Um dos singelos objetivos destes posts semanais é dar munição para que você se prepare para mudanças que estão por vir no mercado da comunicação. Independente, claro, de você trabalhar no setor ou não, porque, afinal de contas, é um consumidor de mídia e de conteúdo.

 

Essa semana, além de ações criativas em diversos setores, dois tópicos são bem importantes. A Globo está indo com tudo para unificar o seu conteúdo e se precaver contra um mercado em que empresas tradicionais estão caindo. Já o Jornalismo, ainda com dificuldade em fazer dinheiro no séc. XXI, pode ter no grande mercado da Apple uma saída. E, sempre dizemos, apostar em conteúdo dá dinheiro, mas a MoviePass tá numa maré de azar que nem isso tem dado certo…

 

Tempo Estimado de Leitura: 7 minutos

 

 

1. Ações Criativas:

 

 

2. Uma Só: Grupo Globo lançou o ousado projeto “Uma Só Globo” que representa a união de TV Globo, Globosat, Globo.com, DGCORP (Diretoria de Gestão Corporativa) e Som Livre em uma única empresa. Para ajudar nesse processo, foi contratada a Accenture, líder mundial em consultoria de tecnologia e transformação empresarial. Interessante esse ímpeto da empresa dos Marinho. Unir várias frentes numa só pode significar várias coisas – esperemos que não um enxugamento de redação. Vou dar uma especulada como exercício de imaginação. Talvez você possa assinar a “Uma Só Globo” e ter acesso a todos os conteúdos dos canais da Globo (da transmissão de um jogo de futebol pelo SporTV a um reality do Multishow), do on-line (como o GShow) numa grande plataforma de streaming que já englobe também o conteúdo presente na GloboPlay. E, de quebra, ainda ter acesso a um streaming de músicas próprio deles. Tipo um “Spotify da Som Livre”, que contaria com gravações dos especiais do Roberto Carlos até aos shows do The Voice. Bom, independente de eu ter acertado alguma coisa ou errado todas, uma coisa é fato: A Globo percebeu a mudança no mercado e no consumo de mídia e conteúdo. E tá querendo se salvar antes que seja tarde.

 

++ Multishow e VIU Hub (unidade de negócios digitais da Globosat) lançaram o Noite Selvagem, projeto multimídia com a Catuaba Selvagem.

 

++ E o PlayPlus, plataforma de streaming da Record Plus, anunciou parceria com a Disney. Vai disponibilizar para seus assinantes os canais Disney Channel, Disney Junior e Disney XD.

 

++ Do AdNews, a importância do live streaming para a sua marca.

 

++ “O sistema de futebol no Brasil dificulta avanços no streaming” disse Diogo Kotscho, VP de comunicação do Orlando City.

 

3. Redes, Apps e Tech:

 

 

4. Momento crítico: Triste, porém, mais uma vez, venho falar uma coisa ruim sobre a MoviePass. Basicamente, a empresa é responsável pelo filme “Gotti”, um longa sobre a vida do mafioso John Gotti estrelado por John Travolta. Esse filme conseguiu ter uma review de 0% no Rotten Tomatoes e, além de odiado pela crítica, foi um fracasso de bilheteria. Revolts por essa situação, o marketing do filme fez um anúncio em que chamava os críticos de “trolls atrás de um teclado”. Não parou por aí. Também começaram a aparecer avaliações positivas do filme por parte de contas recém criadas e que não avaliaram mais nada – ou seja, falsas. A situação rendeu até um Honest Trailer.

 

++ Teaser de Rocketman, biografia do Elton John.

 

5. Jornalismo: Não é sobre a área em si, mas sobre a Apple News e como ela pode mudar o setor. Durante muito tempo, sabemos, a aposta principal de vários veículos para distribuição de conteúdo era – e ainda é – por meio de redes sociais. Em especial, com destaque, o Facebook. Porém, com a mudança de algoritmos constante na rede do Zuckerberg e, claro, todo o rolo das fake news em 2012 e o vazamento de dados dos usuários, já não é mais uma aposta confiável por parte dos editores – a desconfiança dos leitores é grande. Mas, ao que parece, pode haver uma nova ferramenta para ficar de olho: o Apple News, um agregador de notícias e reportagens que vem nos iPhones. Diferentemente da rede social, em que notícias acabam, muitas vezes, tendo o mesmo destaque e relevância para o usuários independente de serem sobre presidentes ou ex-BBBs, a curadoria do Apple News é feita por editores e jornalistas. Solução tradicional, sim, porém eficiente para impedir a divulgação de notícias falsas e romper a bolha em que o Facebook é apontado como responsável por prender seus usuários. Por sinal, alguns veículos já têm registrado aumento de visualizações por conta do Apple News. Um problema, porém: Isso não tem gerado dinheiro para os veículos. A ferramenta impõe certos limites para a exibição de anúncios e, digamos, sem anunciantes, é difícil manter um veículo jornalístico hoje em dia. Gostaria de trazer alguma informação otimista, mas, por hoje, é só isso mesmo.

 

++ Abril foi sentenciada a recontratar funcionários demitidos e já avisou que vai recorrer.

++ 1.600 homens assinaram anúncio no New York Times apoiando Christine Blaise Ford.

 

+++ A mega produção que é o novo clipe do Criolo.

+++ A rivalidade entre Sephora e Ulta, uma bilionária batalha entre marcas de maquiagem. Vídeo em inglês.

+++ Pra você passar vontade: As novas sobremesas do McDonald’s. Pena que só tem na Malásia.

Semanalmente, as mais importantes notícias do ramo da Comunicação, Criatividade e Inovação são reunidas neste humilde post. Estar bem informado não ajuda apenas a não ficar sem papo no bar ou no intervalo do trabalho, mas também a inspirar na produção de ideias criativas e inovadoras – no âmbito da comunicação ou não.

Por exemplo, será que há alguma lição por trás do absurdo sucesso de The Big Bang Theory para a sua produção de conteúdo? Ou, quem sabe, a sua ideia brilhante para startup já esteja sendo feita – e nem seja tão brilhante assim. Ou, o momento para abrir aquela lojinha online seja agora. E as eleições deste ano estão desafiando agências no Brasil inteiro. E leis estão sendo infringidas.

Tempo estimado de leitura: 7 minutos

1. Grande Bam: O fim está chegando para a série The Big Bang Theory, uma das sitcoms mais populares de todos os tempos. Tudo bem que não está chegando chegaaaando, vai ser só em maio de 2019, mas já dá pra começar a comentar sobre o sucesso dela. É uma das maiores audiências da história da Warner Bros – uma média de 14,2 milhões de telespectadores ao vivo, 5,4 milhões deles entre 25 e 54 anos – e responsável por um quarto da audiência do canal TBS. Os custos de produção, no entanto, eram muito grandes. Por temporada, era gasto em torno de 125 milhões de dólares com o salários dos protagonistas. No entanto, o dinheiro não era difícil de ser reavido. Estima-se que os anunciantes tenham pago em torno de 1 bilhão de dólares durante o tempo que a série já foi transmitida. Por sinal, só pra avisar: A série não está na Netflix.

++ Rappers brasileiros encarnam heróis das HQs.

++ Uma estagiária do C | Net nunca viu Star Wars, mas pediram pra ela gravar um vídeo falando sobre. E mesmo assim, ela sabia muita coisa.

++ Neil Simon, mestre da comédia da Broadway, faleceu, aos 91 anos. Foi muito bem-sucedido, rico, mas sempre subestimado.

++ Não é do curso da USP sobre Harry Potter, é só de um internauta, mas J.K.Rowling disse gostar de uma teoria que diz que Dumbledore é uma representação da morte.

 

2.Redes, Apps e Startups:

 

3. Política: Não basta só ser ano de eleições, esse tema também está recorrente quando se pensa em redes sociais. Depois da Direita ter sido foco da caça aos fakes, chegou a vez da Esquerda ser exposta. No sabadonis, uma jornalista e influencer, Paula Holanda, disse que estava sendo paga para publicar tweets com temas ligados à esquerda. A ideia era que fossem apartidários, mas acabaram sendo para promover nomes do PT – como Gleici, Luiz Marinho (candidato a governador de SP) e Wellington Dias (candidato a governador do Piauí). Trata-se de propaganda irregular. Os prováveis autores dessa estratégia são a  agência Lajoy, responsável pela seleção dos influenciadores – que ganhavam entre 1500 a 2 mil reais por mês -, a Beconnected, que teria sido contratada pelo PT não para fazer campanha eleitoral, mas para monitoramento de redes sociais e a plataforma Follow, que é de um deputado federal do PT.

++ Falando em Fake, o PSDB usou uma foto da Selena Gomez num anúncio como se ela fosse moradora do Sergipe.

++ NatGeo vai lançar microfone detector de mentiras.

++ Ainda não sabe em quem votar para presidente? A calculadora eleitoral pode te mostrar quem é o candidato que tem ideias mais parecidas com as suas. E em São Paulo, um match eleitoral te ajuda a escolher o deputado federal.

 

4. Compras: Mulheres são 79% mais propensas a gastar com jogos de celular. Sabe o que isso pode (e, provavelmente, vai) significar? Mudança de foco do mercado. Por sinal, falando em celular e gastos, pela primeira vez, mais de um quarto das compras de varejo online serão feitas por smartphones esse ano.

++ Vovó de 89 anos criou um site para vender as bolsas que ela cria. As vendas bombaram!

++ E duas coisas que eu tô com muita vontade comprar: o Kit Kat cor-de-rosa e o sorvete que não derrete.

 

+++ Reportagem imperdível: A bailarina Baderna e a história de resistência por trás dessa palavra.

+++ Sky anuncia sua aposta nos eSports.

+++ 4 previsões para o futuro da publicidade mobile em vídeo.

Se você trabalha com comunicação, redes sociais é um assunto importantíssimo. Se você quer que a comunicação da sua empresa tenha destaque, redes sociais é um assunto importantíssimo. Se você tem qualquer rede social, redes sociais é um assunto importantíssimo. Se você está lendo isso agora, redes sociais é um assunto importantíssimo.

O post dessa semana é quase que exclusivamente voltado para este tópico. A batalha contra os bots e as fake news continua e as redes resolveram uma questão que se arrastava por semanas: Infowars. Já o Tinder, que não enfrenta esse problema, está com lucros enormes e uma dor de cabeça diferente. Nenhuma, no entanto, se compara a da TV a cabo, que está morrendo a cada dia por conta de uma doença (ou remédio, dependendo) chamada streaming.

 

Tempo estimado de leitura: 6 minutos.

 

 

1. Infowars: No eterno esforço de Mãe Dináh, na semana passada, já tínhamos falado do Infowars, um veículo de extrema direita que volta e meia publica algumas notícias/teorias da conspiração/acusações sem nenhuma prova. Entre o que é dito, está que o massacre da Sandy Hook Elementary School, em que 20 crianças e seis adultos foram assassinados por um estudante portando 4 pistolas, seria falso, encenado por atores mirins. O dono do veículo, Alex Jones, comanda, além do site, redes que chegam a dezenas de milhões de acessos todo mês. Em meio a algumas delas fazendo limpezas de contas fantasma e combate a fake news, havia uma pressão muito grande para que acabassem com o Infowars também. Reparem no “havia”. Isso porque Facebook, Apple, Twitter, MailChimp, YouTube e Spotify praticamente expulsaram Alex Jones ao bloquear ações e deletar podcasts, páginas e canais que pertenciam a ele. Em resposta, ele acusou o vale do Silício de censurar vozes conservadoras.

 

++ Aqui no Brasil, o Twitter também agiu e fez um bloqueio parcial a algumas contas de direita por conta de distribuição realizada por bots. A reação veio com a hashtag #DireitaAmordaçada. Até o Bolsonaro postou.

++ Falando em Twitter, um novo usuário: @FHC.

++ Sobre o debate de semana passada da Band, Aos Fatos e a Lupa fizeram a checagem. E o Google Trends trouxe os dados de pesquisa. O mais procurado foi Bolsonaro.

++ Não podendo participar do debate, o PT fez o próprio numa live do Facebook.

++ O segundo debate dos candidatos à presidência vai ao ar na RedeTV e será multiplataforma.

++ Blogueiros do UOL lançam curso online gratuito contra notícias falsas.

 

2. Redes e Apps:

 

 

3. Streaming: Mais pauladas na TV a cabo. Pesquisa da eMarketer mostrou que 33 milhões de estadunidenses vão cortar em definitivo esse serviço nesse ano. Em outra, da Nielsen, dados apontam que crianças entre 2 e 11 anos de idade estão assistindo menos TV linear (ou pré-programada). O tempo que o grupo etário dedica caiu cerca de 22% entre 2014 e 2017. E os teens assistem ainda menos: o número de horas caiu cerca de 38% nesse período. É uma geração que não tem a obrigação de acordar cedo pra ver Sábado Animado ou voltar correndo da aula pra conseguir ver o Goku lutando contra o Majin Boo. Eles podem ver o desenho que quiserem na hora que preferirem. Isso, claro, reacende o debate sobre a regulação sobre a propaganda, conteúdo e restrição etária. Mas calma, isso é só o começo. Não vamos nos esquecer que a Disney está preparando o próprio serviço de streaming.

 

++ Falando em Disney, é bem provável que usem o roteiro de James Gunn para o próximo filme do Guardiões. Mas ele realmente está fora da direção.

++ Ruby Rose será a Batwoman da vindoura série de TV. Mas teve que abandonar o Twitter. Uma chuva de comentários negativos, que variava de “ela não é lésbica de verdade” a “ela é gay demais”, foi o motivo.

++ Disney terá o seu primeiro personagem abertamente gay, Jack Whitehall (de Jungle Cruise). As redes também criticaram essa escolha. Foi um escolhido um ator hétero que fará um personagem excessivamente afeminado.

 

4. Tinder: Deve render US$ 800 milhões este ano, o dobro do valor que obteve em 2017. Os grandes responsáveis por esse aumento são os recursos pagos do aplicativo (Tinder Plus e Tinder Gold). Ou seja, um sinal de que as pessoas não se preocupariam de pagar por uma rede social se o serviço corresponder. Esse valor significa que será tão grande quanto o Snapchat foi no ano passado, quando o Snap ainda sofria o começo das consequências da cópia de ideia do Facebook – aliás, só bom relembrar que o Face também está querendo copiar justamente o Tinder. A preocupação da proprietária da rede agora é que os mais velhos não migrem para o Tinder também: “Não podemos ter o que aconteceu com outras marcas na nossa marca, que é como ‘Ew, meu irmão mais velho usa isso. Meu pai usa isso. Minha mãe usa isso’” disse Mandy Ginsberg. O receio é relevante. Esse é um dos principais motivos da Geração Z ter abandonado o Facebook.

 

++ Bumble, fundado por uma ex-funcionária do Tinder, é um app de relacionamentos que visa dar mais poder para as mulheres. Só elas que podem iniciar a conversar e o rapaz tem um limite de tempo para responder. Agora, a empresa lançou um fundo de investimento para outras startups fundadas por mulheres.

 

 

+++ Quando a gente fala de como usar conteúdo multimídia, é disso que a gente tá falando. Excelente reportagem do Washington Post sobre a arte do improviso.

+++ Agências, parem de usar fotos de banco de imagens. A Samsung fez isso. E foi descoberta.

+++ Professores da Furb criaram site que compara preços de supermercados de Blumenau.

É necessária muita coragem para pedir perdão e muitos acontecimentos para atrasar de tamanha forma a publicação desse post. Porém, preciso pedir desculpa pela semana de atraso na publicação de post #025. Mas, garanto, vale a pena.

Porque nesse post, a ca bô a brinks. Streaming não vai mais ser festinha e combater fake news tem consequências.

Tempo estimado de leitura: 9 minutos

1. Fake News: É um papo sobre Twitter e Facebook e luta contra as notícias falsas. E as repercussões dessa decisão. Vamos começar de microblog.

Há uns dois meses, em torno de 70 milhões de contas foram deletadas sob suspeita de serem falsas. Algo necessário para combater as fake news dentro da rede. Até aí, tudo bem. O problema é que isso foi responsável por uma queda enorme (17%) nas ações da rede. Porque, basicamente, contas deletadas também são menos usuários. E mais momentos tempestuosos podem vir pela frente. O CEO, Jack Dorsey, vai continuar o foco na “saúde” (qualidade) da rede. E, mesmo com essas dificuldades, foi o terceiro semestre seguido em que a rede teve lucro.

Agora, Face. Dois pontos marcaram os últimos dias, em especial, aqui no Brasil. Todos os anúncios relacionados às eleições deste ano serão identificadas como propaganda eleitoral. Uma ferramenta de transparência vai mostrar o CPF do candidato ou CNPJ do partido. Além disso, será checado o comprovante de residência do anunciante na hora do cadastro para evitar que ~forças de fora influenciem no resultado das urnas.

Mas não parou por aí. O Face também fez a sua limpa. Foram removidas 196 páginas e 87 perfis que violavam as políticas de autenticidade. O problema é: Muitas eram do MBL, que, digamos, não aceitou muito bem isso. No twitter (meio irônico isso), o grupo disse o seguinte: “O Facebook desativou páginas de alcance nacional as quais, somando meio milhão de seguidores, entre informar e divulgar ideias liberais e conservadoras – o que não é crime – também exerciam o importante papel de denunciar as ‘fake news’ da grande mídia. Já há muito o Facebook tem sido alvo de atenção por conta do viés ideológico da empresa, manifestado ao perseguir e inventar alegações esdrúxulas contra grupos e líderes de direita ao redor do mundo.” Também fizeram um protesto em frente à sede brasileira da rede. O Ministério Público Federal cobrou explicações, receando censura. Nelson de Sá, na Folha, disse o seguinte: “Talvez o maior problema, como se observa nas duas recentes intervenções no Brasil, é que a plataforma acaba atuando de forma mais indiscriminada do que é capaz de reconhecer –e, principalmente, corrigir. Sem editores, sem se aceitar como mídia, o Facebook não tem Erramos.”

++ Em setembro, líderes do Facebook, Google e Twitter voltarão a depor no congresso americano.

++ Para o New York Times, Wall Street não deveria estar punindo os esforços das redes de combater as Fake News. Porque, se eles não fizerem isso, é capaz de vir regulação pesada aí.

++ Bom relembrar o Greg News sobre notícias falsas. MBL estava no centro das discussões.

++ Levantamento  da FGV comprovou ação de robôs nas pré-campanhas. Ação correspondeu a 22,1% dos tuítes de perfis ligados ao campo do PT, 21,9% ao de Bolsonaro e 16,1% ao da centro-direita.

++ É interessante ver o exemplo do Infowars, dos Estados Unidos, para pensar sobre essa questão. Caso você não o conheça, é um veículo de extrema direita que volta e meia publica algumas notícias/teorias da conspiração/acusações sem nenhuma prova. Muitos querem que o Face exclua essa página. Mas, como não são posts comprovadamente falsos e não é (nem usa) bots, a página continua no ar. Já a Apple retirou podcasts do grupo no catálogo do iTunes por conta do discurso de ódio.

++ E sobre Fake News, TRE do Distrito Federal mandou o Alexandre Frota apagar post sobre um candidato ao Senado que teria pedido a prisão do Moro. Era Fake.

 

2. Streaming: Problemas no (que se pensava ser um) paraíso. Vamos por partes. Lembra de quando eu falei que a Netflix não enfrentava grande rejeição (como algumas redes) por não ser alvo de nenhuma controvérsia? Pois é, as coisas mudaram por conta da série Insatiable, que mostra uma adolescente que emagrece e busca vingança contra os colegas que praticavam bullying. A série está sendo acusada de fat-shaming (vergonha por estar acima do peso). Mas esse está longe de ser o principal problema para a empresa. Um deles, é a concorrência crescente. Em especial, a HBO. Já há muitos anos, antes de sequer se pensar em streaming, as séries do canal ganhavam muuuitos prêmios e eram sinônimo de qualidade. Afinal, antes de GOT, já tínhamos Os Sopranos. A era do On Demand chegou e não ficaram de fora, lançaram o HBO Go, que difere bastante da Netflix. De maneira geral, são produzidas bem menos séries, mas com um orçamento bem maior, que têm episódos novos lançados toda semana – afinal, depende do canal de TV. O negócio é que, com a recente compra da Time Warner (dona da HBO) pela AT&T, a forma do canal de produzir conteúdo original deve mudar. Eles vão Netflixar (tô criando uma palavra aqui) a programação e começar a focar em mais séries, mais baratas e mais maratonáveis.

++ Do New York Times: Os planos de Shonda Rimes para a Netflix.

++ Nightflyers, do George R. R. Martin, ganhou trailer.

++ Por aqui no Brasil, Wagner Moura viverá famoso diplomata brasileiro em filme da Netflix.

++ Sabe o problema de se produzir conteúdo por streaming? Pode sair mais caro do que os assinantes pagam.

++ Sabe o problema de se consumir muito conteúdo por streaming? Você pode estar pagando bem mais do que imagina.

++ Mas, mesmo assim, é a tendência. Até a Microsoft tá entrando nessa e planeja streaming de games como foco para o Xbox.

 

3. Redes e Apps:

– Xbox: A divisão da Microsoft arrecadou 10 bilhões de dólares no ano passado.

– Moviepass: Assinantes tiveram dificuldade recentemente em conseguir os ingressos a que têm direito. O problema? Acabou o dinheiro da empresa. Mas já conseguiram um investimento para resolver. Só não deu pra resolver a queda de 50% das ações. Pra isso, então, houve um aumento de mensalidade. O mercado se acalmou novamente.

– Uber: o Uber Pool, serviço de carona compartilhada, aumenta o trânsito. E a empresa parou com o plano de caminhões que se dirigem sozinhos.

– Spotify: Revisa playlists e pode mudar relação de artista com fãs.

– Facebook: Abriu um escritório na China, mas a rede continua bloqueada no país. Ou seja, a crise não está afetando taaanto assim a empresa. Será? Por que perderam 120 bilhões de dólares em valor de mercado num único dia.

– Google Chrome: Vai considerar inseguro qualquer site que não for HTTPS.

– Apple: Atingiu 1 trilhão de dólares de valor de mercado. Primeira vez na história para uma empresa privada.

– Instagram: O humorista alagoano Carlinhos Maia teve 2º maior nº de views no Stories no mundo em junho.

Inspirobot: Pra você que ama imagens randômicas com textos filosóficos sem sentido.

++ Do mesmo influencer que disse que “A Internet é uma orgia grande e estranha”: John Ostrovsky, com mais de 10 milhões de seguidores, disse que o fim está próximo para os influenciadores.

 

 

+++ Ressaca digital: O caso Neymar Pós-Copa 2018.

+++ Tic Tac virou instrumento musical num clipe de Funk. Ação muito criativa.

+++ Coca-Cola lançou um refrigerante sabor café expresso.

+++ Reino Unido anuncia investimento milionário para combater bullying e cura gay.

Conteúdo é um assunto recorrente no blog. Por muito tempo, foi visto como estratégia para se conseguir clientes, mas o que as grandes empresas têm mostrado é que conteúdo também pode render bastante dinheiro. E se você tem a intenção de ganhar uns trocados com isso, não pode ignorar o mercado de cultura pop.

Por isso, o post dessa semana traz o resumo da grande apoteose nerd, a San Diego Comic Con. Além disso, outras novidades quanto a conteúdo e consumo dele, fora os últimos lançamentos das redes e apps e um #TBT da Copa – ou quase isso.

 

Tempo estimado de leitura: 12 minutos

 

1. Comic Con: O mais importante evento de cultura pop do mundo aconteceu nesse final de semana em San Diego. É um momento em que todas as tribos e culturas Nerds se unem. Seja você um leitor(a) de quadrinhos antigos, um(a) recente fã dos filmes, um(a) cosplayer dedicado, colecionador, otaku, gamer… Haverá um espaço para você lá. E é um momento em que os estúdios aproveitam para anunciar e promover os próximos filmes. Entre os principais anúncios:

++ A Marvel Studios não esteve no evento com painel, mas montou um espaço para os fãs lidarem com o luto pós-Guerra Infinita.

++ Alita: Anjo de Combate ganha novo trailer e é adiado para janeiro de 2019.

++ Primeira demo de David Bowie é encontrada em cesta de pães.

 

2. DC Comics: Depois de ver 3 dos seus últimos 4 filmes terem bilheterias abaixo do esperado, a editora parece que encontrou um novo caminho para trilhar no cinema. Serão lançados filmes que integram o universo expandido/compartilhado com tom animado, cores vibrantes e otimismo (como os vistos na Comic Con). Mas será lançada também uma nova linha, sem ligação com o compartilhado, que focará em filmes de arte, tom mais sombrio e liberdade criativa para os envolvidos na produção. O primeiro longa da “DC Black” (como está sendo chamado esse novo selo) será Coringa, que mostrará a origem do vilão, baseada na HQ A Piada Mortal. Na história, ele é um comediante de stand-up falido que fica louco após a morte da esposa grávida. Entre as atrocidades que comete na história, está a tortura física e mental do Comissário Gordon e o aleijamento e estupro da Batgirl. O protagonista será Joaquin Phoenix e a direção está por conta de Todd Phillips (de Se Beber Não Case e Cães de Guerra). Martin Scorsese será um dos produtores e Robert De Niro pode aparecer no longa também. Lançamento previsto para outubro do ano que vem. Não coincidentemente, é a época de lançamento de vários indicados ao Oscar. Pode representar um novo caminho para o gênero.

++ O primeiro grande lançamento do DC Universe, serviço de streaming da DC Comics, será Titãs. Saiu o primeiro trailer. Levantou várias polêmicas: tom sombrio demais para personagens leves, visual de fan film e troca de etnia de personagens.

 

3. James Gunn: Não é só no Brasil que estão desenterrando tweets antigos de famosos. Na semana passada, piadas sobre estupro e pedofilia publicadas entre 2008 e 2011 pelo diretor James Gunn foram recuperadas. Ele se defendeu, dizendo que “Minhas palavras de mais de uma década atrás foram, na época, esforços fracassados e infelizes de ser provocativo. Eu me arrependo delas há algum tempo, não apenas porque foram estúpidas, nem um pouco engraçadas, totalmente insensíveis e certamente não provocativas como eu queria, mas também porque elas não refletem a pessoa que sou hoje ou tenho sido há algum tempo.” No entanto, a Disney não foi piedosa e Gunn foi demitido do filme Guardiões da Galáxia Vol. 3. Importante dizer que a franquia do Guardiões e a relevância atual dos personagens só existem por causa dele. Foi o diretor que chegou para a Marvel com uma ousada proposta de ópera espacial com personagens que mal eram parte do 3º escalão de heróis da editora – mas pelos quais Gunn era completamente apaixonado. E os personagens também impactaram o diretor, segundo o seu próprio irmão: “Desde que ele dedicou sua vida aos filmes de Guardiões e ao MCU, há seis anos, eu vi ele conseguir colocar sua voz nos filmes e ser transformado daquele cara que inventava coisas para chocar as pessoas. Eu ouvi meu irmão dizer diversas vezes que quando Quill reúne o time com ‘esta é a nossa chance de se importar’, este era o discurso que ele mesmo precisava ouvir’. Eles são, afinal, filmes sobre descobrir a melhor versão de si. Trabalhar nestes filmes fez do meu irmão uma pessoa melhor”. Vários membros do elenco se manifestaram a favor de Gunn e a petição para a volta do diretor ao comando do filme já chegou a 70 mil assinaturas.

 

4. Redes e Apps:

 

 

5. Copa: Pensei que já teria parado de falar dela, mas a saudade está batendo. Inclusive, economistas britânicos provaram que futebol acaba com a felicidade – isso que os ingleses nunca tomaram um 7 a 1. Aliás, falando em goleada, a imagem pública do Neymar já caiu tanto quanto ele na Copa. Não bastou ter ficado de fora da lista de 10 melhores da FIFA, o pai dele ainda soltou uma dessa: “A festa que eu fiz foi com a sua mãe”, quando perguntado sobre festas que teriam sido feitas durante a Copa.

 

6. Netflix: O número de assinantes cresceu menos que o esperado no último trimestre (foram 5,2 milhões de usuários novos, eram esperados 1 milhão a mais) e as ações da empresa caíram 14%. E há algumas possíveis razões para isso. Sede demais de crescimento, por exemplo. Concorrência é outra e obriga a empresa a reduzir preços ou a produzir conteúdo de cada vez mais qualidade.

++ Como medir a velocidade da sua internet com a ferramenta da Netflix.

++ Netflix adiciona barra lateral para facilitar navegação de seu catálogo.

++ 5 lições de marketing da Netflix.

 

7. Pacabá: Algumas matérias sobre conteúdo que são legais:

 

+++ Startup transforma poluição em tinta para canetas.

+++ Poder360 e Piauí realizarão debate no YouTube.

+++ Inventaram um sorvete de maionese. E, com essa, me despeço.

Hoje é 15 de maio, Dia Mundial da Família. Seria um tópico excelente para um post falando da relação entre Comunicação e Família, como escolher a linguagem certa em uma campanha, quais estratégias usar quando se almeja atingir toda uma família… Mas talvez hoje o melhor seja mesmo apenas celebrar as famílias. Todas as formas de família – não existe fórmula. Então, assim que terminar a leitura, ligue ou mande um Whats para todos que você considera parte da sua só pra agradecê-los por isso. Não é uma ordem, mas um sincero conselho.

Antes disso, não esqueça de ler o post. Como sempre, só a nata das ações criativas de comunicação. Tem celular em campo de futebol, Deadpool de unicórnio, cientista em bar e uma reflexão sobre quanto valem os seus dados.

Tempo estimado de leitura: 8min 30segs

 

Goleiro-Santos-Atletico-Paranaense-usa-celular-durante-partida
De uniforme e luvas, Santos, do Atlético-PR, usa celular dentro do gramado

1. Uber: Muito se falou no final de semana sobre Santos, o goleiro do Atlético Paranaense, que foi flagrado usando o celular em meio a uma partida do seu time. Um monte de gente criticou, disse que era falta de atenção, um pessoal não se importou muito – é um bom goleiro, afinal – e teve outros que se questionaram como que ele conseguia digitar de luva ou se estaria conferindo o Cartola ou o Tinder. Na verdade, o ato imprudente do goleiro não passava de uma ação da Uber para conscientização no trânsito. O aplicativo – que patrocina o clube – queria dizer que se você fica indignado com um goleiro que usa celular no meio do jogo, também deveria ficar com quem usa no trânsito.

++ Até 2020, as cidades de Dallas e Los Angeles devem ganhar o serviço de táxi aéreo pela Uber.

 

2. MoviePass: É uma startup que pode vir para o Brasil no ano que vem e mistura cinema com assinatura. Basicamente, você paga um valor X por mês – ano passado era de 9,95 dólares, em torno de 35 reais – e tem acesso a vários filmes sem precisar gastar mais com ingressos. No papel, uma ideia ótima, na prática…  Apesar de ter diversas redes de cinemas filiadas e em torno de 2 milhões de assinantes, há um problema crucial: O troço não tá dando dinheiro. Pelo contrário, prejuízo. Porque quem paga o ingresso (integral) aos cinemas é a própria MoviePass. Atualmente, quanto mais gente assina, mais preju. Uma das soluções que estão sendo consideradas é a venda dos dados dos usuários. Vamos supor, coisas do tipo: Qual dia você vai mais o cinema, seus gêneros preferidos, se chega com antecedência ou não, se prefere estreias ou não, quanto gasta na bomboneria… São informações “soltas”, mas que podem ajudar a traçar o seu perfil como consumidor. Algo que pode valer muito a pena para várias empresas.

Exemplinho hipotético – não estou dizendo que vai funcionar assim: Você sempre via filmes de ação, sozinho(a), e pouco gastava com pipoca. De uma hora pra outra, começou a ver comédias românticas, com um ingresso a mais e um combo de pipoca. Para uma empresa de perfumes, quem sabe seja a hora de te mandar um e-mail dizendo: “Parabéns, @consumidor, você acabou de ganhar 10% de desconto nos nossos produtos até o dia dos namorados!” Então, fica a pergunta aqui: Você abriria mão de dados assim em troca de cinema barato?

 

deadpool-veste-roupa-rosa
Deadpool veste rosa em campanha para conscientizar sobre a prevenção do Câncer de Mama

3. Deadpool 2: O filme foi mencionado no post da semana passada, mas merece mais um pouquinho de Ibope. O herói é conhecido por ser “zoeiro” e quem cuidou da divulgação usou essa característica para guiar toda a campanha. Disso, saíram ações pra lá de criativas. Vamos relembrar as principais (repare como a maioria é em vídeo):

++ O filme Jovens Titãs Em Ação Nos Cinemas continua a batalha contra o Deadpool e rebateram a Céline Dion convidando Michael Bolton.

++ Compre seus ingressos para Deadpool 2.

 

4. Redes e Apps:

 

5. Drinks: Algumas das ações mais criativas da última semana foram relacionadas a bebidas. Pra começar, uma boa ideia: a 51 trocou o rótulo para mostrar que está na torcida pelo Brasil. Quem também inovou em rótulo foi Pevê Azevedo, um designer que criou a linha de cervejas “Esse país me obriga a beber”. As artes fazem denúncias políticas, lembrando o “grande acordo” e o tríplex do Lula. Mas a ação mais criativa é da Schweppes. Chama-se “Dress for Respect”. Criaram um vestido todo sensorizado para saber quantas vezes uma mulher é assediada na balada pelo toque. O resultado foi uma média de 40 toques por hora. 😨

 

+++ Vídeo do Porta dos Fundos sobre o formato clichê de comerciais de TV.

+++ Pint of Science é um festival que traz cientistas brasileiros para uma conversa na mesa de bar. Até porque, no bar, doutor não é quem tem doutorado. Doutor é quem desce mais uma gelada.

+++ Bradesco Seguros promove Quinzena do Seguro. O intuito é se apropriar do Dia Nacional do Seguro e estimular setor como um todo a fazer o mesmo.

Hoje, o post não está pra brincadeira (tá, até tem umas duas, mas só porque ninguém é de ferro). Marcas queridas dos brasileiros, Uber e Netflix, estão enfrentando problemas sérios e as respectivas equipes de comunicação terão dias complicados pela frente. Outro tópico importante para você se manter bem informado é que automatização das tecnologias está avançando e, se nem o frescobol foi poupado, logo, o carro voador dos Jetsons poderá ser realidade – questão de 3 anos. Além disso, trazemos ações legais de marcas no Lollapalooza, novidades nas mídias sociais e outras ideias criativas.

Tempo estimado de leitura: 7m30s

Lollapalooza 2018

1. Lollapalooza: “Se o Lollapalooza alegava ter algum espírito independente, isso ficou no passado. Hoje é um evento em que o artístico está lado a lado do pensamento corporativo. Não é surpresa que todos os palcos tenham sido batizados com o nome dos patrocinadores. Mas ainda assim espanta a invasão das ações promocionais.” Thiago Ney, da Folha de São Paulo. Vamos, então, para as principais e mais legais ações do festival:

2. Uber: Você, que acompanha o blog, bem sabe que a equipe de comunicação da Uber tem enfrentado problemas difíceis. Na semana passada, a empresa se envolveu numa tragédia que piorou ainda mais a situação. Já é sabido que carros que andam sozinhos, ou seja, sem uma pessoa no volante, estão no meio de nós – nos Estados Unidos, ao menos. A Uber já estava fazendo corridas assim, porém, com um motorista a bordo, por dois motivos: Diminuir o receio de passageiros e, principalmente, possibilitar uma intervenção humana caso fosse necessário. É o terceiro nível de automação possível (são cinco), no qual o motorista deve estar pronto para pegar o volante de uma hora pra outra.

Os concorrentes, Ford e Waymo (Google), vão direto para o quarto nível, que depende menos de um humano presente. É provavelmente o futuro dos carros não só pela praticidade, mas, para muitos, pela segurança. Afinal, retira-se o elemento mais imprevisível da direção: A pessoa. Porém… No estado do Arizona, uma mulher foi atropelada por um carro autônomo da Uber e faleceu. É o primeiro caso conhecido de um acidente envolvendo um carro que se dirige sozinho. A polícia diz que a empresa pode não ter tido culpa no acidente, mas o carro estava acima da velocidade permitida. De imediato, a Uber suspendeu toda a pesquisa na área.

++ “Na Waymo, temos muita confiança de que nossa tecnologia seria capaz de lidar com uma situação como aquela”, disse John Krafcik, CEO da empresa.

++ Mesmo assim, os carros autônomos seguirão avançando.

3. Carros Voadores: Enquanto muitos estão pensando nos carros que dirigem sozinhos, outros estão com o pensamento nas alturas! No caso, o trocadilho ruim é pra dizer que Larry Page, um dos confundadores do Google, está trabalhando com a startup Kitty Hawk para desenvolver táxis aéreos, elétricos e, também, autônomos.  Espera-se que a tecnologia já esteja no mercado da Nova Zelândia – país em que os testes estão sendo feitos – em três anos.

4. Redes e Apps:

++ Youtube vai lançar um filme próprio. Se chamará Vulture Clube e será um thriller com Susan Sarandon. Ah, e alguns youtubers irão falar sobre Fake News para crianças.

++ Instagram liberou o recurso de comprar pelo app.

++ Facebook: A empresa do Zuck ainda está enfrentando problemas sérios desde a semana passada devido ao vazamento dos dados de 50 milhões de usuários. Muito trabalho para a equipe de comunicação. Estamos preparando um post especial sobre isso.

Selton Mello em O Mecanismo

5. Netflix: O serviço de streaming recebeu críticas por parte da esquerda brasileira brasileira devido ao lançamento da série O Mecanismo, estrelada por Selton Mello e dirigida por José Padilha. A trama é livremente baseada na Lava-Jato e estava em desenvolvimento desde 2016. Porém, alguns assinantes têm visto um viés ideológico de direita na série, lançada em ano de eleição, o que levou a um movimento de boicote.

Até Dilma Rousseff se manifestou: “Na série de TV, o cineasta ainda tem o desplante de usar as célebres palavras do senador Romero Jucá (PMDB-RR) sobre “estancar a sangria”, na época do impeachment fraudulento, num esforço para evitar que as investigações chegassem até aos golpistas. O estarrecedor é que o cineasta atribui tais declarações ao personagem que encarna o presidente Lula.”José Padilha se defendeu das críticas, dizendo que a série é uma crítica ao sistema como um todo e chamou o comentário de Dilma Rousseff de “boboca”.

++ Depois de passar anos pagando pelo uso da fonte Gotham, a Netflix decidiu lançar a sua própria.

 

+++ Sorvetes de sabor inusitado chamam a atenção para a poluição da água.

+++ Turbinaram o frescobol para, finalmente, saber quem é que ganha esse jogo.

+++ Nike se une a Happn para estimular um primeiro encontro diferente: uma corrida (uma ideia criativa, mas, se querem a minha opinião, sucesso mesmo vai ser quando unirem Tinder e Netflix).

Em algum lugar dos Estados Unidos, Mark Zuckerberg deve estar ouvindo de seus assessores: “Levanta essa moral, princeso, senão o número de usuários cai”. Logo abaixo, vai entender do que eu estou falando. Mas o fato é que a equipe de comunicação do Face enfrentou um final de semana muito complicado. Além de todo o rolo que o Zuck deve estar enfrentando, o Comunicação, Criatividade e Inovação dessa semana vai trazer notícias de cultura pop, os tradicionais updates das redes e Apps e outras coisas que você NÃO pode ficar sem saber!

Tempo estimado de leitura: 4min30s

1. DataFace: Textos do The Guardian e do New York Times que servem tanto para reforçar que o Facebook sabe muito sobre a gente quanto para mostrar que data já é essencial para estratégias de comunicação. Resumindo a ópera, a Cambridge Consultoria usou um app para descobrir detalhes dos perfis de 50 milhões de usuários do Facebook. Essa estratégia foi usada na campanha pró-Brexit e na eleição de Donald Trump. Não se trata de uma quebra de segurança no face, muito pelo contrário, tudo foi feito na “legalidade”. Você baixava o app, respondia a um quiz desses comuns da rede e, em troca, cedia informações sobre a sua conta e… A de seus amigos. Com dados de idade, curtidas, posts, localidade foi possível traçar perfis detalhados de possíveis eleitores de Trump e formular estratégias personalizadas para convencerem.

++ Se você acompanha os nossos posts, sabe que o Face está fazendo tudo para não parecer que influencia em eleições. Em específico, falei nesse post.

++ E, mais uma, do The Intercept: O facebook ocultou páginas onde promovia sua capacidade de influenciar eleições

2. Teams: É o software de mensagens da Microsoft que veio para substituir o Skype for Business. Por que a mudança? Por causa do Slack. Roubou clientes demais do Bill Gates. E não parecem estar muito preocupados não. Quando o Teams foi lançado, compraram uma página inteira do NYT pra dizer que estavam empolgados com o fato de terem concorrência.

3. Redes e Apps:

++ YouTube vai começar a publicar textos da Wikipedia junto a vídeos com teorias da conspiração.

++ Snapchat: Dá até pena falar deles de novo, mas… A empresa deu outra bola fora. Basicamente, havia uma campanha para promover o Snap chamada “Would You Rather” (Qual você prefere). A pergunta era se você preferia dar um soco em Chris Brown ou um tapa na cara da Rihanna. Se você não manja muito das fofocas, saiba que os dois eram namorados e Brown agrediu Rihanna. Isso chegou até a cantora, que reagiu negativamente e a campanha foi tirada do ar. Não antes das ações caírem quase 5%.

++ Fake News: MUITAS notícias falsas foram publicadas sobre a vereadora carioca Marielle Franco, executada na quarta-feira (14/03). O Aos Fatos desmentiu-as.

++ Lyft: A principal concorrente da Uber nos Estados Unidos, vai lançar um serviço de assinaturas. Por um valor fixo mensal, você tem direito a um determinado número de corridas que cheguem a um determinado preço.

++ Uber: Enquanto isso, uma parceria entre Embraer e a Uber promete carro voador (e sem piloto) para 2023

4. Jéssica do BBB: Se você acompanha o reality show ou só acompanha a Internet, deve ter ouvido incessantemente na última semana: “Levanta a cabeça princesa, senão a coroa cai”. A personal trainer de Florianópolis disse isso e até as marcas decidiram repetir.

5. Marcas: Só pra ficarmos por dentro de algumas ações de comunicação bem legais:

Habib’s vai dar, como brinde, copos do Chaves em forma de barril, Neymar na lata de Red Bull, Bauducco sugeriu lançar uma colomba com 200% de uva passa e Budweiser procura por voluntários para o emprego dos sonhos no Lollapalooza.

 

+++ Cleo Pires agora é cantora. Sim. E o Fifth Harmony – ex-grupo da Camila Cabello – vai dar uma pausa.

+++ Foi lançado o álbum da Copa do Mundo 2018! Só que as figurinhas estão beeem caras.

+++ As contribuições de Stephen Hawking para a cultura pop