O streaming não é apenas uma ferramenta ou um serviço, mas uma das mais eficientes – e preferidas pelo consumidor – formas de distribuição de conteúdo. É um modelo que inspirou não só quem produz vídeo, mas também está obrigando as empresas mais tradicionais do mercado e explorar essa nova linguagem. E a Disney está obstinada a dominá-la.

Primeiro, vamos pensar numa das melhores coisas da líder de mercado, a Netflix. Por um preço pequeno, é possível ter acesso a um enorme e crescente catálogo de filmes e séries. Essa qualidade – fora o fato de estar quase no mundo todo e ter uma interface fácil e rápida – a levou a se tornar, por um tempo, a maior empresa de mídia do mundo. Só que a maioria do conteúdo não é feito pela própria plataforma. Cerca de 80% do que as pessoas assistem é licenciado.

E, claro, a Netflix não está sozinha no mercado. Outras opções de streaming estão surgindo com catálogos também cada vez maiores e mais refinados. E aí, incluem-se: Looke, Crackle, Hulu, Amazon Prime e as vindouras opções da Apple e do YouTube.

Só que a queda constante de consumidores de Home Media (DVD e Blu Ray) e TV por assinatura está obrigando quem produz muitos dos conteúdos exibidos por esses serviços a montarem as próprias plataformas de streaming. Por exemplo, a Warner Media.

Recentemente comprada pela gigante de telecomunicações AT&T com o objetivo de adicionar o streaming aos seus pacotes, a Warner está planejando um serviço que terá no catálogo conteúdo do próprio estúdio, da CNN, HBO, DC Comics e Cartoon Network. Vários desses conteúdos estão, atualmente, na Netflix e devem sair de lá no futuro.

É previsto que o novo serviço da Warner tenha um preço elevado em comparação a outros do mercado.

E, no próximo ano, será lançado mais um serviço de streaming e não será apenas outra  opção no mercado. Deve ser um rolo compressor de uma das maiores empresas de entretenimento e conteúdo do mundo. E que, digamos, já tem bastante experiência de dominar novos mercados.

Conteúdo em vídeo e o domínio da Disney

Vale um resgate histórico para entender como a empresa do Mickey entende do mercado de conteúdo em vídeo. Quando VHS e DVDs estavam no auge, foi lançado o The Disney Vault (algo como o “baú da Disney”), uma estratégia que consistia em “segurar filmes” por anos e torná-los disponíveis por um período curto e com tiragem limitada.

 

Estratégia ousada? Sim. E muito lucrativa. Um estudo de 2000 mostrou que 55% dos fãs da Disney trocaram suas fitas VHS por DVDs, comparado a apenas 14% de outros estúdios.

Outro exemplo, é quando a TV a cabo começou nos Estados Unidos. Naquela época, o conteúdo da Disney era exibido pela concorrente HBO. A empresa do Mickey viu que daria mais dinheiro abrir o próprio canal e foi lançado o Disney Channel. Hoje, é dona também dos canais ABC e ESPN. No último ano, 40% de todo o dinheiro faturado veio da TV.

E agora, a empresa está de olho no streaming. O que se sabe, por enquanto, é que a Disney+ (provável nome) vai contar com uma biblioteca de conteúdo potencialmente gigantesca, envolvendo de princesas a heróis da Marvel, passando por Star Wars e Indiana Jones, além de conteúdos recém-adquiridos com a compra da Fox.

A assinatura provavelmente vai custar menos que a da Netflix, mas isso não significa que a Disney não está investindo. Estão previstas séries dos personagens Loki e Feiticeira Escarlate com um orçamento aproximado de 100 milhões de dólares – muito elevado para séries e comparável a alguns blockbusters.

 

E o que isso tem a ver comigo?

Muita coisa. Primeiro, como consumidores, a grande vantagem de se fazer um único pagamento e ter acesso a conteúdo de vários canais deve acabar com o aumento no número de serviços. O preço vai aumentar e provavelmente será necessário escolher a qual conteúdo se quer ter acesso. Quase como se faz hoje com a TV por assinatura.

E, não importando o número de planos a ser assinado, o fato é que a quantidade de conteúdo produzido em vídeo na Internet só tende a aumentar. Deixando a multiplicação do streaming de lado, vale lembrar que o YouTube não para de crescer e o Instagram tem um player exclusivo para vídeos na vertical, o IGTV.

O que muda para quem produz conteúdo, em especial, é que o consumidor vai ficar cada vez mais exigente com o que chega a ele em vídeo. Optar por essa mídia deixará de ser um diferencial e ficará cada vez mais corriqueiro. De inovadora, apenas por essa escolha, uma estratégia não terá nada. Ou seja, com tantas opções, a atenção de um cliente em potencial para o audiovisual será cada vez mais disputada.

Por que alguém assistiria ao seu vídeo se, no lugar, pode ver algo da Disney+ ?

O conteúdo planejado em vídeo deverá ter uma qualidade estética cada vez mais acurada e condizente com a plataforma escolhida. Roteiro inteligente e montagem personalizada para melhor atingir o cliente em potencial são outras necessidades. Isso independente de ser destinado ao streaming, a redes sociais ou até mesmo para a televisão. Pensamento estratégico é essencial.

A Netflix, por exemplo, planeja qual arte de uma série ou filme chegará até o consumidor para convencê-lo a dar o play. Vários de seus artistas tornam-se influenciadores no Instagram e acabam fazendo “propaganda gratuita” para o serviço. E, como muito foi discutido, diversas séries, como House of Cards, foram idealizadas por conta de algoritmos.

Experimentar e aprender sobre novos formatos e linguagens é essencial para se produzir conteúdo em vídeo. Só assim para se poder competir com todas essas outras opções. Aqui na All Press Comunicação Integrada, já fizemos de tudo:

Todo esse conteúdo foi planejado de maneira estratégica e obteve os resultados esperados.

Para ver mais o que produzimos, siga as nossas redes. E, se ficou curioso sobre alguns dos nossos métodos, visite a nossa página de Video Release, uma ferramenta ainda pouco utilizada pela maioria das agências de comunicação, mas muito eficiente.

Depois de algumas semaninhas ausente, esse post volta a abrilhantar o seu feed e o blog da All Press. Do Pop ao Cult, do impresso ao online e do mais inovador até o ainda mais inovador… As notícias que você não pode ficar sem saber estão aqui!

 

Tempo estimado de leitura: 6 minutos

 

1. Conteúdo: Do pop ao cult, o que pode servir para inspirar o seu trabalho – ou só espairecer mesmo.

 

2. Games: A Telltale Games, responsável por jogos como The Walking Dead e The Wolf Among Us, demitiu quase toda a equipe e está próxima de pedir falência. É uma pena. A empresa foi responsável por mudar o storytelling dentro da indústria.

 

++ Ah, a nostalgia. A Sony anunciou o lançamento do PlayStation Classic, que é uma versão comemorativa dos 25 anos do PS1.  Ele vai sair em versão mini e com 20 jogos na memória. Importante dizer que a Nintendo já havia relançado o Super Nintendo.

 

++ Angry Birds ganha versão em realidade aumentada.

 

3. Redes, Apps e Techs:

 

 

 

4. Time: Uma das mais tradicionais revistas do mundo, a Time foi vendida por 190 milhões de dólares para Marc Benioff, presidente e um dos fundadores da empresa de tecnologia Salesforce. Outras revistas, como a Fortune, Money e a Sports Illustrated podem ser as próximas a serem vendidas pelo grupo de mídia Meredith, que passará a focar em produtos voltados ao público feminino. Esse preço de venda é um claro sinal da crise financeira do Jornalismo –  e que ninguém mais lê impresso. Isso porque, há oito meses, a Time Inc. havia sido comprada por 2,8 bilhões de dólares.

 

++ The Village Voice, principal jornal alternativo de Nova York, fechou as portas. Resta apenas uma equipe para digitalizar o arquivo.

 

 

+++ Nove eletrônicos e serviços de sucesso que foram substituídos com o tempo.

+++ Universal Music Brasil promoveu encontro que uniu música, marketing e tecnologia.

+++ Arte ajuda jovem a lidar com doença vinda do uso excessivo de computador.

O post dessa semana está um pouco mais curto do que o habitual. Depois de algumas edições falando muito de assuntos um pouco chatos porém necessários – tipo, combate a Fake News, segurança nas redes e futuro do Streaming -, vamos pegar um pouco mais leve nessa.

Esse post tem, de volta, as novis de ações criativas – estava com saudades? Também tem um apanhado das redes, pesquisa sobre conteúdo e, inevitavelmente, um pouco de assuntos não muito legais.

(Só para aproveitar, a melhor música desse álbum da Christina Aguilera)

 

Tempo estimado de leitura: 4 minutos

 

 

1. Ações Criativas:

++ Justiça confirma multa do Procon ao Habib’s por publicidade abusiva.

 

2. Redes e Apps:

 

3. Revistas: Abril já tinha fechado revistas e demitido muitos funcionários, mas se isso ainda não era sinal de crise suficiente, pediram recuperação judicial e estão sem pagar os ex-funcionários. Se serve algum tipo de consolo para a família Civita, a Editora Escala também encerrou revistas.

++ Não é mídia impressa, mas algo para mostrar que os veículos tradicionais não estão se acabando (necessariamente). O SBT lançou a campanha #tbtSBT para que resgatar programas, apresentadores e personagens que marcaram sua história.

 

 

4. Assuntos um pouco chatos, porém necessários, não poderiam ficar de fora: Trump também acha que as vozes conservadoras estão sendo caladas pelas redes sociais. Inclusive, fez o habitual, e disse isso no Twitter. Jack Dorsey, CEO da rede, concordou que existe, por parte da maioria dos funcionários, uma certa inclinação para a esquerda, mas que isso não influencia nas atitudes tomadas. Aqui pelo Brasil, foi aprovada a lei de proteção de dados pessoais, inspirada na GDPR.

 

5. Conteúdo: A gente sempre fala que as fórmulas estão acabando e que temos que ser criativos. Cambridge, no entanto, fez um estudo e chegou a conclusão de que existe fórmula a perfeita de roteiro para filmes. É a “homem no buraco”, que consiste em uma queda seguida por uma ascensão. Os pesquisadores incluem “O Poderoso Chefão” nessa categoria. Outra universidade que está com uma pesquisa interessante é a USP, que abriu um curso sobre Harry Potter. O objetivo das aulas é “propiciar o contato entre leitores de Harry Potter, tanto na academia quanto fora dela, para discussão da obra”.

 

+++ Artistas tentam retratar a angústia da depressão.

+++ Brasil é o segundo maior país em buscas sobre beleza.

+++ Melhor vídeo que você vai ver hoje: Homenagem de Drag Queens no Theatro Municipal para os 60 anos da Madonna.

Conteúdo é um assunto recorrente no blog. Por muito tempo, foi visto como estratégia para se conseguir clientes, mas o que as grandes empresas têm mostrado é que conteúdo também pode render bastante dinheiro. E se você tem a intenção de ganhar uns trocados com isso, não pode ignorar o mercado de cultura pop.

Por isso, o post dessa semana traz o resumo da grande apoteose nerd, a San Diego Comic Con. Além disso, outras novidades quanto a conteúdo e consumo dele, fora os últimos lançamentos das redes e apps e um #TBT da Copa – ou quase isso.

 

Tempo estimado de leitura: 12 minutos

 

1. Comic Con: O mais importante evento de cultura pop do mundo aconteceu nesse final de semana em San Diego. É um momento em que todas as tribos e culturas Nerds se unem. Seja você um leitor(a) de quadrinhos antigos, um(a) recente fã dos filmes, um(a) cosplayer dedicado, colecionador, otaku, gamer… Haverá um espaço para você lá. E é um momento em que os estúdios aproveitam para anunciar e promover os próximos filmes. Entre os principais anúncios:

++ A Marvel Studios não esteve no evento com painel, mas montou um espaço para os fãs lidarem com o luto pós-Guerra Infinita.

++ Alita: Anjo de Combate ganha novo trailer e é adiado para janeiro de 2019.

++ Primeira demo de David Bowie é encontrada em cesta de pães.

 

2. DC Comics: Depois de ver 3 dos seus últimos 4 filmes terem bilheterias abaixo do esperado, a editora parece que encontrou um novo caminho para trilhar no cinema. Serão lançados filmes que integram o universo expandido/compartilhado com tom animado, cores vibrantes e otimismo (como os vistos na Comic Con). Mas será lançada também uma nova linha, sem ligação com o compartilhado, que focará em filmes de arte, tom mais sombrio e liberdade criativa para os envolvidos na produção. O primeiro longa da “DC Black” (como está sendo chamado esse novo selo) será Coringa, que mostrará a origem do vilão, baseada na HQ A Piada Mortal. Na história, ele é um comediante de stand-up falido que fica louco após a morte da esposa grávida. Entre as atrocidades que comete na história, está a tortura física e mental do Comissário Gordon e o aleijamento e estupro da Batgirl. O protagonista será Joaquin Phoenix e a direção está por conta de Todd Phillips (de Se Beber Não Case e Cães de Guerra). Martin Scorsese será um dos produtores e Robert De Niro pode aparecer no longa também. Lançamento previsto para outubro do ano que vem. Não coincidentemente, é a época de lançamento de vários indicados ao Oscar. Pode representar um novo caminho para o gênero.

++ O primeiro grande lançamento do DC Universe, serviço de streaming da DC Comics, será Titãs. Saiu o primeiro trailer. Levantou várias polêmicas: tom sombrio demais para personagens leves, visual de fan film e troca de etnia de personagens.

 

3. James Gunn: Não é só no Brasil que estão desenterrando tweets antigos de famosos. Na semana passada, piadas sobre estupro e pedofilia publicadas entre 2008 e 2011 pelo diretor James Gunn foram recuperadas. Ele se defendeu, dizendo que “Minhas palavras de mais de uma década atrás foram, na época, esforços fracassados e infelizes de ser provocativo. Eu me arrependo delas há algum tempo, não apenas porque foram estúpidas, nem um pouco engraçadas, totalmente insensíveis e certamente não provocativas como eu queria, mas também porque elas não refletem a pessoa que sou hoje ou tenho sido há algum tempo.” No entanto, a Disney não foi piedosa e Gunn foi demitido do filme Guardiões da Galáxia Vol. 3. Importante dizer que a franquia do Guardiões e a relevância atual dos personagens só existem por causa dele. Foi o diretor que chegou para a Marvel com uma ousada proposta de ópera espacial com personagens que mal eram parte do 3º escalão de heróis da editora – mas pelos quais Gunn era completamente apaixonado. E os personagens também impactaram o diretor, segundo o seu próprio irmão: “Desde que ele dedicou sua vida aos filmes de Guardiões e ao MCU, há seis anos, eu vi ele conseguir colocar sua voz nos filmes e ser transformado daquele cara que inventava coisas para chocar as pessoas. Eu ouvi meu irmão dizer diversas vezes que quando Quill reúne o time com ‘esta é a nossa chance de se importar’, este era o discurso que ele mesmo precisava ouvir’. Eles são, afinal, filmes sobre descobrir a melhor versão de si. Trabalhar nestes filmes fez do meu irmão uma pessoa melhor”. Vários membros do elenco se manifestaram a favor de Gunn e a petição para a volta do diretor ao comando do filme já chegou a 70 mil assinaturas.

 

4. Redes e Apps:

 

 

5. Copa: Pensei que já teria parado de falar dela, mas a saudade está batendo. Inclusive, economistas britânicos provaram que futebol acaba com a felicidade – isso que os ingleses nunca tomaram um 7 a 1. Aliás, falando em goleada, a imagem pública do Neymar já caiu tanto quanto ele na Copa. Não bastou ter ficado de fora da lista de 10 melhores da FIFA, o pai dele ainda soltou uma dessa: “A festa que eu fiz foi com a sua mãe”, quando perguntado sobre festas que teriam sido feitas durante a Copa.

 

6. Netflix: O número de assinantes cresceu menos que o esperado no último trimestre (foram 5,2 milhões de usuários novos, eram esperados 1 milhão a mais) e as ações da empresa caíram 14%. E há algumas possíveis razões para isso. Sede demais de crescimento, por exemplo. Concorrência é outra e obriga a empresa a reduzir preços ou a produzir conteúdo de cada vez mais qualidade.

++ Como medir a velocidade da sua internet com a ferramenta da Netflix.

++ Netflix adiciona barra lateral para facilitar navegação de seu catálogo.

++ 5 lições de marketing da Netflix.

 

7. Pacabá: Algumas matérias sobre conteúdo que são legais:

 

+++ Startup transforma poluição em tinta para canetas.

+++ Poder360 e Piauí realizarão debate no YouTube.

+++ Inventaram um sorvete de maionese. E, com essa, me despeço.

Thanos já estava ameaçando vir desde 2012. E agora, veio. E como veio! O longa estreou semana passada e já quebrou vários recordes. Independente de você ter apreço ou não pelos Vingadores ou por super-heróis, é o assunto que vai dominar as conversas sobre cultura pop, comunicação e, facilmente, estamos falando do maior evento cinematográfico do ano – talvez, da década.

Porém, mais do que Vingadores, o post hoje é para falar sobre conteúdo e consumo. Isso porque, além do filme do Marvel, outro assunto que vai dominar boa parte do que segue abaixo é Netflix (e streaming, como um todo). O sucesso desta plataforma e desse filme claramente tem uma mensagem a ser transmitida. E, quanto antes a compreendermos, melhor.

Tempo estimado de leitura: 9 minutos.

 

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O famoso grupo de super-heróis da Marvel Comics.Vingadores: Guerra Infinita
  1. Se você não se importa nada, mas nada mesmo, com blockbusters ou quadrinhos, provavelmente, esse filme não vai ter relevância nenhuma para você. Se você se importa, já viu ou está planejando ver nos próximos dias. Independente de qual dos dois perfis seja o seu, temos que reconhecer: É O MAIOR BLOCKBUSTER DE TODOS OS TEMPOS. É o ápice de uma franquia que se iniciou há 10 anos e conta com 19 filmes. É a maior bilheteria de um sábado e maior bilheteria em um final de semana de estreia nos Estados Unidos, maior estreia mundial da história do cinema e já arrecadou 630 milhões de dólares na bilheteria (já fez mais dinheiro que Logan ou o último Transformers). No total, a franquia do Universo Marvel já arrecadou 15,3 bilhões de dólares na bilheteria mundial. Ou seja, há algo a ser analisado. A forma de consumir filmes (ou conteúdo, se preferir) parece ter mudado. O co-diretor do filme, Joe Russo, disse: “Acho que você pode olhar o Universo Marvel como um grande experimento narrativo. Nunca antes o cinema viu esse número de franquias interligadas ao longo de tantos anos dentro de um mosaico gigante. A cultura americana foi dominada por histórias de duas horas, bidimensionais e agora estamos consumindo conteúdo com tanta velocidade que precisamos de uma nova forma de contar essa história. Acredito que a Marvel está fazendo uma nova forma”.

 

++ Se você não sabe NADA dos filmes da Marvel, mas quer assistir Guerra Infinita, eis tudo o que você precisa saber antes de ir ao cinema.

++ Falando em quadrinhos, tem brasileiros indicados ao Prêmio Eisner – o Oscar do gênero.

++ Falando em filmes, o The Rock é o protagonista de Rampage, filme que estava no topo da bilheteria até Guerra Infinita. Será que ele ficou bravo de perder a liderança? Pelo contrário, fez um vídeo agradecendo aos fãs, parabenizando os Vingadores e ainda falou de uma parceria com Chris Pratt. É o cara mais carismático de Hollywood hoje.

++ Ingressos para Guerra Infinita. Corre! Quando for pra falar do filme de novo, não vou segurar os #Spoilers.

 

  1. Redes e Apps:

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Um programa de televisão infantil brasileiro produzido e exibido pela Rede Globo, entre 3 de julho de 2000 e 1 de agosto de 2015.
  1. Canais infantis

    Por anos, mais do que uma forma de entretenimento (ou alienação para os mais radicais), a televisão teve um grande propósito que justificava a sua presença em quase todos os lares brasileiros: Fazer crianças ficarem quietinhas. Quando a barulheira começava ou era dado início a uma bagunça, a TV Globinho vinha ajudar nisso. Nos períodos em que o programa não estava no ar, sobravam os canais pagos. Por isso, de maneira geral, os canais infantis costumam sempre figurar entre os mais vistos. No entanto, há uma concorrência para o cubo mágico e sua antena/cabo: Smartphones, Smart Tvs e, principalmente, o Streaming. Por um tempo, o desenvolvimento econômico brasileiro fez com que mais pessoas vissem TV a cabo. Mas, a crise e o Youtube deram início a uma queda na audiência da TV paga. Saindo um pouco daqui e pensando em EUA, a audiência de Cartoon Network, Disney Channel e Nickelodeon caiu mais de 30% de 2010 a 2017. Neste ano, em comparação ao passado, já houve uma queda de 20%. Comece a reparar: cada vez mais crianças estão vendo Youtube ou Netflix em celulares – próprios ou dos pais. É uma geração que, dificilmente, vai conhecer intervalos comerciais maiores do que poucos segundos.

 

  1. Jornalismo

    Sempre vai haver quem diga que não, mas os bastidores da notícia podem ser tão interessantes quanto a notícia em si. Até pode-se argumentar que seria um conteúdo maçante para um grande público, mas, isso também já foi dito sobre os bastidores do poder – e sabemos do sucesso de House of Cards ou, antes, The West Wing. A notícia é que o BuzzFeed e a Netflix (sim, ela, de novo) fecharam uma parceria e vão lançar uma série documental de 20 episódios sobre Jornalismo. o programa Follow This mostrará o cotidiano dos jornalistas do portal. O trailer do primeiro episódio já está aí.

 

++ O ReclameAqui lançou um app sensacional. O Detector de Corrupção usa reconhecimento facial para detectar os processos que cada político responde na justiça.

+++ Após 35 anos, o ABBA está de volta. Na última sexta, 27 de abril, o quarteto sueco se reuniu para gravar duas novas músicas.

+++ Os Simpsons se tornou a primeira série a alcançar 636 episódios na TV americana. Superaram o recorde do faroeste Gunsmoke, que ficou no ar por 20 anos.

+++ Última sobre os Vingadores. Em Hollywood existem vários serviços de ônibus que levam os turistas para conhecer a casa de celebridades. O apresentador de Talk-show James Corden decidiu inverter essa lógica e levou os protagonistas para um tour por Hollywood.

Hoje, o post não está pra brincadeira (tá, até tem umas duas, mas só porque ninguém é de ferro). Marcas queridas dos brasileiros, Uber e Netflix, estão enfrentando problemas sérios e as respectivas equipes de comunicação terão dias complicados pela frente. Outro tópico importante para você se manter bem informado é que automatização das tecnologias está avançando e, se nem o frescobol foi poupado, logo, o carro voador dos Jetsons poderá ser realidade – questão de 3 anos. Além disso, trazemos ações legais de marcas no Lollapalooza, novidades nas mídias sociais e outras ideias criativas.

Tempo estimado de leitura: 7m30s

Lollapalooza 2018

1. Lollapalooza: “Se o Lollapalooza alegava ter algum espírito independente, isso ficou no passado. Hoje é um evento em que o artístico está lado a lado do pensamento corporativo. Não é surpresa que todos os palcos tenham sido batizados com o nome dos patrocinadores. Mas ainda assim espanta a invasão das ações promocionais.” Thiago Ney, da Folha de São Paulo. Vamos, então, para as principais e mais legais ações do festival:

2. Uber: Você, que acompanha o blog, bem sabe que a equipe de comunicação da Uber tem enfrentado problemas difíceis. Na semana passada, a empresa se envolveu numa tragédia que piorou ainda mais a situação. Já é sabido que carros que andam sozinhos, ou seja, sem uma pessoa no volante, estão no meio de nós – nos Estados Unidos, ao menos. A Uber já estava fazendo corridas assim, porém, com um motorista a bordo, por dois motivos: Diminuir o receio de passageiros e, principalmente, possibilitar uma intervenção humana caso fosse necessário. É o terceiro nível de automação possível (são cinco), no qual o motorista deve estar pronto para pegar o volante de uma hora pra outra.

Os concorrentes, Ford e Waymo (Google), vão direto para o quarto nível, que depende menos de um humano presente. É provavelmente o futuro dos carros não só pela praticidade, mas, para muitos, pela segurança. Afinal, retira-se o elemento mais imprevisível da direção: A pessoa. Porém… No estado do Arizona, uma mulher foi atropelada por um carro autônomo da Uber e faleceu. É o primeiro caso conhecido de um acidente envolvendo um carro que se dirige sozinho. A polícia diz que a empresa pode não ter tido culpa no acidente, mas o carro estava acima da velocidade permitida. De imediato, a Uber suspendeu toda a pesquisa na área.

++ “Na Waymo, temos muita confiança de que nossa tecnologia seria capaz de lidar com uma situação como aquela”, disse John Krafcik, CEO da empresa.

++ Mesmo assim, os carros autônomos seguirão avançando.

3. Carros Voadores: Enquanto muitos estão pensando nos carros que dirigem sozinhos, outros estão com o pensamento nas alturas! No caso, o trocadilho ruim é pra dizer que Larry Page, um dos confundadores do Google, está trabalhando com a startup Kitty Hawk para desenvolver táxis aéreos, elétricos e, também, autônomos.  Espera-se que a tecnologia já esteja no mercado da Nova Zelândia – país em que os testes estão sendo feitos – em três anos.

4. Redes e Apps:

++ Youtube vai lançar um filme próprio. Se chamará Vulture Clube e será um thriller com Susan Sarandon. Ah, e alguns youtubers irão falar sobre Fake News para crianças.

++ Instagram liberou o recurso de comprar pelo app.

++ Facebook: A empresa do Zuck ainda está enfrentando problemas sérios desde a semana passada devido ao vazamento dos dados de 50 milhões de usuários. Muito trabalho para a equipe de comunicação. Estamos preparando um post especial sobre isso.

Selton Mello em O Mecanismo

5. Netflix: O serviço de streaming recebeu críticas por parte da esquerda brasileira brasileira devido ao lançamento da série O Mecanismo, estrelada por Selton Mello e dirigida por José Padilha. A trama é livremente baseada na Lava-Jato e estava em desenvolvimento desde 2016. Porém, alguns assinantes têm visto um viés ideológico de direita na série, lançada em ano de eleição, o que levou a um movimento de boicote.

Até Dilma Rousseff se manifestou: “Na série de TV, o cineasta ainda tem o desplante de usar as célebres palavras do senador Romero Jucá (PMDB-RR) sobre “estancar a sangria”, na época do impeachment fraudulento, num esforço para evitar que as investigações chegassem até aos golpistas. O estarrecedor é que o cineasta atribui tais declarações ao personagem que encarna o presidente Lula.”José Padilha se defendeu das críticas, dizendo que a série é uma crítica ao sistema como um todo e chamou o comentário de Dilma Rousseff de “boboca”.

++ Depois de passar anos pagando pelo uso da fonte Gotham, a Netflix decidiu lançar a sua própria.

 

+++ Sorvetes de sabor inusitado chamam a atenção para a poluição da água.

+++ Turbinaram o frescobol para, finalmente, saber quem é que ganha esse jogo.

+++ Nike se une a Happn para estimular um primeiro encontro diferente: uma corrida (uma ideia criativa, mas, se querem a minha opinião, sucesso mesmo vai ser quando unirem Tinder e Netflix).