Semanalmente, as mais importantes notícias do ramo da Comunicação, Criatividade e Inovação são reunidas neste humilde post. Estar bem informado não ajuda apenas a não ficar sem papo no bar ou no intervalo do trabalho, mas também a inspirar na produção de ideias criativas e inovadoras – no âmbito da comunicação ou não.

Por exemplo, será que há alguma lição por trás do absurdo sucesso de The Big Bang Theory para a sua produção de conteúdo? Ou, quem sabe, a sua ideia brilhante para startup já esteja sendo feita – e nem seja tão brilhante assim. Ou, o momento para abrir aquela lojinha online seja agora. E as eleições deste ano estão desafiando agências no Brasil inteiro. E leis estão sendo infringidas.

Tempo estimado de leitura: 7 minutos

1. Grande Bam: O fim está chegando para a série The Big Bang Theory, uma das sitcoms mais populares de todos os tempos. Tudo bem que não está chegando chegaaaando, vai ser só em maio de 2019, mas já dá pra começar a comentar sobre o sucesso dela. É uma das maiores audiências da história da Warner Bros – uma média de 14,2 milhões de telespectadores ao vivo, 5,4 milhões deles entre 25 e 54 anos – e responsável por um quarto da audiência do canal TBS. Os custos de produção, no entanto, eram muito grandes. Por temporada, era gasto em torno de 125 milhões de dólares com o salários dos protagonistas. No entanto, o dinheiro não era difícil de ser reavido. Estima-se que os anunciantes tenham pago em torno de 1 bilhão de dólares durante o tempo que a série já foi transmitida. Por sinal, só pra avisar: A série não está na Netflix.

++ Rappers brasileiros encarnam heróis das HQs.

++ Uma estagiária do C | Net nunca viu Star Wars, mas pediram pra ela gravar um vídeo falando sobre. E mesmo assim, ela sabia muita coisa.

++ Neil Simon, mestre da comédia da Broadway, faleceu, aos 91 anos. Foi muito bem-sucedido, rico, mas sempre subestimado.

++ Não é do curso da USP sobre Harry Potter, é só de um internauta, mas J.K.Rowling disse gostar de uma teoria que diz que Dumbledore é uma representação da morte.

 

2.Redes, Apps e Startups:

 

3. Política: Não basta só ser ano de eleições, esse tema também está recorrente quando se pensa em redes sociais. Depois da Direita ter sido foco da caça aos fakes, chegou a vez da Esquerda ser exposta. No sabadonis, uma jornalista e influencer, Paula Holanda, disse que estava sendo paga para publicar tweets com temas ligados à esquerda. A ideia era que fossem apartidários, mas acabaram sendo para promover nomes do PT – como Gleici, Luiz Marinho (candidato a governador de SP) e Wellington Dias (candidato a governador do Piauí). Trata-se de propaganda irregular. Os prováveis autores dessa estratégia são a  agência Lajoy, responsável pela seleção dos influenciadores – que ganhavam entre 1500 a 2 mil reais por mês -, a Beconnected, que teria sido contratada pelo PT não para fazer campanha eleitoral, mas para monitoramento de redes sociais e a plataforma Follow, que é de um deputado federal do PT.

++ Falando em Fake, o PSDB usou uma foto da Selena Gomez num anúncio como se ela fosse moradora do Sergipe.

++ NatGeo vai lançar microfone detector de mentiras.

++ Ainda não sabe em quem votar para presidente? A calculadora eleitoral pode te mostrar quem é o candidato que tem ideias mais parecidas com as suas. E em São Paulo, um match eleitoral te ajuda a escolher o deputado federal.

 

4. Compras: Mulheres são 79% mais propensas a gastar com jogos de celular. Sabe o que isso pode (e, provavelmente, vai) significar? Mudança de foco do mercado. Por sinal, falando em celular e gastos, pela primeira vez, mais de um quarto das compras de varejo online serão feitas por smartphones esse ano.

++ Vovó de 89 anos criou um site para vender as bolsas que ela cria. As vendas bombaram!

++ E duas coisas que eu tô com muita vontade comprar: o Kit Kat cor-de-rosa e o sorvete que não derrete.

 

+++ Reportagem imperdível: A bailarina Baderna e a história de resistência por trás dessa palavra.

+++ Sky anuncia sua aposta nos eSports.

+++ 4 previsões para o futuro da publicidade mobile em vídeo.

Se você trabalha com comunicação, redes sociais é um assunto importantíssimo. Se você quer que a comunicação da sua empresa tenha destaque, redes sociais é um assunto importantíssimo. Se você tem qualquer rede social, redes sociais é um assunto importantíssimo. Se você está lendo isso agora, redes sociais é um assunto importantíssimo.

O post dessa semana é quase que exclusivamente voltado para este tópico. A batalha contra os bots e as fake news continua e as redes resolveram uma questão que se arrastava por semanas: Infowars. Já o Tinder, que não enfrenta esse problema, está com lucros enormes e uma dor de cabeça diferente. Nenhuma, no entanto, se compara a da TV a cabo, que está morrendo a cada dia por conta de uma doença (ou remédio, dependendo) chamada streaming.

 

Tempo estimado de leitura: 6 minutos.

 

 

1. Infowars: No eterno esforço de Mãe Dináh, na semana passada, já tínhamos falado do Infowars, um veículo de extrema direita que volta e meia publica algumas notícias/teorias da conspiração/acusações sem nenhuma prova. Entre o que é dito, está que o massacre da Sandy Hook Elementary School, em que 20 crianças e seis adultos foram assassinados por um estudante portando 4 pistolas, seria falso, encenado por atores mirins. O dono do veículo, Alex Jones, comanda, além do site, redes que chegam a dezenas de milhões de acessos todo mês. Em meio a algumas delas fazendo limpezas de contas fantasma e combate a fake news, havia uma pressão muito grande para que acabassem com o Infowars também. Reparem no “havia”. Isso porque Facebook, Apple, Twitter, MailChimp, YouTube e Spotify praticamente expulsaram Alex Jones ao bloquear ações e deletar podcasts, páginas e canais que pertenciam a ele. Em resposta, ele acusou o vale do Silício de censurar vozes conservadoras.

 

++ Aqui no Brasil, o Twitter também agiu e fez um bloqueio parcial a algumas contas de direita por conta de distribuição realizada por bots. A reação veio com a hashtag #DireitaAmordaçada. Até o Bolsonaro postou.

++ Falando em Twitter, um novo usuário: @FHC.

++ Sobre o debate de semana passada da Band, Aos Fatos e a Lupa fizeram a checagem. E o Google Trends trouxe os dados de pesquisa. O mais procurado foi Bolsonaro.

++ Não podendo participar do debate, o PT fez o próprio numa live do Facebook.

++ O segundo debate dos candidatos à presidência vai ao ar na RedeTV e será multiplataforma.

++ Blogueiros do UOL lançam curso online gratuito contra notícias falsas.

 

2. Redes e Apps:

 

 

3. Streaming: Mais pauladas na TV a cabo. Pesquisa da eMarketer mostrou que 33 milhões de estadunidenses vão cortar em definitivo esse serviço nesse ano. Em outra, da Nielsen, dados apontam que crianças entre 2 e 11 anos de idade estão assistindo menos TV linear (ou pré-programada). O tempo que o grupo etário dedica caiu cerca de 22% entre 2014 e 2017. E os teens assistem ainda menos: o número de horas caiu cerca de 38% nesse período. É uma geração que não tem a obrigação de acordar cedo pra ver Sábado Animado ou voltar correndo da aula pra conseguir ver o Goku lutando contra o Majin Boo. Eles podem ver o desenho que quiserem na hora que preferirem. Isso, claro, reacende o debate sobre a regulação sobre a propaganda, conteúdo e restrição etária. Mas calma, isso é só o começo. Não vamos nos esquecer que a Disney está preparando o próprio serviço de streaming.

 

++ Falando em Disney, é bem provável que usem o roteiro de James Gunn para o próximo filme do Guardiões. Mas ele realmente está fora da direção.

++ Ruby Rose será a Batwoman da vindoura série de TV. Mas teve que abandonar o Twitter. Uma chuva de comentários negativos, que variava de “ela não é lésbica de verdade” a “ela é gay demais”, foi o motivo.

++ Disney terá o seu primeiro personagem abertamente gay, Jack Whitehall (de Jungle Cruise). As redes também criticaram essa escolha. Foi um escolhido um ator hétero que fará um personagem excessivamente afeminado.

 

4. Tinder: Deve render US$ 800 milhões este ano, o dobro do valor que obteve em 2017. Os grandes responsáveis por esse aumento são os recursos pagos do aplicativo (Tinder Plus e Tinder Gold). Ou seja, um sinal de que as pessoas não se preocupariam de pagar por uma rede social se o serviço corresponder. Esse valor significa que será tão grande quanto o Snapchat foi no ano passado, quando o Snap ainda sofria o começo das consequências da cópia de ideia do Facebook – aliás, só bom relembrar que o Face também está querendo copiar justamente o Tinder. A preocupação da proprietária da rede agora é que os mais velhos não migrem para o Tinder também: “Não podemos ter o que aconteceu com outras marcas na nossa marca, que é como ‘Ew, meu irmão mais velho usa isso. Meu pai usa isso. Minha mãe usa isso’” disse Mandy Ginsberg. O receio é relevante. Esse é um dos principais motivos da Geração Z ter abandonado o Facebook.

 

++ Bumble, fundado por uma ex-funcionária do Tinder, é um app de relacionamentos que visa dar mais poder para as mulheres. Só elas que podem iniciar a conversar e o rapaz tem um limite de tempo para responder. Agora, a empresa lançou um fundo de investimento para outras startups fundadas por mulheres.

 

 

+++ Quando a gente fala de como usar conteúdo multimídia, é disso que a gente tá falando. Excelente reportagem do Washington Post sobre a arte do improviso.

+++ Agências, parem de usar fotos de banco de imagens. A Samsung fez isso. E foi descoberta.

+++ Professores da Furb criaram site que compara preços de supermercados de Blumenau.

É necessária muita coragem para pedir perdão e muitos acontecimentos para atrasar de tamanha forma a publicação desse post. Porém, preciso pedir desculpa pela semana de atraso na publicação de post #025. Mas, garanto, vale a pena.

Porque nesse post, a ca bô a brinks. Streaming não vai mais ser festinha e combater fake news tem consequências.

Tempo estimado de leitura: 9 minutos

1. Fake News: É um papo sobre Twitter e Facebook e luta contra as notícias falsas. E as repercussões dessa decisão. Vamos começar de microblog.

Há uns dois meses, em torno de 70 milhões de contas foram deletadas sob suspeita de serem falsas. Algo necessário para combater as fake news dentro da rede. Até aí, tudo bem. O problema é que isso foi responsável por uma queda enorme (17%) nas ações da rede. Porque, basicamente, contas deletadas também são menos usuários. E mais momentos tempestuosos podem vir pela frente. O CEO, Jack Dorsey, vai continuar o foco na “saúde” (qualidade) da rede. E, mesmo com essas dificuldades, foi o terceiro semestre seguido em que a rede teve lucro.

Agora, Face. Dois pontos marcaram os últimos dias, em especial, aqui no Brasil. Todos os anúncios relacionados às eleições deste ano serão identificadas como propaganda eleitoral. Uma ferramenta de transparência vai mostrar o CPF do candidato ou CNPJ do partido. Além disso, será checado o comprovante de residência do anunciante na hora do cadastro para evitar que ~forças de fora influenciem no resultado das urnas.

Mas não parou por aí. O Face também fez a sua limpa. Foram removidas 196 páginas e 87 perfis que violavam as políticas de autenticidade. O problema é: Muitas eram do MBL, que, digamos, não aceitou muito bem isso. No twitter (meio irônico isso), o grupo disse o seguinte: “O Facebook desativou páginas de alcance nacional as quais, somando meio milhão de seguidores, entre informar e divulgar ideias liberais e conservadoras – o que não é crime – também exerciam o importante papel de denunciar as ‘fake news’ da grande mídia. Já há muito o Facebook tem sido alvo de atenção por conta do viés ideológico da empresa, manifestado ao perseguir e inventar alegações esdrúxulas contra grupos e líderes de direita ao redor do mundo.” Também fizeram um protesto em frente à sede brasileira da rede. O Ministério Público Federal cobrou explicações, receando censura. Nelson de Sá, na Folha, disse o seguinte: “Talvez o maior problema, como se observa nas duas recentes intervenções no Brasil, é que a plataforma acaba atuando de forma mais indiscriminada do que é capaz de reconhecer –e, principalmente, corrigir. Sem editores, sem se aceitar como mídia, o Facebook não tem Erramos.”

++ Em setembro, líderes do Facebook, Google e Twitter voltarão a depor no congresso americano.

++ Para o New York Times, Wall Street não deveria estar punindo os esforços das redes de combater as Fake News. Porque, se eles não fizerem isso, é capaz de vir regulação pesada aí.

++ Bom relembrar o Greg News sobre notícias falsas. MBL estava no centro das discussões.

++ Levantamento  da FGV comprovou ação de robôs nas pré-campanhas. Ação correspondeu a 22,1% dos tuítes de perfis ligados ao campo do PT, 21,9% ao de Bolsonaro e 16,1% ao da centro-direita.

++ É interessante ver o exemplo do Infowars, dos Estados Unidos, para pensar sobre essa questão. Caso você não o conheça, é um veículo de extrema direita que volta e meia publica algumas notícias/teorias da conspiração/acusações sem nenhuma prova. Muitos querem que o Face exclua essa página. Mas, como não são posts comprovadamente falsos e não é (nem usa) bots, a página continua no ar. Já a Apple retirou podcasts do grupo no catálogo do iTunes por conta do discurso de ódio.

++ E sobre Fake News, TRE do Distrito Federal mandou o Alexandre Frota apagar post sobre um candidato ao Senado que teria pedido a prisão do Moro. Era Fake.

 

2. Streaming: Problemas no (que se pensava ser um) paraíso. Vamos por partes. Lembra de quando eu falei que a Netflix não enfrentava grande rejeição (como algumas redes) por não ser alvo de nenhuma controvérsia? Pois é, as coisas mudaram por conta da série Insatiable, que mostra uma adolescente que emagrece e busca vingança contra os colegas que praticavam bullying. A série está sendo acusada de fat-shaming (vergonha por estar acima do peso). Mas esse está longe de ser o principal problema para a empresa. Um deles, é a concorrência crescente. Em especial, a HBO. Já há muitos anos, antes de sequer se pensar em streaming, as séries do canal ganhavam muuuitos prêmios e eram sinônimo de qualidade. Afinal, antes de GOT, já tínhamos Os Sopranos. A era do On Demand chegou e não ficaram de fora, lançaram o HBO Go, que difere bastante da Netflix. De maneira geral, são produzidas bem menos séries, mas com um orçamento bem maior, que têm episódos novos lançados toda semana – afinal, depende do canal de TV. O negócio é que, com a recente compra da Time Warner (dona da HBO) pela AT&T, a forma do canal de produzir conteúdo original deve mudar. Eles vão Netflixar (tô criando uma palavra aqui) a programação e começar a focar em mais séries, mais baratas e mais maratonáveis.

++ Do New York Times: Os planos de Shonda Rimes para a Netflix.

++ Nightflyers, do George R. R. Martin, ganhou trailer.

++ Por aqui no Brasil, Wagner Moura viverá famoso diplomata brasileiro em filme da Netflix.

++ Sabe o problema de se produzir conteúdo por streaming? Pode sair mais caro do que os assinantes pagam.

++ Sabe o problema de se consumir muito conteúdo por streaming? Você pode estar pagando bem mais do que imagina.

++ Mas, mesmo assim, é a tendência. Até a Microsoft tá entrando nessa e planeja streaming de games como foco para o Xbox.

 

3. Redes e Apps:

– Xbox: A divisão da Microsoft arrecadou 10 bilhões de dólares no ano passado.

– Moviepass: Assinantes tiveram dificuldade recentemente em conseguir os ingressos a que têm direito. O problema? Acabou o dinheiro da empresa. Mas já conseguiram um investimento para resolver. Só não deu pra resolver a queda de 50% das ações. Pra isso, então, houve um aumento de mensalidade. O mercado se acalmou novamente.

– Uber: o Uber Pool, serviço de carona compartilhada, aumenta o trânsito. E a empresa parou com o plano de caminhões que se dirigem sozinhos.

– Spotify: Revisa playlists e pode mudar relação de artista com fãs.

– Facebook: Abriu um escritório na China, mas a rede continua bloqueada no país. Ou seja, a crise não está afetando taaanto assim a empresa. Será? Por que perderam 120 bilhões de dólares em valor de mercado num único dia.

– Google Chrome: Vai considerar inseguro qualquer site que não for HTTPS.

– Apple: Atingiu 1 trilhão de dólares de valor de mercado. Primeira vez na história para uma empresa privada.

– Instagram: O humorista alagoano Carlinhos Maia teve 2º maior nº de views no Stories no mundo em junho.

Inspirobot: Pra você que ama imagens randômicas com textos filosóficos sem sentido.

++ Do mesmo influencer que disse que “A Internet é uma orgia grande e estranha”: John Ostrovsky, com mais de 10 milhões de seguidores, disse que o fim está próximo para os influenciadores.

 

 

+++ Ressaca digital: O caso Neymar Pós-Copa 2018.

+++ Tic Tac virou instrumento musical num clipe de Funk. Ação muito criativa.

+++ Coca-Cola lançou um refrigerante sabor café expresso.

+++ Reino Unido anuncia investimento milionário para combater bullying e cura gay.

Tema será abordado no 1º Seminário Catarinense de Marketing Político promovido pelo Sinapro, dia 25 de abril, na FIESC.

Uma das principais missões dos estrategistas políticos que irão conduzir as campanhas para presidente, governador e deputado, nas eleições 2018, será no combate às notícias falsas. Em todo o País, os Tribunais regionais se mobilizam para dificultar ações que utilizem a internet para tumultuar o processo eleitoral.

Membro da Comissão de Juristas destinada à elaboração do Anteprojeto do Novo Código Eleitoral brasileiro, o ministro do Tribunal Superior Eleitoral, Admar Gonzaga, um dos palestrantes do 1º Seminário Catarinense de Marketing Político, dia 25, na sede da FIESC, diz que o Tribunal está atento e que a legislação brasileira tem instrumentos para combater a disseminação de notícias falsas.

“Desde o ano passado, um grupo de estudos dedicado ao conhecimento e à implementação de medidas destinadas para conter esse fenômeno foi formado no TSE. A partir dele, definimos compromissos com os principais provedores de redes sociais, por meio dos quais essas notícias falsas têm mais campo de proliferação, sendo este um dos temas de nossa manifestação em seminários pelo País”, finaliza.

Reserve sua vaga: https://goo.gl/RXwdNb

Hoje, o post não está pra brincadeira (tá, até tem umas duas, mas só porque ninguém é de ferro). Marcas queridas dos brasileiros, Uber e Netflix, estão enfrentando problemas sérios e as respectivas equipes de comunicação terão dias complicados pela frente. Outro tópico importante para você se manter bem informado é que automatização das tecnologias está avançando e, se nem o frescobol foi poupado, logo, o carro voador dos Jetsons poderá ser realidade – questão de 3 anos. Além disso, trazemos ações legais de marcas no Lollapalooza, novidades nas mídias sociais e outras ideias criativas.

Tempo estimado de leitura: 7m30s

Lollapalooza 2018

1. Lollapalooza: “Se o Lollapalooza alegava ter algum espírito independente, isso ficou no passado. Hoje é um evento em que o artístico está lado a lado do pensamento corporativo. Não é surpresa que todos os palcos tenham sido batizados com o nome dos patrocinadores. Mas ainda assim espanta a invasão das ações promocionais.” Thiago Ney, da Folha de São Paulo. Vamos, então, para as principais e mais legais ações do festival:

2. Uber: Você, que acompanha o blog, bem sabe que a equipe de comunicação da Uber tem enfrentado problemas difíceis. Na semana passada, a empresa se envolveu numa tragédia que piorou ainda mais a situação. Já é sabido que carros que andam sozinhos, ou seja, sem uma pessoa no volante, estão no meio de nós – nos Estados Unidos, ao menos. A Uber já estava fazendo corridas assim, porém, com um motorista a bordo, por dois motivos: Diminuir o receio de passageiros e, principalmente, possibilitar uma intervenção humana caso fosse necessário. É o terceiro nível de automação possível (são cinco), no qual o motorista deve estar pronto para pegar o volante de uma hora pra outra.

Os concorrentes, Ford e Waymo (Google), vão direto para o quarto nível, que depende menos de um humano presente. É provavelmente o futuro dos carros não só pela praticidade, mas, para muitos, pela segurança. Afinal, retira-se o elemento mais imprevisível da direção: A pessoa. Porém… No estado do Arizona, uma mulher foi atropelada por um carro autônomo da Uber e faleceu. É o primeiro caso conhecido de um acidente envolvendo um carro que se dirige sozinho. A polícia diz que a empresa pode não ter tido culpa no acidente, mas o carro estava acima da velocidade permitida. De imediato, a Uber suspendeu toda a pesquisa na área.

++ “Na Waymo, temos muita confiança de que nossa tecnologia seria capaz de lidar com uma situação como aquela”, disse John Krafcik, CEO da empresa.

++ Mesmo assim, os carros autônomos seguirão avançando.

3. Carros Voadores: Enquanto muitos estão pensando nos carros que dirigem sozinhos, outros estão com o pensamento nas alturas! No caso, o trocadilho ruim é pra dizer que Larry Page, um dos confundadores do Google, está trabalhando com a startup Kitty Hawk para desenvolver táxis aéreos, elétricos e, também, autônomos.  Espera-se que a tecnologia já esteja no mercado da Nova Zelândia – país em que os testes estão sendo feitos – em três anos.

4. Redes e Apps:

++ Youtube vai lançar um filme próprio. Se chamará Vulture Clube e será um thriller com Susan Sarandon. Ah, e alguns youtubers irão falar sobre Fake News para crianças.

++ Instagram liberou o recurso de comprar pelo app.

++ Facebook: A empresa do Zuck ainda está enfrentando problemas sérios desde a semana passada devido ao vazamento dos dados de 50 milhões de usuários. Muito trabalho para a equipe de comunicação. Estamos preparando um post especial sobre isso.

Selton Mello em O Mecanismo

5. Netflix: O serviço de streaming recebeu críticas por parte da esquerda brasileira brasileira devido ao lançamento da série O Mecanismo, estrelada por Selton Mello e dirigida por José Padilha. A trama é livremente baseada na Lava-Jato e estava em desenvolvimento desde 2016. Porém, alguns assinantes têm visto um viés ideológico de direita na série, lançada em ano de eleição, o que levou a um movimento de boicote.

Até Dilma Rousseff se manifestou: “Na série de TV, o cineasta ainda tem o desplante de usar as célebres palavras do senador Romero Jucá (PMDB-RR) sobre “estancar a sangria”, na época do impeachment fraudulento, num esforço para evitar que as investigações chegassem até aos golpistas. O estarrecedor é que o cineasta atribui tais declarações ao personagem que encarna o presidente Lula.”José Padilha se defendeu das críticas, dizendo que a série é uma crítica ao sistema como um todo e chamou o comentário de Dilma Rousseff de “boboca”.

++ Depois de passar anos pagando pelo uso da fonte Gotham, a Netflix decidiu lançar a sua própria.

 

+++ Sorvetes de sabor inusitado chamam a atenção para a poluição da água.

+++ Turbinaram o frescobol para, finalmente, saber quem é que ganha esse jogo.

+++ Nike se une a Happn para estimular um primeiro encontro diferente: uma corrida (uma ideia criativa, mas, se querem a minha opinião, sucesso mesmo vai ser quando unirem Tinder e Netflix).