O streaming não é apenas uma ferramenta ou um serviço, mas uma das mais eficientes – e preferidas pelo consumidor – formas de distribuição de conteúdo. É um modelo que inspirou não só quem produz vídeo, mas também está obrigando as empresas mais tradicionais do mercado e explorar essa nova linguagem. E a Disney está obstinada a dominá-la.

Primeiro, vamos pensar numa das melhores coisas da líder de mercado, a Netflix. Por um preço pequeno, é possível ter acesso a um enorme e crescente catálogo de filmes e séries. Essa qualidade – fora o fato de estar quase no mundo todo e ter uma interface fácil e rápida – a levou a se tornar, por um tempo, a maior empresa de mídia do mundo. Só que a maioria do conteúdo não é feito pela própria plataforma. Cerca de 80% do que as pessoas assistem é licenciado.

E, claro, a Netflix não está sozinha no mercado. Outras opções de streaming estão surgindo com catálogos também cada vez maiores e mais refinados. E aí, incluem-se: Looke, Crackle, Hulu, Amazon Prime e as vindouras opções da Apple e do YouTube.

Só que a queda constante de consumidores de Home Media (DVD e Blu Ray) e TV por assinatura está obrigando quem produz muitos dos conteúdos exibidos por esses serviços a montarem as próprias plataformas de streaming. Por exemplo, a Warner Media.

Recentemente comprada pela gigante de telecomunicações AT&T com o objetivo de adicionar o streaming aos seus pacotes, a Warner está planejando um serviço que terá no catálogo conteúdo do próprio estúdio, da CNN, HBO, DC Comics e Cartoon Network. Vários desses conteúdos estão, atualmente, na Netflix e devem sair de lá no futuro.

É previsto que o novo serviço da Warner tenha um preço elevado em comparação a outros do mercado.

E, no próximo ano, será lançado mais um serviço de streaming e não será apenas outra  opção no mercado. Deve ser um rolo compressor de uma das maiores empresas de entretenimento e conteúdo do mundo. E que, digamos, já tem bastante experiência de dominar novos mercados.

Conteúdo em vídeo e o domínio da Disney

Vale um resgate histórico para entender como a empresa do Mickey entende do mercado de conteúdo em vídeo. Quando VHS e DVDs estavam no auge, foi lançado o The Disney Vault (algo como o “baú da Disney”), uma estratégia que consistia em “segurar filmes” por anos e torná-los disponíveis por um período curto e com tiragem limitada.

 

Estratégia ousada? Sim. E muito lucrativa. Um estudo de 2000 mostrou que 55% dos fãs da Disney trocaram suas fitas VHS por DVDs, comparado a apenas 14% de outros estúdios.

Outro exemplo, é quando a TV a cabo começou nos Estados Unidos. Naquela época, o conteúdo da Disney era exibido pela concorrente HBO. A empresa do Mickey viu que daria mais dinheiro abrir o próprio canal e foi lançado o Disney Channel. Hoje, é dona também dos canais ABC e ESPN. No último ano, 40% de todo o dinheiro faturado veio da TV.

E agora, a empresa está de olho no streaming. O que se sabe, por enquanto, é que a Disney+ (provável nome) vai contar com uma biblioteca de conteúdo potencialmente gigantesca, envolvendo de princesas a heróis da Marvel, passando por Star Wars e Indiana Jones, além de conteúdos recém-adquiridos com a compra da Fox.

A assinatura provavelmente vai custar menos que a da Netflix, mas isso não significa que a Disney não está investindo. Estão previstas séries dos personagens Loki e Feiticeira Escarlate com um orçamento aproximado de 100 milhões de dólares – muito elevado para séries e comparável a alguns blockbusters.

 

E o que isso tem a ver comigo?

Muita coisa. Primeiro, como consumidores, a grande vantagem de se fazer um único pagamento e ter acesso a conteúdo de vários canais deve acabar com o aumento no número de serviços. O preço vai aumentar e provavelmente será necessário escolher a qual conteúdo se quer ter acesso. Quase como se faz hoje com a TV por assinatura.

E, não importando o número de planos a ser assinado, o fato é que a quantidade de conteúdo produzido em vídeo na Internet só tende a aumentar. Deixando a multiplicação do streaming de lado, vale lembrar que o YouTube não para de crescer e o Instagram tem um player exclusivo para vídeos na vertical, o IGTV.

O que muda para quem produz conteúdo, em especial, é que o consumidor vai ficar cada vez mais exigente com o que chega a ele em vídeo. Optar por essa mídia deixará de ser um diferencial e ficará cada vez mais corriqueiro. De inovadora, apenas por essa escolha, uma estratégia não terá nada. Ou seja, com tantas opções, a atenção de um cliente em potencial para o audiovisual será cada vez mais disputada.

Por que alguém assistiria ao seu vídeo se, no lugar, pode ver algo da Disney+ ?

O conteúdo planejado em vídeo deverá ter uma qualidade estética cada vez mais acurada e condizente com a plataforma escolhida. Roteiro inteligente e montagem personalizada para melhor atingir o cliente em potencial são outras necessidades. Isso independente de ser destinado ao streaming, a redes sociais ou até mesmo para a televisão. Pensamento estratégico é essencial.

A Netflix, por exemplo, planeja qual arte de uma série ou filme chegará até o consumidor para convencê-lo a dar o play. Vários de seus artistas tornam-se influenciadores no Instagram e acabam fazendo “propaganda gratuita” para o serviço. E, como muito foi discutido, diversas séries, como House of Cards, foram idealizadas por conta de algoritmos.

Experimentar e aprender sobre novos formatos e linguagens é essencial para se produzir conteúdo em vídeo. Só assim para se poder competir com todas essas outras opções. Aqui na All Press Comunicação Integrada, já fizemos de tudo:

Todo esse conteúdo foi planejado de maneira estratégica e obteve os resultados esperados.

Para ver mais o que produzimos, siga as nossas redes. E, se ficou curioso sobre alguns dos nossos métodos, visite a nossa página de Video Release, uma ferramenta ainda pouco utilizada pela maioria das agências de comunicação, mas muito eficiente.

Um dos singelos objetivos destes posts semanais é dar munição para que você se prepare para mudanças que estão por vir no mercado da comunicação. Independente, claro, de você trabalhar no setor ou não, porque, afinal de contas, é um consumidor de mídia e de conteúdo.

 

Essa semana, além de ações criativas em diversos setores, dois tópicos são bem importantes. A Globo está indo com tudo para unificar o seu conteúdo e se precaver contra um mercado em que empresas tradicionais estão caindo. Já o Jornalismo, ainda com dificuldade em fazer dinheiro no séc. XXI, pode ter no grande mercado da Apple uma saída. E, sempre dizemos, apostar em conteúdo dá dinheiro, mas a MoviePass tá numa maré de azar que nem isso tem dado certo…

 

Tempo Estimado de Leitura: 7 minutos

 

 

1. Ações Criativas:

 

 

2. Uma Só: Grupo Globo lançou o ousado projeto “Uma Só Globo” que representa a união de TV Globo, Globosat, Globo.com, DGCORP (Diretoria de Gestão Corporativa) e Som Livre em uma única empresa. Para ajudar nesse processo, foi contratada a Accenture, líder mundial em consultoria de tecnologia e transformação empresarial. Interessante esse ímpeto da empresa dos Marinho. Unir várias frentes numa só pode significar várias coisas – esperemos que não um enxugamento de redação. Vou dar uma especulada como exercício de imaginação. Talvez você possa assinar a “Uma Só Globo” e ter acesso a todos os conteúdos dos canais da Globo (da transmissão de um jogo de futebol pelo SporTV a um reality do Multishow), do on-line (como o GShow) numa grande plataforma de streaming que já englobe também o conteúdo presente na GloboPlay. E, de quebra, ainda ter acesso a um streaming de músicas próprio deles. Tipo um “Spotify da Som Livre”, que contaria com gravações dos especiais do Roberto Carlos até aos shows do The Voice. Bom, independente de eu ter acertado alguma coisa ou errado todas, uma coisa é fato: A Globo percebeu a mudança no mercado e no consumo de mídia e conteúdo. E tá querendo se salvar antes que seja tarde.

 

++ Multishow e VIU Hub (unidade de negócios digitais da Globosat) lançaram o Noite Selvagem, projeto multimídia com a Catuaba Selvagem.

 

++ E o PlayPlus, plataforma de streaming da Record Plus, anunciou parceria com a Disney. Vai disponibilizar para seus assinantes os canais Disney Channel, Disney Junior e Disney XD.

 

++ Do AdNews, a importância do live streaming para a sua marca.

 

++ “O sistema de futebol no Brasil dificulta avanços no streaming” disse Diogo Kotscho, VP de comunicação do Orlando City.

 

3. Redes, Apps e Tech:

 

 

4. Momento crítico: Triste, porém, mais uma vez, venho falar uma coisa ruim sobre a MoviePass. Basicamente, a empresa é responsável pelo filme “Gotti”, um longa sobre a vida do mafioso John Gotti estrelado por John Travolta. Esse filme conseguiu ter uma review de 0% no Rotten Tomatoes e, além de odiado pela crítica, foi um fracasso de bilheteria. Revolts por essa situação, o marketing do filme fez um anúncio em que chamava os críticos de “trolls atrás de um teclado”. Não parou por aí. Também começaram a aparecer avaliações positivas do filme por parte de contas recém criadas e que não avaliaram mais nada – ou seja, falsas. A situação rendeu até um Honest Trailer.

 

++ Teaser de Rocketman, biografia do Elton John.

 

5. Jornalismo: Não é sobre a área em si, mas sobre a Apple News e como ela pode mudar o setor. Durante muito tempo, sabemos, a aposta principal de vários veículos para distribuição de conteúdo era – e ainda é – por meio de redes sociais. Em especial, com destaque, o Facebook. Porém, com a mudança de algoritmos constante na rede do Zuckerberg e, claro, todo o rolo das fake news em 2012 e o vazamento de dados dos usuários, já não é mais uma aposta confiável por parte dos editores – a desconfiança dos leitores é grande. Mas, ao que parece, pode haver uma nova ferramenta para ficar de olho: o Apple News, um agregador de notícias e reportagens que vem nos iPhones. Diferentemente da rede social, em que notícias acabam, muitas vezes, tendo o mesmo destaque e relevância para o usuários independente de serem sobre presidentes ou ex-BBBs, a curadoria do Apple News é feita por editores e jornalistas. Solução tradicional, sim, porém eficiente para impedir a divulgação de notícias falsas e romper a bolha em que o Facebook é apontado como responsável por prender seus usuários. Por sinal, alguns veículos já têm registrado aumento de visualizações por conta do Apple News. Um problema, porém: Isso não tem gerado dinheiro para os veículos. A ferramenta impõe certos limites para a exibição de anúncios e, digamos, sem anunciantes, é difícil manter um veículo jornalístico hoje em dia. Gostaria de trazer alguma informação otimista, mas, por hoje, é só isso mesmo.

 

++ Abril foi sentenciada a recontratar funcionários demitidos e já avisou que vai recorrer.

++ 1.600 homens assinaram anúncio no New York Times apoiando Christine Blaise Ford.

 

+++ A mega produção que é o novo clipe do Criolo.

+++ A rivalidade entre Sephora e Ulta, uma bilionária batalha entre marcas de maquiagem. Vídeo em inglês.

+++ Pra você passar vontade: As novas sobremesas do McDonald’s. Pena que só tem na Malásia.

Hoje é 15 de maio, Dia Mundial da Família. Seria um tópico excelente para um post falando da relação entre Comunicação e Família, como escolher a linguagem certa em uma campanha, quais estratégias usar quando se almeja atingir toda uma família… Mas talvez hoje o melhor seja mesmo apenas celebrar as famílias. Todas as formas de família – não existe fórmula. Então, assim que terminar a leitura, ligue ou mande um Whats para todos que você considera parte da sua só pra agradecê-los por isso. Não é uma ordem, mas um sincero conselho.

Antes disso, não esqueça de ler o post. Como sempre, só a nata das ações criativas de comunicação. Tem celular em campo de futebol, Deadpool de unicórnio, cientista em bar e uma reflexão sobre quanto valem os seus dados.

Tempo estimado de leitura: 8min 30segs

 

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De uniforme e luvas, Santos, do Atlético-PR, usa celular dentro do gramado

1. Uber: Muito se falou no final de semana sobre Santos, o goleiro do Atlético Paranaense, que foi flagrado usando o celular em meio a uma partida do seu time. Um monte de gente criticou, disse que era falta de atenção, um pessoal não se importou muito – é um bom goleiro, afinal – e teve outros que se questionaram como que ele conseguia digitar de luva ou se estaria conferindo o Cartola ou o Tinder. Na verdade, o ato imprudente do goleiro não passava de uma ação da Uber para conscientização no trânsito. O aplicativo – que patrocina o clube – queria dizer que se você fica indignado com um goleiro que usa celular no meio do jogo, também deveria ficar com quem usa no trânsito.

++ Até 2020, as cidades de Dallas e Los Angeles devem ganhar o serviço de táxi aéreo pela Uber.

 

2. MoviePass: É uma startup que pode vir para o Brasil no ano que vem e mistura cinema com assinatura. Basicamente, você paga um valor X por mês – ano passado era de 9,95 dólares, em torno de 35 reais – e tem acesso a vários filmes sem precisar gastar mais com ingressos. No papel, uma ideia ótima, na prática…  Apesar de ter diversas redes de cinemas filiadas e em torno de 2 milhões de assinantes, há um problema crucial: O troço não tá dando dinheiro. Pelo contrário, prejuízo. Porque quem paga o ingresso (integral) aos cinemas é a própria MoviePass. Atualmente, quanto mais gente assina, mais preju. Uma das soluções que estão sendo consideradas é a venda dos dados dos usuários. Vamos supor, coisas do tipo: Qual dia você vai mais o cinema, seus gêneros preferidos, se chega com antecedência ou não, se prefere estreias ou não, quanto gasta na bomboneria… São informações “soltas”, mas que podem ajudar a traçar o seu perfil como consumidor. Algo que pode valer muito a pena para várias empresas.

Exemplinho hipotético – não estou dizendo que vai funcionar assim: Você sempre via filmes de ação, sozinho(a), e pouco gastava com pipoca. De uma hora pra outra, começou a ver comédias românticas, com um ingresso a mais e um combo de pipoca. Para uma empresa de perfumes, quem sabe seja a hora de te mandar um e-mail dizendo: “Parabéns, @consumidor, você acabou de ganhar 10% de desconto nos nossos produtos até o dia dos namorados!” Então, fica a pergunta aqui: Você abriria mão de dados assim em troca de cinema barato?

 

deadpool-veste-roupa-rosa
Deadpool veste rosa em campanha para conscientizar sobre a prevenção do Câncer de Mama

3. Deadpool 2: O filme foi mencionado no post da semana passada, mas merece mais um pouquinho de Ibope. O herói é conhecido por ser “zoeiro” e quem cuidou da divulgação usou essa característica para guiar toda a campanha. Disso, saíram ações pra lá de criativas. Vamos relembrar as principais (repare como a maioria é em vídeo):

++ O filme Jovens Titãs Em Ação Nos Cinemas continua a batalha contra o Deadpool e rebateram a Céline Dion convidando Michael Bolton.

++ Compre seus ingressos para Deadpool 2.

 

4. Redes e Apps:

 

5. Drinks: Algumas das ações mais criativas da última semana foram relacionadas a bebidas. Pra começar, uma boa ideia: a 51 trocou o rótulo para mostrar que está na torcida pelo Brasil. Quem também inovou em rótulo foi Pevê Azevedo, um designer que criou a linha de cervejas “Esse país me obriga a beber”. As artes fazem denúncias políticas, lembrando o “grande acordo” e o tríplex do Lula. Mas a ação mais criativa é da Schweppes. Chama-se “Dress for Respect”. Criaram um vestido todo sensorizado para saber quantas vezes uma mulher é assediada na balada pelo toque. O resultado foi uma média de 40 toques por hora. 😨

 

+++ Vídeo do Porta dos Fundos sobre o formato clichê de comerciais de TV.

+++ Pint of Science é um festival que traz cientistas brasileiros para uma conversa na mesa de bar. Até porque, no bar, doutor não é quem tem doutorado. Doutor é quem desce mais uma gelada.

+++ Bradesco Seguros promove Quinzena do Seguro. O intuito é se apropriar do Dia Nacional do Seguro e estimular setor como um todo a fazer o mesmo.

Nono post da série, dia 9 de abril, 90º dia do ano e, também, dia da Biblioteca. Uso esse gancho para avisar que, em pouco tempo, vamos dar início a uma campanha aqui na All Press que se chamará Biblioteca All Press. Antes que você pense, não vai ser só “mais uma jogada de comunicação”. É um projeto muito antigo e que, com muito orgulho, vamos tirar do papel. Get ready!

Enquanto isso, o post desta semana vai falar sobre a tragédia na sede do YouTube – um bom resumo se você não faz nem ideia do que aconteceu -, o fim da circulação da Playboy, novidades das redes, novos aplicativos e cultura pop.

Tempo estimado de leitura: 5 minutos

Foto-Fachada-Sede-Youtube

  1. YouTube: Vamos com o lide? Vamos com o lide: A youtuber Nasim Agdham invadiu a sede do YouTube em San Bruno, na Califórnia, e deu início a um tiroteio que resultou na morte de uma pessoa e deixou outras três feridas. Ela cometeu suicídio no local. Inicialmente com a hipótese do crime ser relacionado com um término ruim com um ex-namorado que trabalharia na empresa, mas o cenário mudou. Agdham vinha reclamando em seu site que, após um limite de idade imposto a seus vídeos, estava recebendo menos dinheiro oriundo dos anúncios. Um de seus canais foi bloqueado. Dizia ser vítima de perseguição e que o YouTube só favorece canais que eles mesmos desejam.

 

++ O incidente ocorreu durante o horário de almoço na empresa. Alguns funcionários pensaram ser um terremoto no começo do alvoroço. A verdade é que o Vale do Silício não está acostumado com casos de violência. Pelo contrário. Em geral, trata-se de estruturas abertas. Agora, as equipes de segurança provavelmente vão conversar sobre mudanças.

 

  1. Playboy: Dois anos depois de ser re-lançada nas bancas brasileiras, a revista vai sair de circulação. Segunda nota divulgada: “A PBB Editora Ltda informa que reduzirá a publicação da edição imprensa a um exemplar de colecionador por ano – que será on demand, ou seja, números limitados impressos por encomenda. A PLAYBOY é uma marca com várias décadas de história, mas também é uma marca dos tempos atuais. O mercado de revistas impressas atravessa uma crise sem precedentes ao redor do mundo e necessita de uma readequação ao digital junto aos leitores e anunciantes”.

 

  1. Redes e Apps:

Foto-Ator-Chris_Pratt

  1. Marvel: Chris Pratt (o Star Lord de Guardiões da Galáxia) veio ao Brasil para divulgar o filme Vingadores: Guerra Infinita, o qual chamou de O Maior Filme de Todos os Tempos.

++ Chris Pratt atendeu fãs, visitou o Beco do Batman, mas o que importa é que ele é gente como a gente.

++falamos bastante sobre o sucesso de Pantera Negra, mas vem mais uma: Será o primeiro filme a estrear na Arábia Saudita depois de 35 anos.

++ A Disney vai lançar a Marvelândia.

++ Compre aqui os ingressos para a pré-estreia de Guerra Infinita.

 

  1. Harry Potter: Pre-pa-ra para o dia 25 de abril. Será lançado o game Harry Potter: Hogwarts Mystery. O jogo segue os moldes de Pokemon-Go e será ambientado nos anos 80 – período pós-Voldemort e pré-Harry Potter. O jogador poderá vivenciar o dia-a-dia de um estudante da escola.

 

  1. Cartoon Network: Você já viu – ou ouviu falar de – Steven Universo? Pois deveria! O personagem será o protagonista de uma parceria muito legal entre Dove e Cartoon Network. Será lançada uma série de seis curtas-metragens que visa educar jovens sobre confiança corporal. É parte do projeto Dove pela Autoestima.

+++ Tem um site que mostra o que aconteceria em qualquer cidade caso uma bomba atômica exploda.

+++ Tem um tablet norueguês que imita papel e caneta de uma maneira muito realista.

+++ Fox vai ter um serviço de streaming aqui no Brasil. Mensalidade vai ser de R$34,90.

Hoje, o post não está pra brincadeira (tá, até tem umas duas, mas só porque ninguém é de ferro). Marcas queridas dos brasileiros, Uber e Netflix, estão enfrentando problemas sérios e as respectivas equipes de comunicação terão dias complicados pela frente. Outro tópico importante para você se manter bem informado é que automatização das tecnologias está avançando e, se nem o frescobol foi poupado, logo, o carro voador dos Jetsons poderá ser realidade – questão de 3 anos. Além disso, trazemos ações legais de marcas no Lollapalooza, novidades nas mídias sociais e outras ideias criativas.

Tempo estimado de leitura: 7m30s

Lollapalooza 2018

1. Lollapalooza: “Se o Lollapalooza alegava ter algum espírito independente, isso ficou no passado. Hoje é um evento em que o artístico está lado a lado do pensamento corporativo. Não é surpresa que todos os palcos tenham sido batizados com o nome dos patrocinadores. Mas ainda assim espanta a invasão das ações promocionais.” Thiago Ney, da Folha de São Paulo. Vamos, então, para as principais e mais legais ações do festival:

2. Uber: Você, que acompanha o blog, bem sabe que a equipe de comunicação da Uber tem enfrentado problemas difíceis. Na semana passada, a empresa se envolveu numa tragédia que piorou ainda mais a situação. Já é sabido que carros que andam sozinhos, ou seja, sem uma pessoa no volante, estão no meio de nós – nos Estados Unidos, ao menos. A Uber já estava fazendo corridas assim, porém, com um motorista a bordo, por dois motivos: Diminuir o receio de passageiros e, principalmente, possibilitar uma intervenção humana caso fosse necessário. É o terceiro nível de automação possível (são cinco), no qual o motorista deve estar pronto para pegar o volante de uma hora pra outra.

Os concorrentes, Ford e Waymo (Google), vão direto para o quarto nível, que depende menos de um humano presente. É provavelmente o futuro dos carros não só pela praticidade, mas, para muitos, pela segurança. Afinal, retira-se o elemento mais imprevisível da direção: A pessoa. Porém… No estado do Arizona, uma mulher foi atropelada por um carro autônomo da Uber e faleceu. É o primeiro caso conhecido de um acidente envolvendo um carro que se dirige sozinho. A polícia diz que a empresa pode não ter tido culpa no acidente, mas o carro estava acima da velocidade permitida. De imediato, a Uber suspendeu toda a pesquisa na área.

++ “Na Waymo, temos muita confiança de que nossa tecnologia seria capaz de lidar com uma situação como aquela”, disse John Krafcik, CEO da empresa.

++ Mesmo assim, os carros autônomos seguirão avançando.

3. Carros Voadores: Enquanto muitos estão pensando nos carros que dirigem sozinhos, outros estão com o pensamento nas alturas! No caso, o trocadilho ruim é pra dizer que Larry Page, um dos confundadores do Google, está trabalhando com a startup Kitty Hawk para desenvolver táxis aéreos, elétricos e, também, autônomos.  Espera-se que a tecnologia já esteja no mercado da Nova Zelândia – país em que os testes estão sendo feitos – em três anos.

4. Redes e Apps:

++ Youtube vai lançar um filme próprio. Se chamará Vulture Clube e será um thriller com Susan Sarandon. Ah, e alguns youtubers irão falar sobre Fake News para crianças.

++ Instagram liberou o recurso de comprar pelo app.

++ Facebook: A empresa do Zuck ainda está enfrentando problemas sérios desde a semana passada devido ao vazamento dos dados de 50 milhões de usuários. Muito trabalho para a equipe de comunicação. Estamos preparando um post especial sobre isso.

Selton Mello em O Mecanismo

5. Netflix: O serviço de streaming recebeu críticas por parte da esquerda brasileira brasileira devido ao lançamento da série O Mecanismo, estrelada por Selton Mello e dirigida por José Padilha. A trama é livremente baseada na Lava-Jato e estava em desenvolvimento desde 2016. Porém, alguns assinantes têm visto um viés ideológico de direita na série, lançada em ano de eleição, o que levou a um movimento de boicote.

Até Dilma Rousseff se manifestou: “Na série de TV, o cineasta ainda tem o desplante de usar as célebres palavras do senador Romero Jucá (PMDB-RR) sobre “estancar a sangria”, na época do impeachment fraudulento, num esforço para evitar que as investigações chegassem até aos golpistas. O estarrecedor é que o cineasta atribui tais declarações ao personagem que encarna o presidente Lula.”José Padilha se defendeu das críticas, dizendo que a série é uma crítica ao sistema como um todo e chamou o comentário de Dilma Rousseff de “boboca”.

++ Depois de passar anos pagando pelo uso da fonte Gotham, a Netflix decidiu lançar a sua própria.

 

+++ Sorvetes de sabor inusitado chamam a atenção para a poluição da água.

+++ Turbinaram o frescobol para, finalmente, saber quem é que ganha esse jogo.

+++ Nike se une a Happn para estimular um primeiro encontro diferente: uma corrida (uma ideia criativa, mas, se querem a minha opinião, sucesso mesmo vai ser quando unirem Tinder e Netflix).

Em algum lugar dos Estados Unidos, Mark Zuckerberg deve estar ouvindo de seus assessores: “Levanta essa moral, princeso, senão o número de usuários cai”. Logo abaixo, vai entender do que eu estou falando. Mas o fato é que a equipe de comunicação do Face enfrentou um final de semana muito complicado. Além de todo o rolo que o Zuck deve estar enfrentando, o Comunicação, Criatividade e Inovação dessa semana vai trazer notícias de cultura pop, os tradicionais updates das redes e Apps e outras coisas que você NÃO pode ficar sem saber!

Tempo estimado de leitura: 4min30s

1. DataFace: Textos do The Guardian e do New York Times que servem tanto para reforçar que o Facebook sabe muito sobre a gente quanto para mostrar que data já é essencial para estratégias de comunicação. Resumindo a ópera, a Cambridge Consultoria usou um app para descobrir detalhes dos perfis de 50 milhões de usuários do Facebook. Essa estratégia foi usada na campanha pró-Brexit e na eleição de Donald Trump. Não se trata de uma quebra de segurança no face, muito pelo contrário, tudo foi feito na “legalidade”. Você baixava o app, respondia a um quiz desses comuns da rede e, em troca, cedia informações sobre a sua conta e… A de seus amigos. Com dados de idade, curtidas, posts, localidade foi possível traçar perfis detalhados de possíveis eleitores de Trump e formular estratégias personalizadas para convencerem.

++ Se você acompanha os nossos posts, sabe que o Face está fazendo tudo para não parecer que influencia em eleições. Em específico, falei nesse post.

++ E, mais uma, do The Intercept: O facebook ocultou páginas onde promovia sua capacidade de influenciar eleições

2. Teams: É o software de mensagens da Microsoft que veio para substituir o Skype for Business. Por que a mudança? Por causa do Slack. Roubou clientes demais do Bill Gates. E não parecem estar muito preocupados não. Quando o Teams foi lançado, compraram uma página inteira do NYT pra dizer que estavam empolgados com o fato de terem concorrência.

3. Redes e Apps:

++ YouTube vai começar a publicar textos da Wikipedia junto a vídeos com teorias da conspiração.

++ Snapchat: Dá até pena falar deles de novo, mas… A empresa deu outra bola fora. Basicamente, havia uma campanha para promover o Snap chamada “Would You Rather” (Qual você prefere). A pergunta era se você preferia dar um soco em Chris Brown ou um tapa na cara da Rihanna. Se você não manja muito das fofocas, saiba que os dois eram namorados e Brown agrediu Rihanna. Isso chegou até a cantora, que reagiu negativamente e a campanha foi tirada do ar. Não antes das ações caírem quase 5%.

++ Fake News: MUITAS notícias falsas foram publicadas sobre a vereadora carioca Marielle Franco, executada na quarta-feira (14/03). O Aos Fatos desmentiu-as.

++ Lyft: A principal concorrente da Uber nos Estados Unidos, vai lançar um serviço de assinaturas. Por um valor fixo mensal, você tem direito a um determinado número de corridas que cheguem a um determinado preço.

++ Uber: Enquanto isso, uma parceria entre Embraer e a Uber promete carro voador (e sem piloto) para 2023

4. Jéssica do BBB: Se você acompanha o reality show ou só acompanha a Internet, deve ter ouvido incessantemente na última semana: “Levanta a cabeça princesa, senão a coroa cai”. A personal trainer de Florianópolis disse isso e até as marcas decidiram repetir.

5. Marcas: Só pra ficarmos por dentro de algumas ações de comunicação bem legais:

Habib’s vai dar, como brinde, copos do Chaves em forma de barril, Neymar na lata de Red Bull, Bauducco sugeriu lançar uma colomba com 200% de uva passa e Budweiser procura por voluntários para o emprego dos sonhos no Lollapalooza.

 

+++ Cleo Pires agora é cantora. Sim. E o Fifth Harmony – ex-grupo da Camila Cabello – vai dar uma pausa.

+++ Foi lançado o álbum da Copa do Mundo 2018! Só que as figurinhas estão beeem caras.

+++ As contribuições de Stephen Hawking para a cultura pop