entrevista, não é raro que o repórter chegue à pauta sem ter conhecimento do assunto e sem tempo para uma conversa prévia. Respostas fora de contexto ou mesmo erros são os principais fatores de distanciamento das fontes.

Entretanto, a ausência de contato direto entre o repórter e a fonte leva à produção de textos muitas vezes pasteurizados, já que a interação entre os dois enriquece a reportagem. Além disso, ao receber um jornalista para uma entrevista você tem a oportunidade ali de dar início a uma relação que vai além da reportagem da hora. Da conversa entre os dois, podem surgir insights e novas pautas.

Por isso, acredito que é necessário avaliar caso a caso e usar com bastante critério este recurso de enviar respostas por email.  Porque, na maioria das vezes, não vale a pena nem para o veículo que publica, nem para a organização retratada.

Tem alguma duvida ou quer sugerir um post? Mande email para almada@allpresscom.com.br.bh-65.webhostbox.net

 

Sobre o autor:

DéborahDéborah Almada ( @deborahalmada ) é jornalista e sócia-diretora da All Press Comunicação .

 

 

Não foram raras as ocasiões em que, durante reuniões de prospecção de novos clientes, ouvi a seguinte queixa das empresas: contratei uma assessoria de imprensa e nos primeiros três meses foi incrível. Muitas notas, matérias e entrevistas. Com o tempo, os espaços foram ficando mais escassos, os contatos mais esporádicos até que deixamos de “emplacar”. Um amigo, brincando, definiu o fenômeno como “Síndrome do Cavalo Paraguaio”.

Brincadeiras à parte, a questão é que o planejamento, essa palavrinha muito usada para vender serviço e pouco implementada na vida real, faz toda a diferença para o resultado do trabalho de assessoria de imprensa. Infelizmente, por inexperiência, ansiedade ou mesmo desconhecimento de como construir as etapas de um bom planejamento, as assessorias fecham contratos e começam a distribuir informações aleatórias, sem antes entender o cliente e, o que também é grave, sem compreender os objetivos do negócio.

O planejamento é a segunda etapa do trabalho. Digo segunda, porque antes disso é preciso estudar profundamente as características da organização com a qual vamos iniciar uma parceria. Isso pode levar um tempo. E, sim, você vai ter que explicar para o cliente que talvez logo no primeiro mês ele não veja a própria foto estampada na capa do jornal. Com o tempo ele vai entender que é preferível um trabalho regular a uma enxurrada de informações mal distribuídas e sem qualquer tipo de estratégia.

Tem alguma duvida ou quer sugerir um post? Mande email para almada@allpresscom.com.br.bh-65.webhostbox.net

 

Sobre o autor:

DéborahDéborah Almada ( @deborahalmada ) é jornalista e sócia-diretora da All Press Comunicação .

 

Pessoas que ocupam cargos políticos vivem na berlinda. Isso é fato. Então, por ser de conhecimento geral que a vida de governadores, parlamentares, vereadores e similares é cheia de emoções, é de supor que o candidato a um cargo eletivo esteja preparado para lidar com a exposição na mídia. Certo?

Não é o que parece. Mesmo os mais experientes políticos costumam cair em armadilhas, seja por arrogância, seja por desconhecimento da engrenagem midiática. E isso pode comprometer um projeto político, um mandato e, não raro, a credibilidade do mandatário. Algumas regrinhas podem ajudar políticos a construir um projeto sério, sem exposição exagerada ou grandes arroubos, que tiram o foco do que interessa:

Não minta para jornalistas. Se não pode falar sobre algum assunto, seja claro e diga que não pode ou não quer se manifestar sobre determinada informação. Ser desmentido é muito constrangedor.

Evite falar sobre o que não sabe. Ou melhor, não fale. Se algum jornalista quer entrevistá-lo sobre assunto que não domina, peça um tempo para estudar o caso ou, se possível, designe um especialista, consultor ou assessor que tenha conhecimento e possa substitui-lo na entrevista. Falou bobagem, caiu na rede.

Para que tentar parecer o que não é? Construir uma imagem desvinculada da realidade é semear uma crise mais à frente. Você será cobrado por eleitores, partidários, amigos e inimigos. Tente ser coerente e preservar a própria essência.

Aproximar-se de alguém para obter vantagem de qualquer tipo é feio. Fazer isso com jornalistas para sair bem na imprensa é burrice. Pode funcionar uma vez ou outra, mas lembre-se sempre que jornalista que é jornalista perde o amigo, mas não perde a notícia.

Ninguém aguenta mais notícias fictícias ou mirabolantes, cujo único objetivo é chamar a atenção da mídia. Novos tempos pedem políticos diferentes. Procure compreender a medida exata da importância de cada assunto. Um bom termômetro é a quantidade de pessoas que determinada ação vai impactar (direta ou indiretamente). Quanto mais pessoas atingir, maior a importância.

Dê uma folga ao estagiário. Você precisa mesmo ser fotografado a cada passo que dá? Tem que levar seu assessor de imprensa a tiracolo a qualquer reunião? Se parou para pensar muito, provavelmente não precisa. Gente que aparece todo o dia na imprensa passa a impressão – na maioria das vezes correta – que está mais preocupado com a imagem que com o conteúdo.

Tem alguma duvida ou quer sugerir um post? Mande email para almada@allpresscom.com.br.bh-65.webhostbox.net

 

Sobre o autor:

DéborahDéborah Almada ( @deborahalmada ) é jornalista e sócia-diretora da All Press Comunicação .