O streaming não é apenas uma ferramenta ou um serviço, mas uma das mais eficientes – e preferidas pelo consumidor – formas de distribuição de conteúdo. É um modelo que inspirou não só quem produz vídeo, mas também está obrigando as empresas mais tradicionais do mercado e explorar essa nova linguagem. E a Disney está obstinada a dominá-la.

Primeiro, vamos pensar numa das melhores coisas da líder de mercado, a Netflix. Por um preço pequeno, é possível ter acesso a um enorme e crescente catálogo de filmes e séries. Essa qualidade – fora o fato de estar quase no mundo todo e ter uma interface fácil e rápida – a levou a se tornar, por um tempo, a maior empresa de mídia do mundo. Só que a maioria do conteúdo não é feito pela própria plataforma. Cerca de 80% do que as pessoas assistem é licenciado.

E, claro, a Netflix não está sozinha no mercado. Outras opções de streaming estão surgindo com catálogos também cada vez maiores e mais refinados. E aí, incluem-se: Looke, Crackle, Hulu, Amazon Prime e as vindouras opções da Apple e do YouTube.

Só que a queda constante de consumidores de Home Media (DVD e Blu Ray) e TV por assinatura está obrigando quem produz muitos dos conteúdos exibidos por esses serviços a montarem as próprias plataformas de streaming. Por exemplo, a Warner Media.

Recentemente comprada pela gigante de telecomunicações AT&T com o objetivo de adicionar o streaming aos seus pacotes, a Warner está planejando um serviço que terá no catálogo conteúdo do próprio estúdio, da CNN, HBO, DC Comics e Cartoon Network. Vários desses conteúdos estão, atualmente, na Netflix e devem sair de lá no futuro.

É previsto que o novo serviço da Warner tenha um preço elevado em comparação a outros do mercado.

E, no próximo ano, será lançado mais um serviço de streaming e não será apenas outra  opção no mercado. Deve ser um rolo compressor de uma das maiores empresas de entretenimento e conteúdo do mundo. E que, digamos, já tem bastante experiência de dominar novos mercados.

Conteúdo em vídeo e o domínio da Disney

Vale um resgate histórico para entender como a empresa do Mickey entende do mercado de conteúdo em vídeo. Quando VHS e DVDs estavam no auge, foi lançado o The Disney Vault (algo como o “baú da Disney”), uma estratégia que consistia em “segurar filmes” por anos e torná-los disponíveis por um período curto e com tiragem limitada.

 

Estratégia ousada? Sim. E muito lucrativa. Um estudo de 2000 mostrou que 55% dos fãs da Disney trocaram suas fitas VHS por DVDs, comparado a apenas 14% de outros estúdios.

Outro exemplo, é quando a TV a cabo começou nos Estados Unidos. Naquela época, o conteúdo da Disney era exibido pela concorrente HBO. A empresa do Mickey viu que daria mais dinheiro abrir o próprio canal e foi lançado o Disney Channel. Hoje, é dona também dos canais ABC e ESPN. No último ano, 40% de todo o dinheiro faturado veio da TV.

E agora, a empresa está de olho no streaming. O que se sabe, por enquanto, é que a Disney+ (provável nome) vai contar com uma biblioteca de conteúdo potencialmente gigantesca, envolvendo de princesas a heróis da Marvel, passando por Star Wars e Indiana Jones, além de conteúdos recém-adquiridos com a compra da Fox.

A assinatura provavelmente vai custar menos que a da Netflix, mas isso não significa que a Disney não está investindo. Estão previstas séries dos personagens Loki e Feiticeira Escarlate com um orçamento aproximado de 100 milhões de dólares – muito elevado para séries e comparável a alguns blockbusters.

 

E o que isso tem a ver comigo?

Muita coisa. Primeiro, como consumidores, a grande vantagem de se fazer um único pagamento e ter acesso a conteúdo de vários canais deve acabar com o aumento no número de serviços. O preço vai aumentar e provavelmente será necessário escolher a qual conteúdo se quer ter acesso. Quase como se faz hoje com a TV por assinatura.

E, não importando o número de planos a ser assinado, o fato é que a quantidade de conteúdo produzido em vídeo na Internet só tende a aumentar. Deixando a multiplicação do streaming de lado, vale lembrar que o YouTube não para de crescer e o Instagram tem um player exclusivo para vídeos na vertical, o IGTV.

O que muda para quem produz conteúdo, em especial, é que o consumidor vai ficar cada vez mais exigente com o que chega a ele em vídeo. Optar por essa mídia deixará de ser um diferencial e ficará cada vez mais corriqueiro. De inovadora, apenas por essa escolha, uma estratégia não terá nada. Ou seja, com tantas opções, a atenção de um cliente em potencial para o audiovisual será cada vez mais disputada.

Por que alguém assistiria ao seu vídeo se, no lugar, pode ver algo da Disney+ ?

O conteúdo planejado em vídeo deverá ter uma qualidade estética cada vez mais acurada e condizente com a plataforma escolhida. Roteiro inteligente e montagem personalizada para melhor atingir o cliente em potencial são outras necessidades. Isso independente de ser destinado ao streaming, a redes sociais ou até mesmo para a televisão. Pensamento estratégico é essencial.

A Netflix, por exemplo, planeja qual arte de uma série ou filme chegará até o consumidor para convencê-lo a dar o play. Vários de seus artistas tornam-se influenciadores no Instagram e acabam fazendo “propaganda gratuita” para o serviço. E, como muito foi discutido, diversas séries, como House of Cards, foram idealizadas por conta de algoritmos.

Experimentar e aprender sobre novos formatos e linguagens é essencial para se produzir conteúdo em vídeo. Só assim para se poder competir com todas essas outras opções. Aqui na All Press Comunicação Integrada, já fizemos de tudo:

Todo esse conteúdo foi planejado de maneira estratégica e obteve os resultados esperados.

Para ver mais o que produzimos, siga as nossas redes. E, se ficou curioso sobre alguns dos nossos métodos, visite a nossa página de Video Release, uma ferramenta ainda pouco utilizada pela maioria das agências de comunicação, mas muito eficiente.

Depois de algumas semaninhas ausente, esse post volta a abrilhantar o seu feed e o blog da All Press. Do Pop ao Cult, do impresso ao online e do mais inovador até o ainda mais inovador… As notícias que você não pode ficar sem saber estão aqui!

 

Tempo estimado de leitura: 6 minutos

 

1. Conteúdo: Do pop ao cult, o que pode servir para inspirar o seu trabalho – ou só espairecer mesmo.

 

2. Games: A Telltale Games, responsável por jogos como The Walking Dead e The Wolf Among Us, demitiu quase toda a equipe e está próxima de pedir falência. É uma pena. A empresa foi responsável por mudar o storytelling dentro da indústria.

 

++ Ah, a nostalgia. A Sony anunciou o lançamento do PlayStation Classic, que é uma versão comemorativa dos 25 anos do PS1.  Ele vai sair em versão mini e com 20 jogos na memória. Importante dizer que a Nintendo já havia relançado o Super Nintendo.

 

++ Angry Birds ganha versão em realidade aumentada.

 

3. Redes, Apps e Techs:

 

 

 

4. Time: Uma das mais tradicionais revistas do mundo, a Time foi vendida por 190 milhões de dólares para Marc Benioff, presidente e um dos fundadores da empresa de tecnologia Salesforce. Outras revistas, como a Fortune, Money e a Sports Illustrated podem ser as próximas a serem vendidas pelo grupo de mídia Meredith, que passará a focar em produtos voltados ao público feminino. Esse preço de venda é um claro sinal da crise financeira do Jornalismo –  e que ninguém mais lê impresso. Isso porque, há oito meses, a Time Inc. havia sido comprada por 2,8 bilhões de dólares.

 

++ The Village Voice, principal jornal alternativo de Nova York, fechou as portas. Resta apenas uma equipe para digitalizar o arquivo.

 

 

+++ Nove eletrônicos e serviços de sucesso que foram substituídos com o tempo.

+++ Universal Music Brasil promoveu encontro que uniu música, marketing e tecnologia.

+++ Arte ajuda jovem a lidar com doença vinda do uso excessivo de computador.

O post dessa semana está um pouco mais curto do que o habitual. Depois de algumas edições falando muito de assuntos um pouco chatos porém necessários – tipo, combate a Fake News, segurança nas redes e futuro do Streaming -, vamos pegar um pouco mais leve nessa.

Esse post tem, de volta, as novis de ações criativas – estava com saudades? Também tem um apanhado das redes, pesquisa sobre conteúdo e, inevitavelmente, um pouco de assuntos não muito legais.

(Só para aproveitar, a melhor música desse álbum da Christina Aguilera)

 

Tempo estimado de leitura: 4 minutos

 

 

1. Ações Criativas:

++ Justiça confirma multa do Procon ao Habib’s por publicidade abusiva.

 

2. Redes e Apps:

 

3. Revistas: Abril já tinha fechado revistas e demitido muitos funcionários, mas se isso ainda não era sinal de crise suficiente, pediram recuperação judicial e estão sem pagar os ex-funcionários. Se serve algum tipo de consolo para a família Civita, a Editora Escala também encerrou revistas.

++ Não é mídia impressa, mas algo para mostrar que os veículos tradicionais não estão se acabando (necessariamente). O SBT lançou a campanha #tbtSBT para que resgatar programas, apresentadores e personagens que marcaram sua história.

 

 

4. Assuntos um pouco chatos, porém necessários, não poderiam ficar de fora: Trump também acha que as vozes conservadoras estão sendo caladas pelas redes sociais. Inclusive, fez o habitual, e disse isso no Twitter. Jack Dorsey, CEO da rede, concordou que existe, por parte da maioria dos funcionários, uma certa inclinação para a esquerda, mas que isso não influencia nas atitudes tomadas. Aqui pelo Brasil, foi aprovada a lei de proteção de dados pessoais, inspirada na GDPR.

 

5. Conteúdo: A gente sempre fala que as fórmulas estão acabando e que temos que ser criativos. Cambridge, no entanto, fez um estudo e chegou a conclusão de que existe fórmula a perfeita de roteiro para filmes. É a “homem no buraco”, que consiste em uma queda seguida por uma ascensão. Os pesquisadores incluem “O Poderoso Chefão” nessa categoria. Outra universidade que está com uma pesquisa interessante é a USP, que abriu um curso sobre Harry Potter. O objetivo das aulas é “propiciar o contato entre leitores de Harry Potter, tanto na academia quanto fora dela, para discussão da obra”.

 

+++ Artistas tentam retratar a angústia da depressão.

+++ Brasil é o segundo maior país em buscas sobre beleza.

+++ Melhor vídeo que você vai ver hoje: Homenagem de Drag Queens no Theatro Municipal para os 60 anos da Madonna.

Se você trabalha com comunicação, redes sociais é um assunto importantíssimo. Se você quer que a comunicação da sua empresa tenha destaque, redes sociais é um assunto importantíssimo. Se você tem qualquer rede social, redes sociais é um assunto importantíssimo. Se você está lendo isso agora, redes sociais é um assunto importantíssimo.

O post dessa semana é quase que exclusivamente voltado para este tópico. A batalha contra os bots e as fake news continua e as redes resolveram uma questão que se arrastava por semanas: Infowars. Já o Tinder, que não enfrenta esse problema, está com lucros enormes e uma dor de cabeça diferente. Nenhuma, no entanto, se compara a da TV a cabo, que está morrendo a cada dia por conta de uma doença (ou remédio, dependendo) chamada streaming.

 

Tempo estimado de leitura: 6 minutos.

 

 

1. Infowars: No eterno esforço de Mãe Dináh, na semana passada, já tínhamos falado do Infowars, um veículo de extrema direita que volta e meia publica algumas notícias/teorias da conspiração/acusações sem nenhuma prova. Entre o que é dito, está que o massacre da Sandy Hook Elementary School, em que 20 crianças e seis adultos foram assassinados por um estudante portando 4 pistolas, seria falso, encenado por atores mirins. O dono do veículo, Alex Jones, comanda, além do site, redes que chegam a dezenas de milhões de acessos todo mês. Em meio a algumas delas fazendo limpezas de contas fantasma e combate a fake news, havia uma pressão muito grande para que acabassem com o Infowars também. Reparem no “havia”. Isso porque Facebook, Apple, Twitter, MailChimp, YouTube e Spotify praticamente expulsaram Alex Jones ao bloquear ações e deletar podcasts, páginas e canais que pertenciam a ele. Em resposta, ele acusou o vale do Silício de censurar vozes conservadoras.

 

++ Aqui no Brasil, o Twitter também agiu e fez um bloqueio parcial a algumas contas de direita por conta de distribuição realizada por bots. A reação veio com a hashtag #DireitaAmordaçada. Até o Bolsonaro postou.

++ Falando em Twitter, um novo usuário: @FHC.

++ Sobre o debate de semana passada da Band, Aos Fatos e a Lupa fizeram a checagem. E o Google Trends trouxe os dados de pesquisa. O mais procurado foi Bolsonaro.

++ Não podendo participar do debate, o PT fez o próprio numa live do Facebook.

++ O segundo debate dos candidatos à presidência vai ao ar na RedeTV e será multiplataforma.

++ Blogueiros do UOL lançam curso online gratuito contra notícias falsas.

 

2. Redes e Apps:

 

 

3. Streaming: Mais pauladas na TV a cabo. Pesquisa da eMarketer mostrou que 33 milhões de estadunidenses vão cortar em definitivo esse serviço nesse ano. Em outra, da Nielsen, dados apontam que crianças entre 2 e 11 anos de idade estão assistindo menos TV linear (ou pré-programada). O tempo que o grupo etário dedica caiu cerca de 22% entre 2014 e 2017. E os teens assistem ainda menos: o número de horas caiu cerca de 38% nesse período. É uma geração que não tem a obrigação de acordar cedo pra ver Sábado Animado ou voltar correndo da aula pra conseguir ver o Goku lutando contra o Majin Boo. Eles podem ver o desenho que quiserem na hora que preferirem. Isso, claro, reacende o debate sobre a regulação sobre a propaganda, conteúdo e restrição etária. Mas calma, isso é só o começo. Não vamos nos esquecer que a Disney está preparando o próprio serviço de streaming.

 

++ Falando em Disney, é bem provável que usem o roteiro de James Gunn para o próximo filme do Guardiões. Mas ele realmente está fora da direção.

++ Ruby Rose será a Batwoman da vindoura série de TV. Mas teve que abandonar o Twitter. Uma chuva de comentários negativos, que variava de “ela não é lésbica de verdade” a “ela é gay demais”, foi o motivo.

++ Disney terá o seu primeiro personagem abertamente gay, Jack Whitehall (de Jungle Cruise). As redes também criticaram essa escolha. Foi um escolhido um ator hétero que fará um personagem excessivamente afeminado.

 

4. Tinder: Deve render US$ 800 milhões este ano, o dobro do valor que obteve em 2017. Os grandes responsáveis por esse aumento são os recursos pagos do aplicativo (Tinder Plus e Tinder Gold). Ou seja, um sinal de que as pessoas não se preocupariam de pagar por uma rede social se o serviço corresponder. Esse valor significa que será tão grande quanto o Snapchat foi no ano passado, quando o Snap ainda sofria o começo das consequências da cópia de ideia do Facebook – aliás, só bom relembrar que o Face também está querendo copiar justamente o Tinder. A preocupação da proprietária da rede agora é que os mais velhos não migrem para o Tinder também: “Não podemos ter o que aconteceu com outras marcas na nossa marca, que é como ‘Ew, meu irmão mais velho usa isso. Meu pai usa isso. Minha mãe usa isso’” disse Mandy Ginsberg. O receio é relevante. Esse é um dos principais motivos da Geração Z ter abandonado o Facebook.

 

++ Bumble, fundado por uma ex-funcionária do Tinder, é um app de relacionamentos que visa dar mais poder para as mulheres. Só elas que podem iniciar a conversar e o rapaz tem um limite de tempo para responder. Agora, a empresa lançou um fundo de investimento para outras startups fundadas por mulheres.

 

 

+++ Quando a gente fala de como usar conteúdo multimídia, é disso que a gente tá falando. Excelente reportagem do Washington Post sobre a arte do improviso.

+++ Agências, parem de usar fotos de banco de imagens. A Samsung fez isso. E foi descoberta.

+++ Professores da Furb criaram site que compara preços de supermercados de Blumenau.

É necessária muita coragem para pedir perdão e muitos acontecimentos para atrasar de tamanha forma a publicação desse post. Porém, preciso pedir desculpa pela semana de atraso na publicação de post #025. Mas, garanto, vale a pena.

Porque nesse post, a ca bô a brinks. Streaming não vai mais ser festinha e combater fake news tem consequências.

Tempo estimado de leitura: 9 minutos

1. Fake News: É um papo sobre Twitter e Facebook e luta contra as notícias falsas. E as repercussões dessa decisão. Vamos começar de microblog.

Há uns dois meses, em torno de 70 milhões de contas foram deletadas sob suspeita de serem falsas. Algo necessário para combater as fake news dentro da rede. Até aí, tudo bem. O problema é que isso foi responsável por uma queda enorme (17%) nas ações da rede. Porque, basicamente, contas deletadas também são menos usuários. E mais momentos tempestuosos podem vir pela frente. O CEO, Jack Dorsey, vai continuar o foco na “saúde” (qualidade) da rede. E, mesmo com essas dificuldades, foi o terceiro semestre seguido em que a rede teve lucro.

Agora, Face. Dois pontos marcaram os últimos dias, em especial, aqui no Brasil. Todos os anúncios relacionados às eleições deste ano serão identificadas como propaganda eleitoral. Uma ferramenta de transparência vai mostrar o CPF do candidato ou CNPJ do partido. Além disso, será checado o comprovante de residência do anunciante na hora do cadastro para evitar que ~forças de fora influenciem no resultado das urnas.

Mas não parou por aí. O Face também fez a sua limpa. Foram removidas 196 páginas e 87 perfis que violavam as políticas de autenticidade. O problema é: Muitas eram do MBL, que, digamos, não aceitou muito bem isso. No twitter (meio irônico isso), o grupo disse o seguinte: “O Facebook desativou páginas de alcance nacional as quais, somando meio milhão de seguidores, entre informar e divulgar ideias liberais e conservadoras – o que não é crime – também exerciam o importante papel de denunciar as ‘fake news’ da grande mídia. Já há muito o Facebook tem sido alvo de atenção por conta do viés ideológico da empresa, manifestado ao perseguir e inventar alegações esdrúxulas contra grupos e líderes de direita ao redor do mundo.” Também fizeram um protesto em frente à sede brasileira da rede. O Ministério Público Federal cobrou explicações, receando censura. Nelson de Sá, na Folha, disse o seguinte: “Talvez o maior problema, como se observa nas duas recentes intervenções no Brasil, é que a plataforma acaba atuando de forma mais indiscriminada do que é capaz de reconhecer –e, principalmente, corrigir. Sem editores, sem se aceitar como mídia, o Facebook não tem Erramos.”

++ Em setembro, líderes do Facebook, Google e Twitter voltarão a depor no congresso americano.

++ Para o New York Times, Wall Street não deveria estar punindo os esforços das redes de combater as Fake News. Porque, se eles não fizerem isso, é capaz de vir regulação pesada aí.

++ Bom relembrar o Greg News sobre notícias falsas. MBL estava no centro das discussões.

++ Levantamento  da FGV comprovou ação de robôs nas pré-campanhas. Ação correspondeu a 22,1% dos tuítes de perfis ligados ao campo do PT, 21,9% ao de Bolsonaro e 16,1% ao da centro-direita.

++ É interessante ver o exemplo do Infowars, dos Estados Unidos, para pensar sobre essa questão. Caso você não o conheça, é um veículo de extrema direita que volta e meia publica algumas notícias/teorias da conspiração/acusações sem nenhuma prova. Muitos querem que o Face exclua essa página. Mas, como não são posts comprovadamente falsos e não é (nem usa) bots, a página continua no ar. Já a Apple retirou podcasts do grupo no catálogo do iTunes por conta do discurso de ódio.

++ E sobre Fake News, TRE do Distrito Federal mandou o Alexandre Frota apagar post sobre um candidato ao Senado que teria pedido a prisão do Moro. Era Fake.

 

2. Streaming: Problemas no (que se pensava ser um) paraíso. Vamos por partes. Lembra de quando eu falei que a Netflix não enfrentava grande rejeição (como algumas redes) por não ser alvo de nenhuma controvérsia? Pois é, as coisas mudaram por conta da série Insatiable, que mostra uma adolescente que emagrece e busca vingança contra os colegas que praticavam bullying. A série está sendo acusada de fat-shaming (vergonha por estar acima do peso). Mas esse está longe de ser o principal problema para a empresa. Um deles, é a concorrência crescente. Em especial, a HBO. Já há muitos anos, antes de sequer se pensar em streaming, as séries do canal ganhavam muuuitos prêmios e eram sinônimo de qualidade. Afinal, antes de GOT, já tínhamos Os Sopranos. A era do On Demand chegou e não ficaram de fora, lançaram o HBO Go, que difere bastante da Netflix. De maneira geral, são produzidas bem menos séries, mas com um orçamento bem maior, que têm episódos novos lançados toda semana – afinal, depende do canal de TV. O negócio é que, com a recente compra da Time Warner (dona da HBO) pela AT&T, a forma do canal de produzir conteúdo original deve mudar. Eles vão Netflixar (tô criando uma palavra aqui) a programação e começar a focar em mais séries, mais baratas e mais maratonáveis.

++ Do New York Times: Os planos de Shonda Rimes para a Netflix.

++ Nightflyers, do George R. R. Martin, ganhou trailer.

++ Por aqui no Brasil, Wagner Moura viverá famoso diplomata brasileiro em filme da Netflix.

++ Sabe o problema de se produzir conteúdo por streaming? Pode sair mais caro do que os assinantes pagam.

++ Sabe o problema de se consumir muito conteúdo por streaming? Você pode estar pagando bem mais do que imagina.

++ Mas, mesmo assim, é a tendência. Até a Microsoft tá entrando nessa e planeja streaming de games como foco para o Xbox.

 

3. Redes e Apps:

– Xbox: A divisão da Microsoft arrecadou 10 bilhões de dólares no ano passado.

– Moviepass: Assinantes tiveram dificuldade recentemente em conseguir os ingressos a que têm direito. O problema? Acabou o dinheiro da empresa. Mas já conseguiram um investimento para resolver. Só não deu pra resolver a queda de 50% das ações. Pra isso, então, houve um aumento de mensalidade. O mercado se acalmou novamente.

– Uber: o Uber Pool, serviço de carona compartilhada, aumenta o trânsito. E a empresa parou com o plano de caminhões que se dirigem sozinhos.

– Spotify: Revisa playlists e pode mudar relação de artista com fãs.

– Facebook: Abriu um escritório na China, mas a rede continua bloqueada no país. Ou seja, a crise não está afetando taaanto assim a empresa. Será? Por que perderam 120 bilhões de dólares em valor de mercado num único dia.

– Google Chrome: Vai considerar inseguro qualquer site que não for HTTPS.

– Apple: Atingiu 1 trilhão de dólares de valor de mercado. Primeira vez na história para uma empresa privada.

– Instagram: O humorista alagoano Carlinhos Maia teve 2º maior nº de views no Stories no mundo em junho.

Inspirobot: Pra você que ama imagens randômicas com textos filosóficos sem sentido.

++ Do mesmo influencer que disse que “A Internet é uma orgia grande e estranha”: John Ostrovsky, com mais de 10 milhões de seguidores, disse que o fim está próximo para os influenciadores.

 

 

+++ Ressaca digital: O caso Neymar Pós-Copa 2018.

+++ Tic Tac virou instrumento musical num clipe de Funk. Ação muito criativa.

+++ Coca-Cola lançou um refrigerante sabor café expresso.

+++ Reino Unido anuncia investimento milionário para combater bullying e cura gay.

Thanos já estava ameaçando vir desde 2012. E agora, veio. E como veio! O longa estreou semana passada e já quebrou vários recordes. Independente de você ter apreço ou não pelos Vingadores ou por super-heróis, é o assunto que vai dominar as conversas sobre cultura pop, comunicação e, facilmente, estamos falando do maior evento cinematográfico do ano – talvez, da década.

Porém, mais do que Vingadores, o post hoje é para falar sobre conteúdo e consumo. Isso porque, além do filme do Marvel, outro assunto que vai dominar boa parte do que segue abaixo é Netflix (e streaming, como um todo). O sucesso desta plataforma e desse filme claramente tem uma mensagem a ser transmitida. E, quanto antes a compreendermos, melhor.

Tempo estimado de leitura: 9 minutos.

 

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O famoso grupo de super-heróis da Marvel Comics.Vingadores: Guerra Infinita
  1. Se você não se importa nada, mas nada mesmo, com blockbusters ou quadrinhos, provavelmente, esse filme não vai ter relevância nenhuma para você. Se você se importa, já viu ou está planejando ver nos próximos dias. Independente de qual dos dois perfis seja o seu, temos que reconhecer: É O MAIOR BLOCKBUSTER DE TODOS OS TEMPOS. É o ápice de uma franquia que se iniciou há 10 anos e conta com 19 filmes. É a maior bilheteria de um sábado e maior bilheteria em um final de semana de estreia nos Estados Unidos, maior estreia mundial da história do cinema e já arrecadou 630 milhões de dólares na bilheteria (já fez mais dinheiro que Logan ou o último Transformers). No total, a franquia do Universo Marvel já arrecadou 15,3 bilhões de dólares na bilheteria mundial. Ou seja, há algo a ser analisado. A forma de consumir filmes (ou conteúdo, se preferir) parece ter mudado. O co-diretor do filme, Joe Russo, disse: “Acho que você pode olhar o Universo Marvel como um grande experimento narrativo. Nunca antes o cinema viu esse número de franquias interligadas ao longo de tantos anos dentro de um mosaico gigante. A cultura americana foi dominada por histórias de duas horas, bidimensionais e agora estamos consumindo conteúdo com tanta velocidade que precisamos de uma nova forma de contar essa história. Acredito que a Marvel está fazendo uma nova forma”.

 

++ Se você não sabe NADA dos filmes da Marvel, mas quer assistir Guerra Infinita, eis tudo o que você precisa saber antes de ir ao cinema.

++ Falando em quadrinhos, tem brasileiros indicados ao Prêmio Eisner – o Oscar do gênero.

++ Falando em filmes, o The Rock é o protagonista de Rampage, filme que estava no topo da bilheteria até Guerra Infinita. Será que ele ficou bravo de perder a liderança? Pelo contrário, fez um vídeo agradecendo aos fãs, parabenizando os Vingadores e ainda falou de uma parceria com Chris Pratt. É o cara mais carismático de Hollywood hoje.

++ Ingressos para Guerra Infinita. Corre! Quando for pra falar do filme de novo, não vou segurar os #Spoilers.

 

  1. Redes e Apps:

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Um programa de televisão infantil brasileiro produzido e exibido pela Rede Globo, entre 3 de julho de 2000 e 1 de agosto de 2015.
  1. Canais infantis

    Por anos, mais do que uma forma de entretenimento (ou alienação para os mais radicais), a televisão teve um grande propósito que justificava a sua presença em quase todos os lares brasileiros: Fazer crianças ficarem quietinhas. Quando a barulheira começava ou era dado início a uma bagunça, a TV Globinho vinha ajudar nisso. Nos períodos em que o programa não estava no ar, sobravam os canais pagos. Por isso, de maneira geral, os canais infantis costumam sempre figurar entre os mais vistos. No entanto, há uma concorrência para o cubo mágico e sua antena/cabo: Smartphones, Smart Tvs e, principalmente, o Streaming. Por um tempo, o desenvolvimento econômico brasileiro fez com que mais pessoas vissem TV a cabo. Mas, a crise e o Youtube deram início a uma queda na audiência da TV paga. Saindo um pouco daqui e pensando em EUA, a audiência de Cartoon Network, Disney Channel e Nickelodeon caiu mais de 30% de 2010 a 2017. Neste ano, em comparação ao passado, já houve uma queda de 20%. Comece a reparar: cada vez mais crianças estão vendo Youtube ou Netflix em celulares – próprios ou dos pais. É uma geração que, dificilmente, vai conhecer intervalos comerciais maiores do que poucos segundos.

 

  1. Jornalismo

    Sempre vai haver quem diga que não, mas os bastidores da notícia podem ser tão interessantes quanto a notícia em si. Até pode-se argumentar que seria um conteúdo maçante para um grande público, mas, isso também já foi dito sobre os bastidores do poder – e sabemos do sucesso de House of Cards ou, antes, The West Wing. A notícia é que o BuzzFeed e a Netflix (sim, ela, de novo) fecharam uma parceria e vão lançar uma série documental de 20 episódios sobre Jornalismo. o programa Follow This mostrará o cotidiano dos jornalistas do portal. O trailer do primeiro episódio já está aí.

 

++ O ReclameAqui lançou um app sensacional. O Detector de Corrupção usa reconhecimento facial para detectar os processos que cada político responde na justiça.

+++ Após 35 anos, o ABBA está de volta. Na última sexta, 27 de abril, o quarteto sueco se reuniu para gravar duas novas músicas.

+++ Os Simpsons se tornou a primeira série a alcançar 636 episódios na TV americana. Superaram o recorde do faroeste Gunsmoke, que ficou no ar por 20 anos.

+++ Última sobre os Vingadores. Em Hollywood existem vários serviços de ônibus que levam os turistas para conhecer a casa de celebridades. O apresentador de Talk-show James Corden decidiu inverter essa lógica e levou os protagonistas para um tour por Hollywood.